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China, India e Brasil são os três primeiros países em prioridades das multinacionais

06.09.2010
 
China, India e Brasil são os três primeiros países em prioridades das multinacionais

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

Pravda.ru Internacional

NOVA IORQUE/EUA ( PRAVDA.RU ) - China, Índia e Brasil são os três primeiros países do topo da lista preferencial para investimentos no exterior das multinacionais. EUA é o quarto e Rússia o quinto. A informação é da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório apresentado pela Unctad sobre a perspectiva mundial de investimentos foi elaborado com base em consultas a mais de 200 companhias transnacionais, além de uma centena de agências de promoção de investimentos, que buscam atrair recursos externos para seus países.

A Unctad informa também que em 2011 e 2012, as multinacionais devem aumentar investimentos externos, e que os Investimentos direto na China devem superar US$ 100 bi este 2010.

O IED não-financeiro na China atingiu o recorde de US$ 92,4 bilhões em 2008, mas caiu para US$ 90 bilhões em 2009 em meio à crise financeira global.

Os investidores estrangeiros estão otimistas sobre a perspectiva econômica da China, e os esforços de Pequim para melhorar o ambiente de investimento aumentaram sua confiança, disse Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

A China atraiu US$ 58,4 bilhões de IED nos primeiros sete meses do ano, alta de 20,7% sobre o mesmo período de 2009. O gigante asiático é citado mais de 100 vezes quando os executivos das multinacionais são questionados sobre sua "prioridade máxima" nos seus planos de investimentos para o exterior.

No ranking, a China é seguida por Índia, Brasil, EUA, Federação Russa, México, Reino Unido, Vietnã e Indonésia. "Pela primeira vez, as quatro maiores economias emergentes - China, Índia, Brasil e Rússia - estão ranqueadas entre os cinco maiores destinos de investimentos", enfatiza o relatório da Unctad, destacando ainda proeminência dos países asiáticos, mencionados seis vezes na lista das 15 maiores prioridades das multinacionais.

A pesquisa também destaca a presença cada vez mais de empresas dos países em desenvolvimento no fluxo global de investimentos diretos estrangeiros. Consultadas, as agências de promoção de investimentos (que procuram atrair recursos externos para seus países) listam empresas da Índia e da Rússia entre as dez "fontes" mais promissoras, num período de três anos.

"Embora ainda limitado, o número de transnacionais de países em desenvolvimento com planos mundiais de investimentos em larga escala está crescendo", avalia a Unctad.

202 das 236 empresas ouvidas pela Unctad são de países desenvolvidos, sendo que a Europa, com 131, é o continente de origem de mais da metade dessas companhias. A maioria, 61%, é do setor industrial, sendo que 35% atuam no setor de serviços. Por tamanho de ativos, uma parcela de 44% possui entre US$ 500 milhões e US$ 4 bilhões, enquanto outros 35% tinham menos de US$ 500 milhões.

Cerca de 43% dos executivos que responderam as questões da Unctad declararam ter elevado seus investimentos no exterior, neste ano, em comparação com 2009. Uma parcela de 58% respondeu que deve aumentar ainda mais os investimentos em 2011 e 2012.

Essas previsões refletem uma percepção mais positiva do cenário mundial. Se no ano passado, 47% dos executivos consultados manifestavam pessimismo quanto às perspectivas para 2010, este ano, 47% dos entrevistados expressa uma visão otimista sobre a economia em 2011, enquanto uma "sólida maioria" (62%) está otimista em relação a 2012.

"Apesar do forte impacto da crise econômica e financeira sobre os planos de investimentos das transnacionais, não houve reversões significativas desses investimentos, e as companhias permanecem comprometidas em expandir sua presença no exterior", avalia a Unctad.

As transnacionais baseadas nos países em desenvolvimento estão mais otimistas sobre o crescimento de seus investimentos nos próximos anos do que as similares dos países desenvolvidos, ainda mais se comparada com as transnacionais baseadas em países europeus.

A Unctad calcula um fluxo de investimentos direto estrangeiro da ordem de US$ 1,3 trilhão a US$ 1,5 trilhão (aproximadamente o PIB do Brasil) para 2011, atingindo entre US$ 1,6 trilhão a US$ 2 trilhões em 2012. Este ano, a Unctad estima um fluxo de US$ 1,2 trilhão no montante de investimentos entre países.

ANTONIO CARLOS LACERDA

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