Pravda.ru

Mundo

O fascismo na Colômbia

02.06.2009
 
Pages: 12
O fascismo na Colômbia

Em meio da grande depressão econômica mundial dos anos 30 do século passado, surge o fascismo alemã, monstruoso engendro do capitalismo, que os dirigentes revolucionários e a intelectualidade mais esclarecida de aquela época definiram como "A ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro", "a organização do ajuste terrorista de contas com a classe operária e o setor revolucionário dos camponeses e dos intelectuais".

Era a ditadura do setor mais reacionário da oligarquia financeira que conformava a elite monopolista da nação. Esse reduzido grupo encontrou em Adolfo Hitler o instrumento adequado para tratar de impor seu projeto de sociedade, obediente da disciplina social e trabalhista do capital corporativo, primeiro em Alemanha, depois, por meio da guerra, ao resto do mundo.

Para alcançar seus propósitos, os capitalistas alemães aproveitaram o ressentimento do povo germano frente às duras sanções do Tratado de Versallhes, imposto ao país pelos vencedores da primeira guerra mundial (1914 - 1918).

Os fascistas recorreram ao mais iracundo e cru nacionalismo. Proclamaram a superioridade da raça ária sobre as demais raças existentes, a necessidade de um "espaço vital" para Alemanha que lhe permitisse a recuperação de territórios e colônias de ultramar perdidas na primeira guerra mundial, prometeriam o melhor-estar geral e um império que duraria mil anos (O terceiro Reich), como recompensa à grandeza e glória alemãs que dominariam o mundo.

Mediante uma hábil e enganosa propaganda, fazendo uso da mentira e da falsificação dos fatos como seu principal instrumento, o Partido Nacional Socialista Alemã logrou o apoio não só do grande capital mas da mediana e pequena burguesia, de importantes setores de operários, camponeses, estudantes, jovens e populares para apoderar-se do poder em 1933.

"Uma mentira repetida mil vezes, termina convertendo-se em verdade" e "Calunia e calunia, que da calunia algo fica", foi a divisa que utilizou Goebbels, como chefe de propaganda de Hitler e que importou para Colômbia e repetia em seus discursos, um célebre expoente da ultradireita nacional que para a época oficiava como embaixador em Berlim: Laureano Gómez.

As potências capitalistas ocidentais viam em Hitler a pessoa indicada para atacar e destruir a Revolução Bolchevique que se desenvolvia dentro da antiga Rússia, onde o Estado de Operários, Camponeses e Soldados, tinha terminado com a exploração do czarismo e da aristocracia, e seu exemplo estendia-se sobre toda a face da terra ameaçando o império burguês.

A perfídia e o cálculo da reação mundial, que estimulavam o anti-comunismo de Hitler e a guerra contra o nascente Poder Operário com a secreta esperança de que o fascismo esmagara a revolução, haveriam de pagar-la muito caro os povos das diversas nações de Europa, Ásia, África e América Latina.

Finalmente, o Fascismo foi derrotado, mas nenhuma nação ou povo carregou com maior responsabilidade, nem aportou semelhante cota de sangue e sacrifício como o fez a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), fator fundamental para a derrota do fascismo da Alemanha nazi.

Dos 52 milhões de mortos reportados oficialmente que ocasionou a Segunda Guerra Mundial, 27 milhões foram da União Soviética, dos quais 20 milhões eram população civil. Dos 70 milhões de feridos, 40 milhões eram soviéticos, 140 mil povoados e cidades foram destruídas, o 70% da economia dessa nação ficou totalmente devastada, milhões de viúvas e órfãos, epidemias, enfermidades e fome sem precedentes, sufriou a Pátria de Lenin.

Glória eterna a seus heróis e mártires deve-lhe a humanidade, ao primeiro país socialista do mundo, já que eles salvaram-la do extermínio em massa nos campos de concentração, ou da escravidão perpetua que pretendeu implantar o brutal imperialismo alemã no seu delírio pela dominação mundial.

Vencida Alemanha e seus aliados, o mundo e seu mesmo povo puderam conhecer a verdade sobre o horror praticado pelos fascistas: o aniquilamento nas câmaras de gás de milhões de judeus, ciganos, minorias étnicas, opositores políticos, portadores de necessidades especiais que a propaganda oficial negava sistemáticamente, ao igual que a existência de criminosos experimentos com seres humanos tomados como cobaias nos laboratórios, para provar as drogas que permitissem apoderar-se da vontade alheia, ou gases e químicos que servissem para seus fins de manipulação e extermínio.

Com certeza o nazismo foi derrotado e seus sonhos imperiais desapareceram, mas Europa inteira ficou convertida em um imenso cemitério e em um gigantesco campo de ruínas e de escombros.

Em lugares onde antes floresceram prósperas cidades ficaram as cinzas, só. No entanto, a ideologia e a prática do fascismo não desapareceram, mas assumiram novas formas nascidas da Doutrina da Segurança Nacional, uma concepção fascista do Estado, que considera o povo como "inimigo interno" a derrotar, já não, no marco de uma guerra mundial mas no cenário de cada país por separado.

A atual crise econômica que açoita o mundo e a chamada guerra contra "terrorismo", promovidas pelo governo de George W. Bush, assim como os contínuos massacres contra o povo palestino implementadas pelo Estado Sionista de Israel, nos lembram que o fascismo está vivo.

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular