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Vitória Sírio-Russa contra EI em Palmira

03.04.2016
 
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Vitória Sírio-Russa contra EI em Palmira: Emblema da criminosa "Guerra ao Terror" dos EUA 

Nova vitória do Exército sírio com fundamental auxílio russo, desta vez a maior de todas e estrategicamente decisiva é, sob todos os aspectos - políticos, sociais e midiáticos - emblemática envolvendo estes 15 anos e meio de genocida "Guerra ao Terror" do agonizante regime norte-americano, Estado mais terrorista da história através de desesperada política coercitivo-expansionista que já não engana mais ninguém

 Edu Montesanti (*)

"A maior derrota militar que o Estado Islamita (EI) sofreu em mais de dois anos. A reconquista de Palmira, cidade romana da imperatriz Zenóbia. E nós estamos quietos. Sim, gente, os meninos maus venceram, não foi? Se não fosse por isso, estaríamos todos festejando, não estaríamos?

"Menos de uma semana depois da perda de vidas pelo 'Califado Islamita', o qual arruinou mais de 30 seres humanos inocentes em Bruxelas, nós deveríamos - não deveríamos? - estar batendo palmas pela derrota militar mais esmagadora da história do EI. Mas não tem sido assim. Enquanto os sinistros senhores da execução fugiram de Palmira neste fim de semana, os senhores Obama e Cameron mantiveram tanto silêncio quanto o túmulo para onde o Isis mandou tantas vítimas."

 

Por motivos óbvios este previsível silêncio é, como sempre foi, seguido pela mídia oligárquica da desconstrução social. Com as palavras acima publicadas no jornal britânicoThe Independent) http://www.independent.co.uk/voices/why-is-david-cameron-so-silent-on-the-recapture-of-palmyra-from-the-clutches-of-isis-a6955406.html, Robert Fisk lança no ar o inconteste espírito muito mais que omisso e interesseiro, mas criminoso, imperialista, cruel da "Guerra ao Terror" diante de cujas sucessivas mentiras e inúmeros crimes de lesa-humanidade a tão propalada "comunidade internacional", os tão ineficazes quanto politiqueiros organismos que se dizem defensores de direitos humanos e o monopólio da informação global sempre estiveram de joelhos, prostrados adorando pateticamente o monoteísmo do bilionário mercado armamentista sionista-norte-americano, impiedoso contra vidas humanas em nome de "luta do bem contra o mal" desde a invasão norte-americana ao Afeganistão em outubro de 2001: guerra de agressão, portanto inconstitucional dentro dos Estados Unidos e contra todas as leis internacionais, declarada de uma catedral ao lado de patéticos líderes das três maiores religiões monoteístas entre citações de salmos por George W. Bush e muito ufanismo patriótico apoiado na profunda dor e no desespero pós-11 de setembro de 2001 - para não perder o costume do Império de turno em sua arte de persuadir, e de chantagear o sentimento coletivo.

Foi com tais artifícios que os Estados Unidos expandiram-se ao Oeste norte-americano, onde em nome do "progresso", da "superioridade racial" e da "moral religiosa" exterminaram povos originários, pilharam suas riquezas, aniquilaram culturas milenares para substituí-las pelo estúpido American Way of Life do consumismo desenfreado, da mais fútil propaganda midiática, do forte estigma cinematográfico contra outras culturas, promotor da pornografia, da truculência às últimas consequências e da intolerância contra toda e qualquer diferença.

Ali teve início a história do Império mais terrorista que a humanidade já conheceu: apenas na América Latina, "quintal traseiro" dos Estados Unidos, conforme palavras do ex-presidente Theodore Roosevelto, seguidas por todos os seus sucessores, anexou à base da força invasiva 50% do território mexicano durante dois séculos. Entre 1846, desde a invasão ao México, até a intervenção na Colômbia em 2000 foram 47 intervenções militares diretas dos EUA na região.

No caso particular da Síria, quando em 2013 parecia que os "excepcionais" Estados Unidos invadiriam mais um país em sua lista de dominação em série no Oriente Médio convertendo-se na próxima guerra do Nobel da Paz, eis que a humanidade voltou a ter esperanças: o Império mais terrorista da história não é todo-poderoso a nível global quanto a ideia que faz si mesmo leva muitos a crer, piamente. Desde então, quando o Kremlin entrou em cena, em setembro daquele ano, derrota após derrota no campo político e militar, e mentira sobre mentira tem sido desfeita, acumulando-se sobre a sucessão de trapalhadas e desmoralizações do regime de Barack Obama, este mais um subproduto de péssimo gosto da mídia de desinformação das massas. 

