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FARC: Como combater o narco-tráfico

07.01.2007
 
FARC: Como combater o narco-tráfico

Introdução. A classe dirigente da Colômbia, gravemente afetada pela amnésia, agora pretende se apropriar da autoria da proposta de Legalizar o Consumo da Droga feita por um Pleno do Estado-Maior Central das FARC em março do ano 2000.

Proposta dada a conhecer no mesmo ano na Audiência Pública Internacional sobre produtos ilícitos, realizada durante os Diálogos com Pastrana, em Los Pozos, perante concorrida presença de personalidades das Comunidades Internacional e Nacional que, para não incomodar aos governos dos Estados Unidos e da Colômbia, tampouco expressaram seu ponto de vista frente a um tema de transcendental importância na saúde e no bem-estar dos povos.

Para aportar elementos de análise a nossos amáveis leitores no controvertido fenômeno consubstancial ao sistema imperante, adicionamos integralmente a aludida proposta.

Legalizar o consumo da droga

Única alternativa séria para eliminar o narcotráfico - Governos, empresários, desportistas, artistas, pecuaristas e latifundiários, militares, políticos de todos os pelames e banqueiros se dão licenças morais para aceitar dinheiros desse negócio que gera grandes somas de dólares provenientes dos dependentes de drogas dos países desenvolvidos.

Com o desenvolvimento a todo o transe do capitalismo em sua etapa imperialista, que, nesta fase da globalização, afunda na miséria a maioria da população mundial, muitos povos de importante economia agrária optam pelos cultivos de coca, poupola (amapola) e maconha como única alternativa de sobrevivência.

Os lucros destes campesinos são mínimos. Os que verdadeiramente se enriquecem são os intermediários que transformam estes produtos em substâncias psicotrópicas e são os que os levam e realizam nos mercados dos países desenvolvidos, em primeiro lugar o dos Estados Unidos da América do Norte. As autoridades encarregadas de combater este processo são fácil presa da corrupção, pois sua ética sucumbe ante qualquer suborno acima de 50 dólares.

Governos, empresários, desportistas, artistas, pecuaristas e latifundiários, militares, políticos de todos os pelames e banqueiros se dão licenças morais para aceitar dinheiros desse negócio que gera grandes somas de dólares provenientes dos dependentes de drogas dos países desenvolvidos. O capitalismo adoeceu a moral do mundo fazendo crescer permanentemente a demanda de estupefacientes, ao mesmo tempo que as potências imperiais ilegalizam esse comércio, dada sua incapacidade para produzir a matéria-prima. O exemplo do mercado da maconha nos Estados Unidos é plena evidência.

Por ser tão grande a demanda em seus próprios territórios, como avolumada a quantidade de dólares que por este conceito saem do marco de suas fronteiras, erigem o elo de produção em seu inimigo estratégico, em grave ameaça para sua segurança nacional. Esquecem seus próprios postulados do livre mercado: a oferta em função da demanda, descarregando sua soberba contra os campesinos que trabalham simplesmente para sobreviver, pois estão condenados pelo neoliberalismo à miséria do subdesenvolvimento.

O narcotráfico é um fenômeno do capitalismo globalizado e dos ianques em primeiro lugar. Não é problema das FARC. Nós rechaçamos o narcotráfico.

Porém, como o governo norte-americano pretexta sua criminal ação contra o povo colombiano na existência do narcotráfico, o exortamos a legalizar o consumo de narcóticos. Assim, se suprimem na raiz as altas rendas produzidas pela ilegalidade deste comércio, assim se controla o consumo, se atendem clinicamente aos fármaco-dependentes e liquidam definitivamente este câncer.

A grandes enfermidades, grandes remédios. Enquanto isso devem aportar fundos suficientes para a cura de seus enfermos, a campanhas educativas que distanciem a humanidade do consumo destes fármacos e a financiar em nossos países a substituição dos cultivos por produtos alimentícios que contribuam para o crescimento sadio da juventude do mundo e ao melhoramento de suas qualidades morais

Porém, que não sigam financiando a guerra através de políticas como O PLANO COLÔMBIA, criminal estratégia que joga mais gasolina no nosso conflito interno. Que não sigam experimentando com a vida de nossos compatriotas regando vermes que matam toda a vegetação e, em muitas ocasiões, às gentes.

Que não continuem fumigando porque estão matando a natureza. Que não continuem alterando nosso precário equilíbrio ecológico. Que não coloquem os campesinos colombianos como carne de canhão de seus sujos propósitos, porque os gringos estão acostumados a fazer a guerra bem longe de suas fronteiras com qualquer pretexto e a fazer experimentos criminais com os povoadores de nossos subdesenvolvidos países. Se, de verdade, querem liquidar o fenômeno do narcotráfico, devem ser sérios. Não utilizar a desgraça de nosso atraso como elemento eleitoreiro na luta de democratas e republicanos nos EUA.

E menos como vergonhoso pretexto para justificar intromissões em assuntos internos de nossos países. Os governantes da potência imperial do norte devem deixar sua dupla moral, sua hipocrisia e sua ambição e fazer uma real contribuição à humanidade. Não devem esquecer que o antigo império romano pereceu por sua arrogância e imoralidade.

FARC-EXÉRCITO DO POVO PLENO DO ESTADO-MAIOR CENTRAL


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