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FLA solidariza-se com a Catalunha

06.10.2017
 
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FLA solidariza-se com a Catalunha

Desde dia 20 de Setembro que a Frente de Libertação dos Açores (FLA) tem tornado público o seu interesse pelo aparente processo de independência actualmente a decorrer na Catalunha, tendo divulgado na altura o seguinte comunicado:

"É com preocupação que a FLA (Frente de Libertação dos Açores) toma conhecimento das primeiras prisões de membros do Governo da Catalunha e é com pesar que, através do OCS, a FLA testemunha a violação das instituições democráticas da Catalunha e do seu governo. É inaceitável o silêncio das democracias europeias, que tão alto falam em defesa da Democracia, na Venezuela e na Turquia, e que agora se apresentem cegas, surdas e mudas, perante o assassinato da democracia em Espanha.

Viva a República da Catalunha.

O Directório da FLA"

Desde então as manifestações de apoio e solidariedade para com os independentistas catalães subiu de tom e encontra-se actualmente no terreno, mais concretamente em Barcelona, um delegado da FLA, António José de Almeida, que tem participado activamente nas manifestações independentistas e que conseguiu inclusivamente atrair algum tempo de antena para a causa açoriana, tendo surgido num directo da SIC e visto os seus comentários divulgados pela Antena 1.

Afirmando estar em Barcelona para aprender e testemunhar o processo em curso na Catalunha, António José de Almeida afirmou que "em nome dos açorianos, dos independentistas e da FLA, dos europeus, dos democratas e dos pacifistas, a Catalunha já ganhou e Espanha já perdeu".

Reforçou ainda ter ficado provado que "a Espanha se rege por uma cultura colonialista, centralista, não-democrática", admitindo que o processo independentista açoriano é dos mais atrasados. Portugal, ao contrário de Espanha, não permite a criação de partidos regionais e desde que o Tribunal Constitucional extinguiu o Partido Democrático do Atlântico (PDA), considerado próximo da FLA, que esta se tem vindo a bater por uma revisão constitucional que permita a criação de partidos açorianos e madeirenses.

Na petição, que até à data conta com algumas centenas de subscritores, defende-se que "os partidos políticos com assento na Assembleia da República desencadeiem, com a urgência devida, o processo de revisão constitucional, com vista, entre outros nobres propósitos, a eliminar o nº4, do artigo 51, da Constituição, que proíbe a criação de partidos políticos que tenham índole ou âmbito regional."

A Petição intitula-se "Partidos Açorianos, Um Direito Democrático" e denuncia que a actual lei é "violadora dos mais elementares princípios democráticos, que assume uma das suas plenitudes maiores no reconhecimento aos cidadãos, caso assim o entendam, de poderem livremente organizar-se em partidos políticos que tenham, entre outros objetivos, valorizar e promover os seus interesses específicos".

Afirmando que em muitos Estados europeus "os partidos de âmbito regional são vistos como uma das afirmações mais nobres do respeito pelos povos e uma forma de, por esta via, garantir o espírito de afirmação nacional, porquanto, esses mesmos países asseguram o respeito pelas particularidades de cada região", reforçando que os interesses dos cidadãos dos Açores nem sempre têm coincidido com os de Portugal e que esta revisão constitucional seria a "concretização do fortalecimento da democracia e do empenhamento cívico".

Flávio Gonçalves

 

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