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A Grécia e o impasse negocial da sua dívida e efeitos político-militares

06.06.2015
 
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Segundo alguns órgãos de comunicação social portugueses, nomeadamente na área da Economia, afirmam que a Grécia terá solicitado, ao FMI, um adiamento dos pagamentos das tranches intermédias a este organismo, e pagar a totalidade do montante na prestação do final do mês de Junho, no total de cerca de 1.500 milhões de €uros.

As negociações, quer com o FMI - ainda há dias a sua directora-geral, Christine Lagarde, afirmava que tinha convicção de que a Grécia iria pagar, esta sexta-feira os 300 milhões de euros, que deve ao FMI -, como com a UE, está num impasse sem precedentes. Os gregos não querem mais imposições económicas impossíveis de serem aceites pelo povo grego, conforme foi expresso nas últimas eleições legislativas, como parecem sentir pouca solidariedade dos seus parceiros sedeados em Bruxelas.

Mais do que estarem, eventualmente, a criar enormes e incómodos entraves financeiros à Grécia, as Instituições credoras, principalmente a União Europeia (UE) e o FMI, estão a empurrar os gregos não só do €uro, como da EU, mas, e principalmente, estão colocar em causa uma Organização político-militar muito importante no seio do hemisfério norte, a OTAN/NATO (ou dito, o Ocidente).

Os interesses da OTAN

Segundo já li, algures, creio que já este ano, os EUA avisaram a UE da necessidade dos europeus terem bom senso com a Grécia, precisamente, por causa da NATO.

Os norte-americanos, por certo, não gostariam de ver os gregos entrarem em bancarrota e se aproximarem, talvez em demasia, quer de Russos, quer de Chineses - embora estes já estejam bem instalados na Europa através de significativos investimentos financeiros -, numa zona tão sensível como é o Mediterrâneo bem como da proximidade do Canal do Suez.

Aqui nem a Turquia, que mostra, por vezes e não poucas vezes, estar em situação de catavento conforme as conveniências e posições políticas do momento, poderiam valer aos ocidentais.

Ora, é claro que a posição estratégica da Grécia, e uma inclinação para quem melhor a pode valer, poderia tornar insustentável aquele "desvio" político-económico com, para o Ocidente, evidentes, possíveis e pouco apelativas, sequelas políticas e militares.

Por certo que os senhores da Washington DC como da NATO, estarão a olhar, apreensivos para esta situação e terão de tomar as necessárias precauções para evitar que a bancarrota com os efeitos, já referidos, que a mesma poderia provocar.


http://pululu.blogspot.pt/2015/06/angola-e-o-actual-ordenado-minimo.html).

 

Eugénio Costa Almeida, Ph.D (DSSc)

Investigador/Researcher at the Center for International Studies (ISCTE-IUL) and CINAMIL (Portugal's Military Academy Centre for Research, Development and Innovation)

http://elcalmeida.net

 


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