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Maduro expulsa funcionário da embaixada dos EUA para evitar golpe

06.03.2013
 
 
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Maduro durante pronunciamento na tarde desta terça-feira (5)

O adido militar dos Estados Unidos, David del Mónaco, foi expulso da Venezuela por atentar contra a estabilidade militar e política do país. Ele tinha a função de buscar militares ativos para articular atos com o objetivo de desestabilizar a democracia no país bolivariano. O anúncio da expulsão foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento oficial realizado na tarde desta terça-feira (5).

"Tomamos a decisão como governo bolivariano do presidente Chávez, porque conhecemos e seguimos a atividade ilegal que fere os convênios internacionais", disse.

Durante a reunião com o alto comando político e militar do governo, Maduro anunciou que "o senhor David del Mónaco tem 24 horas para pegar suas malas e deixar o país". "Temos avaliado, nas últimas semanas planos conspiratórios nacionais e internacionais contra a nossa pátria e temos denunciado constantemente", disse.

O vice-presidente observou que "os inimigos da pátria, particularmente os Estados Unidos têm como objetivo a destruição da independência da nossa pátria e decidiram realizar planos para desestabilizar a sociedade Venezuela e para tentar golpear o funcionamento da democracia e do sistema político construído nesses anos".

Maduro enfatizou que o povo será informado sobre todas as novidades sobre a situação de Chávez e deixou claro que estão "trabalhando um plano de estabilização para garantir a paz" e evitar tentativas golpistas de "setores anti-pátria neste momento difícil". "Aqui o que podemos dizer é que esta direção política-militar chama todo o povo a se unir à disciplina absoluta. A cerrar fileiras com o comandante da revolução. A juntar forças e esforços e a não cair em provocações para enfrentar este momento".

Doença fabricada

O vice-presidente afirmou ter certeza de que a doença de Chávez faz parte deste plano de desestabilização. Nós não temos nenhuma dúvida que chegará o momento em que se formará uma comissão científica para provar que Chávez foi atacado e nós temos certeza disso. Este tema tem que ser estudado por uma comissão especial de especialistas".

E lembrou ainda que "Há numerosos casos semelhantes na história, o mais recente é o do [ex-líder da Autoridade Nacional Palestina], Yasser Arafat. Há documentos que provam. Com o passar dos anos, os companheiros mais leais de Arafat conheceram a verdade que hoje todos conhecem. Já temos pistas e, no momento adequado, vamos desenvolver cientificamente uma pesquisa neste sentido".

Sobre a questão recorrente nos noticiários dentro e fora o país, Maduro respondeu que "os que perguntam onde está Chávez são os que sempre o quiseram destruir. Pretendem que a credibilidade da Revolução seja derrubada para assim tomarem o controle do poder político da Venezuela".

Direita golpista

Durante o pronunciamento, Maduro lembrou que "a direita fez o possível para evitar o triunfo de Chávez em 1998. É a mesma direita que quis matar a constituinte e votou contra a Constituição: a mais democrática e avançada da Venezuela. A mesma direita que golpeou o povo venezuelano no ano 2002, quando derrubou o governo legítimo de Chávez e tentou culpá-lo hávez de um massacre contra seu próprio povo. Uma direita que o odeia. A mesma oligarquia e o mesmo imperialismo que não perdoa um homem como Chávez que levantou o nome de Bolívar".

Quanto à ofensiva externa no país, Maduro foi enfático: "Este imperialismo é inimigo de nossa pátria. Não houve um segundo de respeito ao comandante para ele cuidar de sua saúde. Em cada momento, na primeira, na segunda operação: plantaram rumores, mentiras. E isso é o ranço da direita e de seus porta-vozes que planejam a guerra ideológica e destruir a obra de sua revolução democrática e bolivariana".

Querem "implantar ódio para que em um momento de dificuldade ele se converta em ódio e então injustiça, com um cenário de caos para uma possível intervenção estrangeira no país. Assim, eles conseguiriam derrotar a revolução bolivariana que não conseguiram por nenhum meio: nem com o golpe [de 2002], nem pela política [com as eleições vencidas por Chávez]".

Eleições 2012

Sobre o heroísmo do presidente venezuelano, Maduro lembrou que "quando Chávez, saindo de seu tratamento de radioterapia e, havendo constatado que seu corpo estava livre da doença, anunciou que iria para a batalha de 7 de outubro, elaborou o plano da pátria 2013-2019 e percorreu os caminhos da Venezuela novamente. Pois a um homem que vinha de várias batalhas, esse povo entregou a vitória".

Da Redação do Vermelho,

Vanessa Silva

 

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=9497

 


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