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Caso de Pinto da Costa: Fuga de informação terá partido da própria PJ

30.01.2007
 
Caso de Pinto da Costa: Fuga de informação terá partido da própria PJ

Todos os jornais portugueses puxam em manchetes estes dias a história da alegada fuga do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, a Espanha .

 Segundo a imprensa ele foi esta segunda-feira interrogado na Polícia Judiciária do Porto como testemunha sobre o episódio que o levou a sair do país na véspera da data marcada para a sua detenção no caso "Apito Dourado".

Segundo DN as policias tentaram saber quem, segundo Carolina Salgado, informou o dirigente portista Joaquim Pinheiro, irmão de Reinaldo Teles, de que o presidente portista e o administrador do futebol iriam ser alvos de buscas e de mandados de detenção.

 Carolina Salgado escreveu o livro "Eu, Carolina", onde a ex-companheira de Pinto da Costa revela os fatos.

Tal fuga de informação terá permitido que, quer o presidente do FC Porto quer Reinaldo Teles, escapassem às buscas realizadas pela PJ às suas residências. Na ocasião, Pinto da Costa e Carolina Salgado ausentaram-se para Espanha, onde permaneceram durante alguns dias, tendo o presidente portista regressado a Portugal e comparecido posteriormente em Tribunal, onde prestou declarações a 7 de Dezembro.

Os investigadores suspeitam que a fuga de informação terá partido da própria PJ. Pinto da Costa após ter sido interrogado declarou: "Fui convocado na semana passada, vim porque me chamaram. Estive como testemunha porque foi chamado cá".

De acordo com Sportungal , o processo "Apito Dourado" deu origem a três inquéritos paralelos envolvendo suspeitas de violação de segredo de justiça: a fuga de Pinto da Costa para Espanha, a divulgação da acusação de Gondomar e o caso Sportugal .

Inicialmente uma fonte ligada ao processo indicou por lapso à Agência Lusa que a audição de hoje estaria relacionada com o caso de violação do segredo de justiça do jornal on-line Sportugal, mas posteriormente apurou-se que se tratava do caso da alegada fuga para Espanha.

Os três casos estão ainda em curso, estando o Ministério Público a ouvir testemunhas.

Em curso, está outro inquérito, envolvendo jornalistas que publicaram a acusação do processo "Apito Dourado" de Gondomar, bem como parte das escutas telefónicas com conversas entre Valentim Loureiro e José Luís Oliveira e entre este e Pinto de Sousa.

Os vários jornalistas têm vindo a ser chamados para prestar declarações como testemunhas.
O mais recente caso de violação do segredo de justiça prende- se com o jornal desportivo on-line Sportugal, que disponibilizou há mais de uma semana um ficheiro do despacho assinado pela procuradora- geral adjunta, Maria José Morgado, determinando a reabertura do processo referente a um encontro entre o FC Porto e o Estrela da Amadora da época 2003/04, sobre o qual recaem indícios de corrupção.

Posteriormente, elementos da PJ estiveram na redacção do Sportugal para recolherem provas de alegada violação do segredo de justiça, relacionada com a divulgação do despacho da magistrada Maria José Morgado, no âmbito do processo "Apito Dourado". Contudo, o jornal Público já havia noticiado que o Ministério Público decidira reabrir o processo contra Pinto da Costa, relativo ao jogo FC Porto-Estrela, na sequência do depoimento de Carolina Salgado, ex-companheira do presidente do FC Porto e autora de um livro que denuncia actos ilícitos no futebol português intitulado "Eu, Carolina".

Pinto da Costa tem sido investigado no âmbito de casos associados ao processo de corrupção no futebol "Apito Dourado", mas não tem qualquer ligação com o processo principal, cujo debate instrutório começa terça-feira. O processo "Apito Dourado" teve início com a operação policial com o mesmo nome realizada em 20 de Abril de 2004, que resultou na detenção de 16 pessoas, entre árbitros e dirigentes do futebol, por suspeitas de corrupção desportiva, inicialmente centradas no Gondomar SC, clube da Liga de Honra.


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