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Sequestradores turcos renderam-se às autoridades italianas

03.10.2006
 
Sequestradores turcos renderam-se às autoridades italianas

Os dois homens turcos, seqüestradores de um avião comercial que aterrou esta terça-feira na cidade italiana de Brindisi renderam-se às autoridades italianos, comunica Itar-Tass . Todos os passageiros do vôo da Turkish Airlines foram libertados.


Um Boeing 737 com 113 pessoas, 107 passageiros e seis tripulantes, a bordo que voava entre Tirana (na Albânia) e Istambul (na Turquia) foi seqüestrado por duas pessoas que protestavam contra a ida do Papa Bento XVI à Turquia em novembro.

 
Os dois homens são de origem turca, segundo a polícia italiana, e durante o vôo entraram na cabine do piloto gritando. Estavam irritados com a visita que o Papa agendou naquele país, ainda uma repercussão da palestra de Bento XVI no mês passado, na qual ele relacionou o Islã à violência.


Segundo autoridades turcas, o avião emitiu um pedido de socorro e foi acompanhado por aviões do ministério de Defesa da Grécia. O avião foi interceptado por dois caças F-16 da Força Aérea italiana e os pilotos foram obrigados a aterrissar no sul da Itália, no aeroporto de Brindisi. 
 
Os supostos seqüestradores querem entregar uma carta ao Papa Bento XVI, disseram fontes do organismo responsável pela Aviação Civil Italiana (ENAC) citadas pela imprensa local.


Segundo autoridades turcas, os passageiros não foram ameaçados em nenhum momento.

O discurso de Bento XVI que irritou o mundo muçulmano foi realizado na Alemanha no mês passado. Em sua fala, o Papa citou o imperador bizantino Manuel II, do século XIV, segundo quem Maomé havia trazido coisas "apenas más e desumanas, como sua ordem para difundir pela espada a palavra da fé que ele pregava".


A declaração provocou duras reações das comunidades muçulmanas em todo o mundo. A viagem do Papa à Turquia estava marcada para o dia 28 de novembro.

Com agências de notícias


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