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Fidel Castro delegou o poder a seu irmão Raul

01.08.2006
 
Fidel Castro delegou o poder a seu irmão Raul

 O presidente de Cuba, Fidel Castro, foi submetido a uma operação cirúrgica por um "problema de saúde" e que delegou o poder "provisoriamente" a seu irmão Raul, comunica RIA-Novosti.

 A intensidade da viagem à Argentina e ao Oriente "me provocou uma crise intestinal aguda, com sangramento persistente, que me obrigou a enfrentar uma complicada intervenção cirúrgica", disse Castro em uma nota lida em cadeia de rádio e TV por seu secretário particular, Carlos Valenciaga.

O "comandante", que fará 80 anos em agosto, informou que ficará "afastado durante várias semanas" do poder, passando suas funções "provisoriamente" para o irmão Raul, de 75 anos. Raúl Castro, de 75 anos, eterno segundo homem na hierarquia de poder na ilha, assume, em caráter provisório, num momento em que a principal indagação é sobre qual será o futuro do regime em vigor há 47 anos em Cuba, caso sobrevenha a ausência do ´grande timoneiro´ Fidel Castro. Isso se a eventual falta de Fidel não significar o próprio fim do regime na ilha.


Num cenário de continuidade, especialistas apostam que o meio-irmão de Fidel não irá exercer o poder de forma solitária, quase absoluta como é hoje, e divida as responsabilidades com um colegiado. Serão tempos mais discretos e menos centralizados, simplesmente porque não há ninguém na ilha que possa substituir Fidel sozinho.


O sinal mais cristalino de que haverá um colegiado em Cuba foi dado recentemente, quando o Partido Comunista anunciou novas medidas para fortalecer sua influência com a renovação do Secretariado integrado por 12 membros. Dois deles são Castro e Raúl, os outros vêm uma geração mais jovem.

Esta renovação não acontece por acaso. Em junho de 2001, após sofrer um desmaio num ato público nos arredores de Havana, Fidel declarou: "Depois de mim, Raúl é quem tem mais experiência, mais conhecimento. Mas não está sozinho. Há um grupo de jovens com talento em nosso país".


Em junho último, o próprio Raúl Castro declarou que o único herdeiro digno e capaz de substituir seu meio-irmão "é o Partido Comunista". O que foi interpretado como o anúncio de um futuro governo de orientação coletiva.

Agora, devido à operação de Fidel, Raúl assumirá provisoriamente a chefia do Estado cercado de veteranos na cúpula política do Partido, como José Ramón Machado Ventura e José Ramón Balaguer, e de quadros de gerações mais novas, como o vice-presidente, Carlos Lage, e o chanceler, Felipe Pérez Roque, dois dos homens mais próximos ao líder da revolução cubana.


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