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Recuo histórico americano

02.09.2013
 
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DAMASCO/PARIS - O anuncio do presidente americano Barack Obama de que os Estados Unidos está pronto para um ataque iminente e militar à Síria, mas que antes disso iria consultar o Congresso americano, foi interpretado e saudado pela própria Síria como o "recuo histórico norte-americano".

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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A informação está sendo manchete de capa nos principais jornais e redes de TV do mundo. Com o recuo de Barack Obama no último minuto, a França afirmou que não poderia agir sozinha para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas, tornando-se o último país ocidental aliado a repensar o bombardeio à Síria.

"Obama anunciou, diretamente ou através de implicação, o início de um recuo histórico norte-americano", afirmou o jornal oficial da Síria al-Thawra em editorial de primeira página.

Depois de anunciar ao mundo que iria atacar a Síria, o presidente dos Estados Unidos disse que iria buscar o consentimento do Congresso Nacional americano antes de praticar uma ação militar contra Damasco, uma decisão que deve atrasar qualquer ataque em ao menos nove dias.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, condenou qualquer movimento ocidental armado contra seu governo. "A decisão de entrar em guerra com a Síria é uma decisão criminosa e uma decisão incorreta. Estamos confiantes que seremos vitoriosos", disse ele a jornalistas em um hotel em Damasco.

Obama fez o anúncio-surpresa em um jogo que vai testar sua habilidade de projetar a força americana no exterior e de exercer seu poder em casa.

Em meio a todo bombardeio midiático de informações e contra-informações, forças militares americanas se posicionaram na região no conflito, aguardando ordens de Washington para atacar a Síria.

Inspetores da ONU deixaram a Síria, afirmando ter reunido provas de um ataque com armas químicas por parte das forças militares sírias, que Damasco nega e as autoridades norte-americanas afirmam ter matado 1.429 pessoas em áreas controladas pelos rebeldes.

Principal e mais poderoso dos aliados da Síria, o presidente russo Vladimir Putin recomendou a Barack Obama que pense e proceda como um Prêmio Nobel da Paz que é, mostrando ao mundo provas que forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad usaram armas químicas em áreas controladas por rebeldes.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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