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ONU: É preciso ajudar as mulheres da RD Congo

02.02.2008
 
ONU: É preciso ajudar as mulheres da RD Congo

Um perito independente da Organização das Nações Unidas declarou que é precisa ação internacional para ajudar as mulheres na República Democrática do Congo (DRC) que foram vitimadas pela violência, incluindo abuso sexual e estupro, perpetrado tanto pelas milícias como tropas do Governo.

Yakin Ertürk, o Rapporteur Especial em violência contra mulheres, suas causas e conseqüências, descreveu as atrocidades que ela testemunhou quando visitou a República Democrática do Congo (DRC) no ano passado como “repulsivas”. "Vi menininhas, mulheres cujas mãos foram talhadas, que foram raptadas, sexualmente escravizadas, foram forçadas a comer a carne de parentes mortos, etc., etc.," disse. "Coisas bastante terríveis".

Congo Oriental, em particular, recebeu maior atenção por causa da presença de grupos estrangeiros que ela disse serem os "perpetradores principais de violência contra mulheres assim como a população civil em geral".

Mas advertiu que os problemas não são limitados ao Congo Oriental; na Província de Equador "o exército e polícia nacional estão entre os perpetradores principais”. Senhora Ertürk citou estupro de massa por soldados em Aabril, que levou ao julgamento de sete soldados a prisão perpétua.

Ela disse que a desmobilização da milícia não inclui um componente da justiça.

"Estes militantes são desmobilizados e reintegrados na vida civil ou no exército e eles continuam estes tipos de atos violentas que eles faziam durante o conflito armado, como civis ou como soldados no exército nacional".

O processo de desarmamento e reintegração de ex-combatentes no processo de paz "não toma em consideração os sofrimentos de mulheres nem as suas necessidades," acrescentou. "Esses perdem elos no processo de paz".

"Há uma necessidade urgente de mobilizar apoio para estas mulheres que trabalham sob ameaças de segurança. Devemos apoiar estas iniciativas populares porque é só assim que o país será reconstruído".

O relatório da Senhora Ertürk será submetido à ONU (Conselho de Direitos Humanos) em Março.

Fátima CHANTRE

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