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Advogado Gabriel Baum – Árbitro Uruguaio de Basquete no Mundial Feminino na República Tcheca

29.07.2010
 
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Advogado Gabriel Baum – Árbitro Uruguaio de Basquete no Mundial Feminino na República Tcheca

O advogado Gabriel Baum tornou-se um dos melhores árbitros uruguaios nas últimas 5 temporadas tirando nota dez na última Liga Uruguaia de Basquete 2009 – 2010 pela escolha dos jornalistas esportivos como o Árbitro de Maior Valia. Além do caneco no encerramento da última LUB, ganhou nomeação para o Mundial de Basquete Feminino em Setembro próximo na República Tcheca e o orgulho profissional na Faculdade de Direito da Universidade da República pois é o Professor da Cátedra de Direito do Esporte, quarta no mundo.

PRAVDA: Faça que os nossos leitores saibam bem mais do Gabriel Baum. CV. Porquê no ambiente do basquete? Herança?

DR. BAUM: A tal herança vêm de mãos braços dados aquele jogador de basquete muito ruim que fui nas categorias de base do Club Atlético Bohemios no decorrer da minha criancice. Minhas escolhas acabaram sendo as seguintes: ficar de jeito permanente no plantão, pular na quadra no último minuto com o jogo encerrado ou até acabar me envolvendo com o uma atividade que tivesse a ver com o basquete. Embora, acabei encaminhando minhas energias para a última escolha. No início do ano 1990 encontrei num painel informativo do clube Bohemios, um folheto pedindo candidatos para árbitro de futebol sendo que nessa data também comecei a minha carreira de advocacia na Faculdade de Direito. Por enquanto, achei interessante tomar parte de uma atividade envolvida com o basquete e numa outra beira a aplicação da justiça.

P: Mesmo que agora temos três árbitros na quadra, você participou das duplas. O que é mais sedutor para você? Porquê?

DR. BAUM: Veja só, comecei como árbitro oficial uruguaio em 1990 e internacional em 2004. Bem mais que a metade da minha vida neste negócio da arbitragem no basquete. Acho que todas as mudanças que o basquete veiculiza com uma freqüência muito importante que da para salientar quanto a maioria dos outros esportes, vá de mãos dadas como o aprimoramento dos destaques, do espetáculo e quanto tem a ver com os árbitros, a arbitragem triple melhora de jeito específico a possibilidade que os erros aconteçam mas diminuindo bastante. Fica extremamente claro que os erros ocorrem e faz parte do jogo compreender que são mais uma engrenagem do espetáculo numa partida. É óbvio, que uma mecânica de três árbitros minimiza os erros sem dúvidas. Falando em erros, trata-se de um erro dizer que seis olhos precisam se focar na mesma coisa pois essa mecânica de três faz que o angular de cada um dos árbitros consiga abranger uma parte diferente da quadra. Porém, caso houver meia-dúzia de olhos focando-se na mesma coisa, trata-se de um erro de todos aqueles que aplicamos o sistema e não do sistema em si próprio. É bom remarcar que o sistema foi tirado da NBA e trasladado nos estatutos da FIBA.

P: O que acha quanto ao sistema de arbitragem internacional da FIFA no futebol que na grande maioria dos jogos os três árbitros são do mesmo país. Poderia aprimorar a arbitragem no basquete internacional?

DR. BAUM: Trata-se de uma hipótese interessante de olho no futuro. A cada oportunidade que uma turma de árbitros se desenvolve com maior fluência no segmento humano e profissional, isso reflete de jeito automático na diminuição dos erros, a maior compreensão da mecânica, das funções e da própria coesão dum equipo, seja qual for o caso, quando costuma trabalhar em parceria. Então acho que é uma hipótese interessante que a FIBA poderia levar em consideração logo.

P: Acha que a arbitragem dos decênios de 1930 e 1940 poderia ter cativado o Baum com posse de bola eterna, sem esses 30 ou 24 segundos que fizeram as partidas agílimas quanto ao passado? Mergulhe um instante apitando nesses jogos.

DR. BAUM: Vamos ver, é difícil imaginar pois a realidade é uma outra hoje. Nasci nos inícios do decênio de 1970, então, as únicas lembranças ou marcações desses fatos são fotos, comentários ou alguma filmagem isolada. Agora temos árbitros profissionais e regredindo no passado, apitar nessas décadas era simplesmente ser homenzarrão com cara-fechada. Na atualidade, ser homenzarrão não garante ser árbitro no Uruguai nem fora da nossa divisa. Também não da para imaginar um time vencendo numa partida por ter uma turma de sansões e aquele que acha que poderia aplicar o sistema de 1930 em 2010, deu uma de ré de 80 anos na história e ás vezes acontece com os uruguaios que achamos somos muito espertos ou tentando utilizar sistemas em desuso no mundo inteiro, como refletir a grande experiência dos delegados de mesa no controle da partida tentando tirar vantagem do outro. Esses «dribles» na realidade de hoje quase não existem.

P: Já tem tido parceiros mulheres na arbitragem? O que pode refletir dessa integração da mulher no basquete no teu segmento arbitral?

DR. BAUM: Acho ótimo que essa tal integração exista. No Uruguai temos vários árbitros femininos tendo compartilhado a tarefa na quadra. A mais conhecida no ambiente que alcançou apitar nos jogos de elite do basquete adulto nos últimos anos foi a Andrea Guriano, antes a Ana Surra, a María Arocena que foram pioneiras na arbitragem feminina no Uruguai, contribuindo bastante perante essa cabeça em prol do masculino que sobrevoava o basquete na hora que elas começaram apitar. Felizmente conseguiram pular por cima dessa barreira e pela própria valia ganharam seu espaço até que hoje a arbitragem feminina tem ancorado de forma definitiva em todos os países do mundo. De fato, na última Taça do Mundo Brasil 2006 que acabei sendo árbitro, tinha uma grande maioria de árbitros femininos e com certeza vai acontecer de novo no próximo Mundial da República Tcheca em Setembro de 2010.

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