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Ráguebi – Argentina campeão sul-americano em Montevidéu

26.05.2009
 
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Ráguebi – Argentina campeão sul-americano em Montevidéu

Os «Jaguares» argentinos desta vez vestidos com a camisa tradicional dos «Pumas» venceram os «Quero-Queros» uruguaios 33 x 09 no Estádio Charrua de Montevidéu obtendo mais um título Sul-Americano de ráguebi.

Ás 15:30 h deste sábado 23 de Maio, a seleção argentina de ráguebi dava o primeiro chute á bola oval extremamente alto rumo á faixa lateral esquerda do ataque.

Mesmo que pareça incrível, na hora que o resultado ainda continuava congelado em zero, os anfitriões uruguaios tiveram três oportunidades de ficar na frente no painel por conta de três pênaltis que chutaram sem sucesso o Matías «Pache» Arocena (camisa dez, duas vezes) e o Jerónimo Etcheverry (camisa 15, uma vez). Foi muito estranho do jeito que eles pifaram a bola pois tinham sido extremamente precisos nas partidas prévias do Sul-Americano e o jogo ainda não tinha estragado as energias dos raguebistas. Em um outro dia, o resultado tivesse deixado os Quero-Queros com vantagem de 09 x 00. Por enquanto, nada disso aconteceu e com esse início dava para imaginar o final perante um «Grandão» do ráguebi continental.

O Juan Imhoff, o destaque do jogo da Quarta retrasada perante os chilenos ficou no plantão até a segunda metade, negócio que com certeza foi planejado pelo treinador argentino pois mostrou que o magrinho e loiro jogador não anda rápido pelo gramado senão que ele galga mesmo e só pode ser contido caso os rivais estiverem zerinho, ou seja no primeiro tempo.

A partida foi bastante equilibrada nos primeiros quarenta minutos além da diferença de dez pontos dos argentinos 13 x 03.

Na segunda metade a história ia ser uma outra e foi no trecho final que os «Jaguares» conseguiram esticar a diferença quando os uruguaios sentiram o transcorrer da partida acima das costas e o «calor» dos 25°C que neste época em Montevidéu foi marcante para o rendimento dos Quero-Queros, talvez sem essa aparência física dos alvi-celestes.

Sem ter dado um mergulho no cérebro do treinador argentino, Mauricio Reggiardo, poderíamos adivinhar que ele imaginou um jogo de 80 minutos, sem urgências. Fora isso, o planejamento dos argentinos quase com certeza tinha tido como alvo não deixar os uruguaios progredir em campo e sem for possível colocar uma barreira na linha de fundo, impedindo apoiar a oval além da linha final. Resumindo, o cabeçalho do jornal do Reggiardo poderia dizer «Zero TRY» dos uruguaios. Nem da para averiguar se o treinador é mágico mas acabou conseguindo-o.

Embora, é bom salientar que o grande destaque do Campeão Sul-Americano neste jogo final perante os anfitriões acabou sendo o camisa dez, quem sabe fazendo lembrar a qualidade do Diego Armando Maradona no futebol.

Foi, foi, foi ele...o Santiago González Iglesias quem acabou contribuindo com 23 dos 33 pontos argentinos, apoiando «tries» e chutando enxuto entre as duas grandes colunas brancas que desta vez tinham mudado o anúncio do apoio financeiro por um bem mais colorido. Tínhamos cartão de crédito, hoje tivemos jornal.

Após o jogo e ainda nas comemorações dos argentinos no gramado, dando uma de jornalista curioso, conseguimos tirar fotos do Santiago González Iglesias junto com uma senhora muito elegante, um senhor com cabelos cinza e óculos e uma moça super linda, todos eles sorridentes contornando o craque da camisa dez.

Além de curiosos, déramos uma de espião e perguntamos á tal senhora, se por acaso era parente do craque. Orgulhosa e tanto, ela respondeu: Com certeza, sou a mãe dele. Mais logo, averiguamos que o senhor de óculos era o marido da senhora, porém o papai de jogador e a loira, a filhota, irmã do destaque.

«Assinamos uma promessa» com a senhora com apelido YIYI. A foto que tiramos da família feliz vai ser uma das duas que vai conter esta matéria do PRAVDA; a outra, da turma campeã comemorando com os canecos e a champanha.

Parabéns Argentina!!!

Parabéns Santiago!!!

Parabéns YIYI e GENERAL por ter criado um craque desse tamanho!!!

Quase com certeza vai brigar por uma vaga nos «Pumas» rumo á Taça do Mundo em Nova Zelândia.

Quanto tem a ver com a seleção uruguaia, o melhor jogador segundo aqueles que sabem de ráguebi foi o Juan «Chapi» Campomar mas é impossível não remarcar a tarefa do Matías Arocena que por conta de três pênaltis marcou os nove pontos «charruas», consertando os primeiros erros do início e fazendo ouvir desde a arquibancada, o «Força Pache porra!!!».

Sempre contornando o ráguebi assim que os jogos apresentam-se como importantes na prévia e quando sua atividade profissional não é barreira para assistir, o Fernando «Nando» Parrado, talvez o monitor daquela turma de uruguaios que caíram no avião da Força Aérea Uruguaia em outubro de 1973 na Cordilheira dos Andes chilenos, foi mais um nessa arquibancada, perto e tanto de nossa bancada de imprensa. Com boné preto como marcando um estilo (pois ele tinha teto acima) e o sol não o incomodava.

Com ou sem bonezinho, para este correspondente, trata-se de um grandíssimo craque da vida e do jeito que falamos para o Gustavo Zerbino (Presidente da União de Ráguebi do Uruguai) na estréia do torneio na hora de cumprimentá-lo.

Obrigado Nando, e obrigado Gustavo por existir!!!

Quanto ao processo do jogo você pode conferir já-já.

ESCALAÇÃO ARGENTINA

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