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Quirguistao enfrenta nova revolução

02.11.2006
 
Quirguistao enfrenta nova revolução

Milhares de manifestantes atenderam hoje а convocaçãoo da oposição e se reuniram na praça central de Bishkek, capital do Quirguistão, para exigir a renúncia imediata do presidente do país, Kurmanbek Bakiyev, e de seu Executivo.

Vladimir Zharikhin do instituto CEI disse na intervista Prime-TASS, que os acontecimentos em Bishkek podem ser tratados como a segunda tentativa de revolta neste país. Ele comentou, que a primeira tentativa, como se sabe, não deu resultados e não se tendo estabelecido o regimo antirusso no país. “Quem sabe, se calhar agora esta oposição está controlada pelas forças dos EUA e CE”, - disse Zharikhin. “Temos de notar que o Quirguistão tem uma posição muito importante na area dos interesses geoplíticos da NATO na Asia Central" Até agora é considerado como sendo o posto de observaçãp do território de Afgnanistão e como estrada transibérica com passagem pela China e Rússia

"Quando fizemos a revolução, queríamos mudanças. Queremos que o Quirguistão tenha um Governo justo. Bakiyev não justificou a confiança depositada nele", disse o deputado e ex-presidente do Parlamento Omurbek Tekebayev, segundo a agência online "Ferghana.ru".

Tekebayev, um dos líderes da revolta popular de março de 2005 que afastou do poder o presidente Askar Akayev - atualmente refugiado em Moscou - rompeu com Bakiyev no início do ano e atualmente lidera o movimento opositor "Pelas reformas", que convocou o protesto. "Hoje começou a segunda etapa da revolução de 24 de março. Há um ano, achávamos que o nepotismo tinha acabado, mas não é verdade.

Agora, a família de Bakiyev controla o país", disse o ex-procurador-geral do Quirguistão Azimbek Beknazarov, citado pelo jornal digital "Tazar". Beknazarov ressaltou que a oposição nгo deixará a praça até que suas reivindicações sejam atendidas, o que inclui a adoção de uma nova Constituição que reduza os poderes do presidente em favor do Legislativo.

"Os funcionários que antes buscavam a oposição hoje estão ao lado de Bakiyev, os ladrões de ontem continuam no poder", afirmou a ex-ministra de Assuntos Exteriores Roza Otumbayeva. Ela, uma das líderes da "Revolução das Tulipas" de março de 2005, exigiu ainda a renúncia do primeiro-ministro, Felix Kulov, a quem acusou de descumprir suas promessas. Bakiyev e a oposição tinham chegado a um acordo na terça-feira para apresentar um projeto consensual da nova Constituição ao Parlamento hoje. "Vim escutar os deputados. O processo de redação da constituição deve terminar estes dias. Não pressionem o presidente. Se o fizerem, obterão a mesma resposta", disse Bakiyev aos deputados, sem apresentar o texto do acordo com a oposição.

Os opositores exigem ainda a destituição do procurador-geral, Kambaraly Kongantiev, e a nacionalização dos bens de Akayev. Bakiyev assumiu o poder após vencer as eleições presidenciais de julho de 2005, realizadas depois da revolta popular que derrubou Akayev. "Não fugirei, pois não fiz nada de errado", disse Bakiyev na segunda-feira no Parlamento, ao destacar que não tem intenção de repetir os passos de seu antecessor.

Segundo "EFE"


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