Por mais que Joseph Goebbels, ministro de Propaganda de Hitler, tenha afirmado que "uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade", e que em muitos casos ao longo da história tenha sido assim, já não há mais crer que o regime de Washington busca a paz, a democracia e a liberdade ao mundo. E nem, muito menos, que os Estados Unidos sejam capazes de impor seus valores a outros povos.

Decisiva vitória sírio-russa na histórica Palmira

No dia 25 de março, o presidente russo Vladimir Putin falou por telefone com seu homólogo sírio, Basha al-Assad, felicitando-o pela reconquista, naquele mesmo dia, da cidade de Palmira do domínio cruel do EI depois de uma operação anti-terrorista batizada de "Batalha Feroz", travada de maneira que faz jus ao título após quase um ano que os terroristas tomaram a cidade.

Já o presidente sírio, desde os anos de Bush alvo de Washington ao invés do próprio EI, afirmou publicamente que sem a Rússia, teria sido impossível obter a vitória de suma importância no combate a mais uma organização terrorista treinada e financiada pelas grandes potências ocidentais, a fim de justificar a expansão de bases militares, especialmente dos Estados Unidos, aquecer o bilionário comércio de armas e servir ainda como pretexto para legitimar invasões, desmoronar soberanias nacionais e saquear riquezas alheias.

Assad enfatizou então a poca seriedade da coalizão estadunidense. Na opinião do presidente sírio, a "coalizão anti-terrorista liderada pelos Estados Unidos é pouco séria considerando a escassez dos avanços que tem obtido desde o momento de sua formação, há um ano e meio".

O chanceler da Rússia, Serguéi Lavrov, declarou que Moscou confia no sucesso da operação do Exército sírio a fim de libertar Palmira. "Esperamos que a operação que
coloca em prática agora o Exército sírio com o apoio das forças aéreas da Rússia para libertar Palmira, seja completada exitosamente no breve futuro".

Patrimônio da Humanidade localizada na província de Homs, Palmira havia sido invadida em maio de 2015 para organizar suas operações e estabelecer ali seu califado (Estado). Os terroristas tem destruído vários templos declarados patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, em inglês), e saqueado relíquias de milhares de anos de antiguidade. 

A Unesco tem se prontificado a colaborar junto ao departamento de antiguidades e museus do país para a reabilitação de Palmira após a retoma da cidade, por parte
do Exército Árabe Sírio.

O porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov, declarou que Vladímir Putin "concorda que a Unesco, a Rússia e a Síria poderão, em um futuro próximo, tomar todas as medidas necessárias para avaliar os estragos causados pelos terroristas em Palmira e elaborarão um plano de restauração sobre o que ainda é possível de se recuperar".

Após todas as evidências de que exatamente os Estados Unidos violavam as leis internacionais combatendo muito mais o governo de Assad que o EI ao fornecer aos terroristas armas químicas, desfaz-se desta maneira incontestável mais uma inversão de papeis por parte dos grandes meios de comunicação internacional, que têm tentado impor ao imaginário coletivo que Damasco e Moscou têm estado ao lado de terroristas.

O que não significa que os cínicos usurpadores do poder internacional e seus porta-vozes do Pentágono midiático se darão por vencido: o silêncio agora é apenas mais uma tentativa de ganhar tempo contando com alguma reversão dos fatos, apostando como sempre na desinformação das massas.

Para surpresa de muitos, esta não é a primeira importante vitória sírio-russa contra o EI - trata-se da maior, mas outras derrotas sérias foram impostas no início de fevereiro (http://port.pravda.ru/russa/05-02-2016/40330-russia_destroi_estado_islamico-0/), quando a Rússia destruiu 1.350 alvos da organização terrorista. Na segunda semana de março, sete membros do EI foram capturados em Moscou pela Polícia russa. A nada disso Washington, supostamente "combatente do terror global", e seus patéticos porta-vozes da mídia oligárquica deram a menor importância.

 

Enquanto Isso, no Afeganistão, Paquistão e Iraque...

"Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar o mundo com misérias e morte, em nome da liberdade"
(Simón Bolívar)

 

No Afeganistão onde está em curso há década e meia a Operação Liberdade Duradoura dos Estados Unidos, que já assassinou mais de 100 mil civis e arrasou ainda mais o pobre país centro-asiático, um soldado dos EUA atirou e matou uma criança afegã neste último dia 28 de março próximo da base aérea estadunidense de Bagram, situada a cerca de 50 quilômetros da capital Cabul. 

O menino, cuja idade se desconhece, portava o que parecia ser uma pistola automática, informou o chefe da Polícia provincial, o general Zaman Mamozai. Um soldado norte-americano havia advertido ao menor de uma torre de controle que se ficasse parado, y depois abriu fogo contra ele.

