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Yankee, go home!

05.06.2006
 
Yankee, go home!

 Há uma semana na Crimea prossequem as manifestações de protesto contra a presença de militares americanos . Elas começaram no dia 27 de maio com o bloqueio da carga trazida por navio militar de transporte americano “Adventure” ao porto de Feodósia. A carga ,segundo fontes oficiais, era destinada aos exercícios ucraniano-americanos “Si Briz-2006” planejados.

 Os analistas julgam que  as autoridades da Ucrânia começaram  a realisar  seu programa de organizar na Crimea a base militar da OTAN.  Os   habitantes da Criméia vêem nas ações das autoridades centrais violação da lei de parte de altas autoridades, inclusive do presidente Viktor Iuchenko,porque a Rada (Parlamento) alta da Ucrânia não consentiu a presença de militares estrangeiros no território do país. Agora o escândalo transforma-se em problema nacional. Pontos populacionais da península já proclamaram seu território “zonas livres da OTAN”.

 Na sexta-feira esta declaração foi feita pelo conselho urbano de Aluchta, conhecido balneário da Criméia. Nas condições de descontentamento em massa, o parlamento da Criméia declarou que não é racional a realização dos exercícios militares. O documento aprovado por eles expressa a séria inquietação com o agravamento da situação. As “ações irrefletidas do ministério da defesa da Ucrânia” foram a causa disto.

 Entretanto em Kiev não acharam necessário levar em consideração a disposição da população, nem as recomendações das autoridades locais. O conselho de segurança nacional e da defesa da Ucrânia decidiu continuar a preparação para as manobras. Propuseram aos órgãos de segurança pública chamar à responsabilidade os funcionários e cidadãos que participam nos atos de protesto. Nas condições criadas foi levantada a questão da demissão de Viktor Iuchenko.

  Vassili Kissiliov, deputado da Rada alta e do partido das regiões disse:“O culpado de tudo é o presidente da Ucrânia, garantia da constituição.Aqueles que cumprem suas ordens são apenas executores. São eles o ministro da defesa e o ministro das relações exteriores Tarassiuk. Eles vão responder. E já na próxima sessão em 7 de junho. Eles vão responder segundo a lei, a Constituição. E se a bancada tomar a decisão de colocar a questão do impeachment ao presidente, eu não duvido de que há suficientes motivos para iniciar este procedimento”.  Enquanto isto na Criméia já se coleta assinaturas pelo impeachment de Viktor Iuchenko.


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