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Mais um soldado americado condenado à prisáo perpétua

05.12.2006
 
Mais um soldado americado condenado à prisáo perpétua

 Depois de um processo  recém terminado contra os soldados  americanos culpados de violar  uma adolescente de 14 anos e assassinar ela os membros da sua  família  no Iraque , mais um julgamento conta os militares americanos acabou de ser realizado nas Filipinas. 

 Um   marine americano foi condenado nesta segunda-feira à prisão perpétua por um tribunal de Manila por estuprar uma jovem filipina há um ano, em um caso que provocou uma forte polêmica devido à contínua presença de tropas dos Estados Unidos no país.

Em uma sala lotada, o juiz Benjamin Pozon declarou culpado o cabo Daniel Smith por ter estuprado a jovem em uma caminhonete e ressaltou que este se aproveitou do fato de que a vítima estava bêbada para cometer o crime.

O sargento Chade Carpentier e os cabos Keith Silkwood e Dominic Duplantis, réus no mesmo processo, foram absolvidos, "porque não foram encontradas provas de sua participação como autores, cúmplices ou participantes do crime", segundo a sentença.

O crime ocorreu em 1º de novembro de 2005 em Subic, uma área turística a poucos quilômetros de Manila, onde até 1992 estava estabelecida uma base naval americana.

A jovem, identificada ao longo de todo o processo como Nicole, denunciou que foi estuprada por Smith em uma caminhonete após ter bebido em um bar, enquanto os demais réus o encorajavam.

"Estou profundamente agradecida ao juiz. Sua integridade não se viu comprometida", disse Nicole à rádio "DZMM" após ser divulgada a sentença.

O cabo Adam Smith deverá ainda pagar dois mil dólares de indemnização à vítima

  Entretanto o advogado do "marine" americano pediu hoje a transferência de seu cliente para a Embaixada dos Estados Unidos, abrindo uma batalha legal por sua custódia.

Ricardo Díaz alega que a detenção do militar numa prisão de Manila "não cumpre o Acordo de Forças Visitantes" pelo qual as tropas americanas efetuam periodicamente manobras e ajudam o Exército filipino na luta contra terroristas e subversivos.

"O cabo Daniel Smith deve ser devolvido à custódia da Embaixada dos EUA até o julgamento da sua apelação e a decisão final", disse o advogado. Outros três "marines" acusados no mesmo caso, e que supostamente encorajaram e o agressor, foram absolvidos de cumplicidade por falta de provas.
O caso abriu um debate no país sobre o Acordo de Forças Visitantes, que os setores esquerdistas querem que seja cancelado.

 
Os quatro acusados, que se encontravam nas Filipinas participando de manobras militares, estavam sob custódia da Embaixada dos EUA em Manila até o julgamento. Ao fim do julgamento, guardas de segurança americanos tentaram levar Smith de volta à Embaixada. Mas a Polícia filipina impediu e o "marine" foi levado a uma prisão de Makati.

 
O porta-voz da Presidência filipina, Ignacio Bunye, elogiou ontem "a independência da justiça filipina" no caso.Os três militares absolvidos voaram ontem imediatamente depois do julgamento à base de Okinawa, no Japão.

 Com  EFE


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