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"Obscurantismo não para de crescer": Haddad inicia confronto contra Bolsonaro

04.10.2018
 

"Obscurantismo não para de crescer": Haddad inicia confronto contra Bolsonaro

"O país adoeceu com esse fascismo! Esse obscurantismo que não para de crescer. É tomar dia 7 de outubro, 13, e dia 28 de outubro, 13", começa a reagir Haddad

Jornal GGN - As últimas pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas mostram o crescimento do candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), logo no primeiro turno, e um empate mais favorável a ele em segundo turno. Os dados vêm preocupando adversários, sobretudo setores da esquerda.

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha desta quarta-feira (03), o risco aventado é de, inclusive, o candidato conseguir aumentar as expectativas de voto e "liquidar a fatura da eleição no primeiro turno".

Por isso, os principais adversário, o PT de Fernando Haddad e o PDT de Ciro Gomes, apresentam a partir de agora uma reação mais confrontativa a Bolsonaro em suas agendas de campanha. Segundo a colunista, a conclusão de que era preciso reagir contra o candidato da extrema direita de maneira mais efusiva não era consenso até a tarde de ontem (02).

Mas a estratégia mudou. E o discurso conciliatório que Haddad mantinha até então deve dar lugar, a partir de agora, a um tom mais alto e confrontos direitos.

Essa estratégia de ataque estava reservada para a campanha que seguiria a partir da próxima semana, em busca de garantir o segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Mas a medida foi antecipada pela alta do capitão reformado nas últimas pesquisas eleitorais.

Bolsonaro atingiu 32% das intenções de voto, de acordo com a última sondagem do Datafolha, divulgado na noite desta terça-feira (02). Assim, as possibilidades, ainda que pequenas, de que Bolsonaro consiga ser eleito ainda no primeiro turno aumentam.

É nesse sentido, por exemplo, que até mesmo o candidato que aparece em terceiro lugar nas pesquisas, teoricamente já fora da disputa presidenciail, também está reagindo não mais contra Haddad, seu concorrente direto por reduto de eleitores. Mas contra Jair Bolsonaro.

"Se você não quer Bolsonaro presidente, vote CIRO 12 já no primeiro turno", mudou o tom da campanha Ciro. Mas segue na estratégia de defender que ele é o único que consiguiria vencer as eleições em segundo turno contra o candidato da extrema-direita.

No último vídeo divulgado nas redes sociais, Ciro usou imagens dos movimentos das mulheres no último sábado contra a candidatura de Bolsonaro: "#CiroSim" foi a hashtag estampada ao acompanhar o vídeo que repete o "#EleNão".

Já Haddad começou a transição para as críticas contra o Bolsonaro em sua agenda de campanha nesta terça, no Rio de Janeiro, quando participou de atos na Cinelândia. "O país adoeceu com esse fascismo, esse obscurantismo que não para de crescer. É tomar dia 7 de outubro, 13, e dia 28 de outubro, 13", afirmou.

"Nós vamos desarmar os espíritos, porque nós não queremos mãos armadas", disse, em referência a uma das propostas do candidato da extrema-direita, que defende o porte de armas à população. "Nós queremos um livro numa mão e uma carteira de trabalho assinada na outra", defendeu o candidato do PT.

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