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Médio Oriente: Diplomacia macia

06.08.2006
 
Médio Oriente: Diplomacia macia

Como podem resultar resoluções que dão a Israel o direito de ocupar território que nunca lhe pertenceu, depois de chacinar centenas de civis sem qualquer respeito pela vida humana?

No início da semana será votada uma resolução na Conselho de Segurança da ONU quem apela para uma cessação de ataques dos dois lados, mas permitindo as forças israelitas de ficarem no Líbano até que chegue uma força internacional de manutenção de paz. O Líbano já declarou que vai rejeitar a resolução, o que quer dizer que a violência vai continuar. O Líbano tinha apresentado um plano alternativo, em que as forças israelitas deixam de imediato o sul do Líbano.

A resolução apela pela “plena cessação de hostilidades baseados, em especial, na cessação imediata pela Hezbollah de todos os ataques e a cessação imediata por Israel de todas as operações ofensivas militares”.

Hoje Hezbollah continuou sua ofensiva com foguetes, dias depois do comando israelita ter afirmado que a estrutura desta organização estava “totalmente destruída”, matando 10 reservistas das Forças Armadas de Israel em Kfar Giladi e ferindo mais 20 pessoas em Haifa. Dois soldados morreram em combates com Hezbollah no sul do Líbano.

Mais 10 civis libaneses foram mortos hoje em ataques pela IDF, cinco em Ansar, 3 em Naqora e dois em Beirute.

Se o CS da ONU votar a favor da Resolução amanhã, o próximo passo será a sua implementação no terreno e a chegada o mais rapidamente possível de uma força de manutenção de paz. Se a Resolução tivesse incluído a retirada imediata de todas as forças israelitas do Líbano, teria muito mais hipóteses de ter êxito.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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