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Mistério do desaparecimento do avião indonésio Boeing 737

05.01.2007
 
Mistério do desaparecimento do avião indonésio Boeing 737

O desaparecimento do avião indonésio Boeing 737 com 102 passageiros a bordo em arredores da ilha de Sulawesi torna-se um mistério. Todo o dia da quinta-feira os aviões civis e militares sobrevovam as montanhas e florestas do oeste da ilha , enquanto navios da Marinha vasculhavam o estreito de Makassar, entre as ilhas de Sulawesi e Bornéu. Mas a chuva e o vento dificultaram as buscas, e o terreno acidentado complicou as comunicações e transportes.

Ainda não são conhecidas as verdadeiras razões do acidente, existindo ainda muitas contradições. Os oficiais dizem que os únicos sinais só foram lançados após o impacto, pelos meios automáticos, emergindo agora uma onda de prudência por parte das autoridades.

O governo chegou a anunciar na terça-feira que o Boeing 737-400 da Adam Air havia sido localizado com 12 sobreviventes. Posteriormente, as autoridades desmentiram a informação e pediram desculpas.

Estavam a bordo seis tripulantes e 96 passageiros, sendo 93 indonésios e três norte-americanos, identificados pelo jornal Oregonian, de Portland, como sendo o executivo do setor madeireiro Scott Jackson, 54 anos, e suas filhas Stephanie, 21, e Lindsey, 18.


As moças viviam em Bend, no Estado do Oregon (noroeste dos EUA). Scott mantinha residências na Indonésia, no Brasil e no Oregon, de acordo com o jornal. Dois Fokker-50 de Cingapura se juntaram aos aviões indonésios nas buscas, que contam também com três navios -- um quarto está a caminho -, disse à Reuters o brigadeiro Eddy Suyanto, comandante da base aérea de Makassar, que centraliza as buscas. Os EUA também ofereceram ajuda, não especificada.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, ordenou uma investigação plena sobre as condições de todos os aviões comerciais na Indonésia e sobre o que deu errado no caso da Adam Air, além de uma avaliação do sistema nacional de transportes como um todo.
Teungku Burhanuddin, diretor da Associação Nacional de Empresas Aéreas, disse que os resultados desse trabalho precisarão ser cuidadosamente acompanhados.

"Se for só para ser relatado, será inútil. Também precisamos avaliar o Ministério dos Transportes. Ainda estão as mesmas velhas pessoas trabalhando naquele departamento?", questionou ele pela rádio Elshinta, de Jacarta, acrescentando que há 300 mil vôos comerciais por ano na Indonésia, "de modo que sempre há uma pequena chance de acidente".


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