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Liberdade imediata ao jornalista palestino Mohammed Al-Qeeq!

05.02.2016
 
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Não vão calar a nossa voz! Em detenção administrativa por Israel desde novembro de 2015, o jornalista palestino Mohammed Al-Qeeq está em greve de fome há mais de 70 dias e corre risco de morte. Aos 33 anos de idade, é a terceira prisão que enfrenta.

A detenção administrativa - sem qualquer acusação formal e renovada por Israel de seis em seis meses, arbitrariamente - é usada com frequência para silenciar jornalistas. Atualmente, há 17 nessa situação, entre os 660 presos políticos palestinos também em detenção administrativa.

"Israel está enviando uma mensagem a todos os jornalistas palestinos", afirmou à agência Mintpress o pesquisador do Centro de Estudos Políticos e Desenvolvimento em Gaza, Yousef Aljamal. "Se você falar, nós sabemos como silenciá-lo. A detenção administrativa está aí."

Desde que teve início a recente Intifada (levante palestino contra a ocupação), em outubro último, cresce a perseguição já comum por parte de Israel. No total, são quase 10 mil presos políticos, incluindo crianças e mulheres.

Além de prender também grande número de jornalistas palestinos, Israel ataca cotidianamente esses profissionais - nos massacres em Gaza em 2014, foram assassinados 15. Estações de radiodifusão foram bombardeadas. Jornalistas estrangeiros que denunciaram o genocídio foram substituídos pelos meios de comunicação em que trabalhavam ou demitidos, a pedido de Israel.

Neste momento de Intifada, tais métodos empregados por Israel contra a liberdade de expressão e manifestação - de modo a silenciar a denúncia de colonização, apartheid e violações a direitos humanos fundamentais dos palestinos - têm sido aplicados com intensidade. Recentemente, foram destruídos e fechados canais de rádio e televisão na Palestina ocupada. Em 2015, houve 574 ataques a esses locais e 194 jornalistas feridos. Dois cinegrafistas foram mortos e Israel ameaçou fechar 21 agências de notícias palestinas. A criminalização por postagens em redes sociais também tem sido praxe. "O melhor tratamento a esses profissionais por Israel são bombas de gás lacrimogêneo. O pior é atirar para matar", disse Aljamal.

A greve de fome prolongada de Al-Qeeq é importante denúncia dessa situação. Em protesto contra a detenção arbitrária e as torturas infringidas a ele em interrogatórios (comuns a todos os presos políticos palestinos), Al-Qeeq tem se recusado até mesmo a consumir suplementos básicos para se manter vivo, ingerindo apenas pouca quantidade de água. Diante do protesto prolongado, Israel impôs a ele, no hospital, alimentação forçada, o que viola as convenções de Genebra sobre direitos dos presos políticos. Mesmo tendo perdido mais de 20 quilos, Al-Qeeq tentou resistir e foi amarrado à maca enquanto um membro da equipe médica de Israel realizava infusão forçada de sal e vitaminas. Ficou amarrado por quatro dias, tempo em que tentaram pressioná-lo pelo fim da greve de fome, sem sucesso.

Israel mantém-se irredutível em conceder sua liberdade. A Suprema Corte adiou a próxima audiência para 25 de fevereiro. Enquanto isso, aumenta o número de presos políticos palestinos em greve de fome em solidariedade a Al-Qeeq.

Em luta contra a ocupação palestina e pela democratização das comunicações, as organizações do Brasil e do mundo somam-se às vozes que exigem liberdade imediata a Mohammed Al-Qeeq e repudiam os ataques à liberdade de expressão e manifestação por parte de Israel.

 

Fim das detenções administrativas por Israel!

Liberdade a todos os presos políticos palestinos!

 


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