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Movimento de Independência do Alasca

04.05.2008
 
Pages: 12
Movimento de Independência do Alasca

Há muitos potenciais “Kosovos” na comunidade internacional – grande número destes dentro dos Estados Unidos da América, o grande propulsionador da independência daquela província da Sérvia. Nos EUA, o povo Lakota reclamam seus direitos sobre uma grande área no norte do país, os povos da Aztlán reclamam a independência do sul e hoje, o Movimento de Independência da Alasca apresenta seu caso na PRAVDA.Ru

"Os partidos políticos, quer republicanos, quer democratas, dominam desde Washington, D.C., e não entendem muito bem as questões políticas e oportunidades num país árctico e subárctico."

Walter J. Hickel
"Eu sou Alascano, não Americano. Quero lá saber da América e o raio das suas instituições."

Joe Vogler

Entrevista com Lynette Clark, Presidente, Alaskan Independence Party (AIP)


1. Quais foram as estratégias e ideias apresentadas na recente convenção da Alaskan Independence Party?

Os membros da AIP votaram a favor de apoiar o caso de criar um Estado que o fundador, Joe Vogler, tinha preparado, e apresentar o mesmo à ONU para uma revisão internacional compreensiva.

2. Há progresso sobre a organização de um referendo sobre a secessão?

Algum, sim, neste momento. A liderança do AIP acredita na necessidade da consciencialização da população do Alasca quanto a este capítulo na sua história e estamos empenhados nesse esforço. Será necessário ter um público informado na altura.

3. Poucas pessoas sabem dos pormenores do processo quando Alasca se tornou um Estado dos EUA. Poderia contar aos nossos leitores sobre como foi negado o direito a um voto sobre a secessão no Alasca? No seu website, diz “a votação era corrupta e os residentes não tiveram a escolha sobre a constituição de Estado ou Comunidade Associada ou separação total, que foi concedido a outros territórios dos EUA como Puerto Rico”.


Os direitos dos Alascanos, como residentes de um Território Não Autónomo foram protegidos por muitas Resoluções da Assembleia-Geral da ONU. O Governo dos EUA tinha a obrigação de garantir o exercício d’ “o direito do povo e nações a auto-determinação”. A população do Alasca nunca teve a hipótese de fazer a votação mais importante das suas vidas. Aos alascanos nativos não foi permitido votarem porque a maioria não sabiam ler ou escrever em inglês e enquanto o resto da população tentava fazer sentido daquilo que passava, o Governo dos EUA encorajou os 41.000 pessoal militar e 36.000 dos seus dependentes a “ajudar” aos alascanos e votar “sim” e tornar-se um Estado dos EUA.

Com 40.000 votos a favor de sermos Estado e 8.000 votos contra, não é difícil ver que a votação foi corrupta. Alasca não foi diferente das outras colónias – os argelinos não se consideraram parte da França, os líbios não se consideraram parte da Itália e os alascanos não se consideraram parte dos EUA. Dentro do estabelecido pela Lei Internacional e práticas políticas da altura, teria sido natural que os alascanos votassem pela Independência e não ficar “armazém colonial dos recursos naturais para servir de combustível pelas fábricas dos EUA”.


4. Acha que a recente declaração pelo povo Lakota a favor da Nação Lakota possa ter influência?

Enquanto as colónias na América Latina, Ásia e África atingiram a liberdade, os povos e tribos na América do Norte ainda lutam pela Independência. Mas os tempos estão a mudar e as pessoas que sofriam injustiças nas mãos dos seus mestres coloniais norte-americanos fazem ouvir as suas vozes. Tomando em consideração a recente história deste país, não esperamos uma solução rápida e fácil provindo de Washington DC e por isso estamos preparados a usar meios não violentos para atingir nossos objectivos – pedindo um Inquérito Nacional quanto ao estatuto ilegal de Votação pelo Estado do 26 de Agosto de 1958 e um voto livre para os alascanos determinarem seu próprio futuro.

5. Pode explicar o que é um Território Não-Autónomo e como isso levará à Independência?

Os territórios colonizados antigamente reclamados pelas Nações Signatárias da ONU tinham o estatuto de Trusts ou Território Não-Autónomo. Visto que a população indígena não tinha as instituições políticas e administrativas necessárias para governar o território, os poderes colonizadores tinham de providenciar serviços à população. Em tempo, com a população a progredir no sentido de constituir uma sociedade funcional, demonstrando a capacidade de auto-governação, os Trustees foram obrigados a garantir que o povo decidisse sobre a sua própria forma de Governo/Governação. AIP esperaria, e as regras da ONU iteram, que o Governo dos EUA facilitasse uma votação para 1) permanecer um Território dos EUA, 2) constituir uma Nação separada e Independente, 3) aceitar o estatuto de Comunidade Associada (com os EUA) ou 4) tornar-se num Estado dos EUA. O Governo dos EUA não agiu de boa fé e assim conduziu o processo de forma que Alasca ficasse parte da União.

6. O que espera como resultado de auto-determinação? E que papel tem a Constituição dos EUA neste processo? O que acontecerá na área de tributação federal?

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