Residentes locais se reuniram próximos à base para protestar pela morte, mas se dispersaram quando as autoridades explicaram as circunstâncias, segundo Mamozai. O crime, mais um (impune) dentre milhares dos EUA no Afeganistão ao longo destes anos, está sendo investigado pelas partes afegã e norte-americana, porém não está confirmado se o menino estava realmente armado.

O assassinato de crianças afegãs pelas tropas da coalizão têm sido uma constante na "luta do bem contra o mal" arquitetada pelos norte-americanos bem antes do 11 de Setembro: "Nove Meninos Afegãos [entre 9 e 15 anos] Recolhendo Lenha Mortos por Helicópteros da OTAN", noticiava (http://www.nytimes.com/2011/03/03/world/asia/03afghan.html?_r=1&smid=tw-nytimes&seid=auto) o jornal The New York Times em 2 de março de 2011, apenas para limitar-se aqui ao que acabou veiculado pela mídia predominante entre tanta carnificina e estupros por soldados norte-americanos contra mulheres e meninas no Afeganistão, onde o Taliban, relativamente pequeno grupo de homens iletrados e mal armados os quais o regime de Washington "é incapaz de derrotar" (e portanto, de deixar definitivamente o país com suas bases militares), tem destruído Patrimônios da Humanidade de maneira irreversível, além das atrocidades contra vidas humanas que apenas crescem, ano após ano.

É exatamente no Afeganistão onde a CIA traça a rota do tráfico internacional do ópio, através do qual se produz a heroína (fato noticiado pelo New York Times, confirmado a este autor pela ex-parlamentar injustamente expulsa do cargo, ativista pelos direitos humanos e escritora afegã, Malalaï Joya conforme detalhado no livro Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror" http://edumontesanti.skyrock.com/46.html).

No caótico Paquistão, um dos maiores aliados de Washington na região que escancarou seu território à ocupação norte-americana, vítimas choravam sobre os corpos de civis vítimas de ataques suicidas em pleno domingo de Páscoa. Entre os mortos e feridos estavam mulheres e crianças.

O Estado paquistanês é berço das madrassas, escolas islamitas fundamentalistas criadas e financiadas por Washington no início dos anos de 1980, inclusive na elaboração, impressão e distribuição de livros "didáticos" que ensinam a jihad como método violento, supostamente baseado no Alcorão, de se alcançar objetivos políticos.

Já no Iraque, maior palco de carnificina pós-II Guerra Mundial onde mais de 1,5 milhão de civis foram mortos, foram enterradas sábado 32 vítimas de ataque suicida reivindicado pelo EI. Entre as vítimas, diversas crianças. Outras 84 pessoas, incluindo mulheres e menores de idade, ficaram feridas.

Em 30 de janeiro de 1991, durante a I Guerra do Golfo observou à revista norte-americana The New Republic Gregg Easterbrook, especialista em assuntos externos dos EUA:

"Mas a maior falha moral na Guerra do Golfo (...) foi a recusa do Ocidente em admitir, ou pelo menos discutir, não algumas mortes acidentais de civis, mas os 100 mil mortos entre os alvos militares no Iraque. Katherine Boo, do Washington Monthly, notou que ao longo da guerra a mídia norte-americana organizou grandes tabelas de perdas, listando em uma coluna quantos tanques e aviões do Iraque haviam sido abatidos. Mas não houve qualquer menção às mortes do lado iraquiano: era como se o objetivo do "exercício" fosse eliminar montes de máquinas e não seres humanos. As famosas palavras do chefe das Forças Armadas, Colin Powell, sobre o Exército Iraquiano - 'vamos estilhaçá-lo e depois eliminá-lo' - claramente eliminaram qualquer consideração sobre a condição humana do inimigo. O Pentágono liberou dúzias de vídeos que mostravam bombas inteligentes atingindo objetos inanimados como bases de mísseis; mas há que se lembrar que até o momento não foi liberado nenhum centímetro de filme mostrando qualquer combate envolvendo seres humanos. Censores militares enlouqueceram quando um comandante deixou alguns repórteres ver um vídeo feito de um helicóptero Apache que atacou um batalhão no Iraque. No tape, adolescentes aterrorizados correm caoticamente por todas as direções, enquanto metralhadoras disparando do helicóptero, que eles não conseguem ver, cortam seus corpos pela metade. O vídeo foi rapidamente tirado de circulação. Quando perguntei a razão disso a um funcionário do Pentágono, ele respondeu: 'Se permitirmos que as pessoas vejam esse tipo de coisa, nunca haverá outra guerra'".

 


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