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Lula no G8 falará sobre bio-combustíveis

05.06.2007
 
Lula no G8 falará sobre bio-combustíveis

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, um dos chefes de Estado convidado para se encontrar com os líderes do G8 ( Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Japão, Rússia, e ainda o presidente da Comissão Europeia), reunidos de quarta a sexta-feira  irá tentar convencer os países ricos das vantagens da utilização de bio-combustíveis e da necessidade da liberalização do comércio mundial de produtos agrícolas.

Os europeus, liderados pela chanceler alemã, Angela Merkel, estão a tentar que o G8 concorde com o lançamento de conversações que incluam metas vinculativas de redução de emissões de gases nocivos para o planeta na conferência das Nações Unidas que terá lugar em Bali (Indonésia) de 04 a 13 de Dezembro próximo.

Merkel também gostaria que a Cimeira do G8 chegasse a acordo para limitar em dois graus Celsius o aumento de temperatura global permitido, em relação a 1990, e um corte para metade dos gases com efeito de estufa, até 2050.

Os Estados Unidos manifestaram a oposição a esta proposta, mas receando o isolamento total na Cimeira, o Presidente George W. Bush lançou na passada sexta-feira uma iniciativa em que propõe um novo ciclo de negociações sobre o clima.

Trata-se de reunir os 10 a 15 países responsáveis por mais de 80% das emissões de gases com efeito de estufa (entre eles também estão a China e a Índia) para «aspirar» a um «objectivo global a longo prazo» de redução das emissões, segundo a Casa Branca.

Angela Merkel reconheceu domingo que o G8 não irá chegar a qualquer compromisso sobre metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa mas considerou «um resultado novo e importante» se os oito países mais ricos concordarem em realizar negociações no quadro das Nações Unidas.

Um alto funcionário europeu envolvido nas negociações sublinhou a importância de Washington concordar com a «necessidade de fazer alguma coisa rapidamente» e o G8 de «dar uma mensagem na direcção certa».

A nova redacção do projecto da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Kosovo também deverá ser um motivo de divisão entre os países do G8, sendo previsível que a Rússia manifeste insatisfação em relação à forma como a questão está a ser tratada.

Moscovo apoia a Sérvia na oposição à quase independência da província do Kosovo pretendida pelos países ocidentais e considera que o caso poderá ser um precedente internacional «perigoso» e com «consequências imprevistas».

O G8 deverá também enviar um «claro sinal» ao governo do Irão para que ponha termo ao programa nuclear - que inclui o enriquecimento de urânio susceptível de permitir a construção da bomba atómica -, sob pena do agravamento das sanções no Conselho de Segurança da ONU contra Teerão.

Os líderes do G8 deverão, por outro lado, renovar o empenho em apoiar África, sublinhando a importância dos países deste continente melhorarem os direitos humanos e o respeito pelos valores democráticos e a boa governação.

A Cimeira também deverá aprovar uma declaração a incentivar a finalização com sucesso do ciclo de conversações, ditas de Doha, para a liberalização do comércio mundial.

Por outro lado, os líderes do Brasil, México, China, Índia e África do Sul foram convidados para se deslocar a Heiligendamm para consultas no quadro de um «diálogo alargado».

Lula da Silva irá, assim, defender o aumento da utilização de biocombustíveis (etanol e biodiesel), produtos que o Brasil produz, por parte dos países mais ricos.

Segundo fontes brasileiras, Lula da Silva tenciona salientar a ligação existente entre as questões relacionadas com as alterações climáticas, a energia e a luta contra a pobreza.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, participa nas conversações do G8 como um membro efectivo apesar de não representar um país mas sim uma organização supranacional.


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