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Alberto Ward – o uruguaio Presidente da Liga sul-americana de Basquete e Vice da Federação uruguaia

27.11.2009
 
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WARD : Veja só, Argentina tem feito um trabalho no longo prazo com muita organização e isso se reflete nas categorias de base que na grandíssima maioria dos torneios que eles participam acabam sendo os campeões. O esquema é sempre o mesmo, Argentina e Uruguai, Argentina é Brasil, as vezes Argentina e Venezuela. Os argentinos acabam ficando sempre na liderança, com torneios nacionais internos em categoria cadetes muito importantes e os jogadores com apenas 16 anos, participam dos jogos finais com estádio lotados. Ao meu ver, a diferença dos argentinos com o resto da América acho que são os fundamentos dos jogadores, a base é tudo, sabe né?

P : Como foi que a escolha caiu no senhor? Quando acontecem os Congressos e as eleições das autoridades da LIGA SUL-AMERICANA e da ABASU?

WARD : Por enquanto, é bom salientar que a sede da ABASU é Assunção, capital paraguaia e os paraguaios estão tentando construir uma sede, pedindo apoios financeiros do Governo, fundos e financiamento para construir uma sede do lado mesmo da atual Sede da Confederação Sul-Americana de Futebol, que já é sede permanente faz tempo lá. Se o projeto acabasse concretizando seria extremamente importante para ABASU pois ter uma sede, no mínimo até agora não tínhamos conseguido. As Diretorias são eleitas a cada dois anos e trata-se de um Presidente e quatro Vice-Presidentes. Um dos Vice-Presidentes é Secretário, que é o Presidente da Confederação paraguaia, Marcelo Bedoya; um Vice-Presidente Financeiro que é o argentino Vaccaro, também Presidente da CABB (Confederação Argentina de Basquete), logo vem o nosso compatriota Luis Alberto Castillo que mexe na área de Relacionamento Internacional e Miguel Herrera que é o Presidente da Federação chilena, que fica com o Planejamento e Programação.

P : Quais são os objetivos da próxima Liga Sul-Americana de Basquete? O Senhor continua como Presidente?

WARD : Continuo sim. Na prévia quanto á Liga Sul-Americana temos vontade de montar um torneio com quatro quadrangulares e um quadrangular final mas gostamos bem mais da Idea dos jogos Play-Off do que quadrangular final. O programa das Ligas Sul-Americanas prévias foi montado sempre a partir dos Play-Off participando os oitos classificados vindos das quatro séries. As necessidades financeiras nesta oportunidade fizeram que fosse aceite esta possibilidade de Quadrangular Final pois não tem aqueles grandes traslados reunindo se todo numa sede só. Dessa forma da para licitar a sede final e sendo Play-Off não da para que ABASU arrecadasse verba nenhuma. Quanto á justiça esportiva, após os grupos do início seria uma boa jogar Play-Off só que as vezes já sabe, as necessidades financeiras falam mais alto. Na verdade, o Presidente da ABASU está trabalhando demais sendo que é o ex Presidente da Confederação Brasileira de Basquete, o Gerasime Bozikis (conhecido no ambiente como o «Grego», O próximo Campeonato Sul-Americano Masculino de Seleções Adultas que ia ocorrer em Assunção acabou de mudar de sede para Neivas na Colômbia faz duas semanas, vai deixar na conta corrente da ABASU uns 150 mil dólares americanos, e acho que é uma das primeiras oportunidades que vai se cobrar pelos Campeonatos que se organizam no Cone Sul.

P : Nos 55 anos que o Senhor completou, quais foram aqueles grandes jogadores que viu em quadra?

WARD : Me lembro do Cabrera, o argentino, Manuel Gadea e Tato López no Uruguai, alcancei assistir aos últimos jogos do Oscar Moglia na última etapa, Ubiratam no caso do Brasil. Agora temos a possibilidade de assistir muitos jogos de basquete na tevê e o Paul Gasol é ótimo, dos EUA, o Koby Bryan. Antes caso não termos jogos ao vivo não dava para acompanhar as campanhas dos jogadores. Posso me lembrar dos Sul-Americanos no Uruguai, o Campeonato do Mundo, eu estava no primeiro degrau do Ensino Secundário com apenas treze anos e não consegui assistir aos jogos pois fiquei doente. Mas me lembro que tinham vindo craques como o russo Poligodas, o Korak da Iugoslávia se não me engano, Agora no caso dos uruguaios, o que faz o Esteban Batista é fica fora de nosso padrão, Leandro García Morales, Martín Osimani, são jogadores muito bons e o Gustavo «Panchi» Barrera, vê-lo jogar com a camisa uruguaia arrepia a nossa pele pois brigamos muito para que não o «roubassem» da Espanha naturalizando-o.

P : Ainda acredita nesta geração uruguaia que participou do último Pré-Mundial em Porto Rico? Será que ela ainda tem condições de classificar o Uruguai num grande evento mundial?

WARD : Sabe o que, acredito na geração Sub-17 que participou no Sul-Americano de Flores ganhe no Pré-Mundial da categoria de San Antônio nos EUA no finalzinho de Junho, uma vaga para o Mundial.

P : Tentando aprimorar a Liga Sul-Americana, não da para organizá-la do jeito que vai se organizar o Sul-Americano masculino adulto de seleções num grupo Série A e um outro série B, de olho nessas desvantagens terríveis que acontecem com times como os bolivianos.

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