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Ryan Gracie : corrupção ou falta de socorro

24.12.2007
 
Ryan Gracie : corrupção ou falta de socorro

Ryan Gracie tinha tudo para ser um campeão do jiu-jítsu de sucesso. Mas não estava por causa das drogas. Há um ano e meio, a família tentava ajudá-lo a largar a cocaína, mas ele não queria de se tratar , disse a sua viúva Andrea Correa.

O jovem morreu na carceragem do 91º Distrito Policial, na Vila Leopoldina, em São Paulo, onde estava detido por tentativa de furto. No momento em que foi preso “ ele estava fugindo de um inimigo imaginário “, acredita Flávia , a irmã do lutador. Mesmo sendo assim Flávia responsabiliza o estado pela morte dele, segundo Globo.

 “Ele veio aqui pro Rio uma semana antes [da morte] e tinha uma paranóia”, conta Ralf Gracie, irmão do lutador. Segundo ele, o atleta achava que estava sendo perseguido e que alguém queria matá-lo.


Em 14 de dezembro, quando foi preso, Ryan não foi trabalhar em sua academia, em São Paulo. Ele ficou em casa acompanhado de um sobrinho. Foi o garoto, de 17 anos, que percebeu que Ryan estava mais agitado do que o normal. “Quando cheguei [à casa de Ryan], ele já tinha saído”, afirma Carlos Alberto Vieira, o Russo, primo do atleta. De acordo com a polícia, Ryan segurava uma faca de cozinha ao atacar dois carros. “Ele achou que tinha gente atrás dele. Entrou no carro e falou com um senhor 'vamos que estão tentando me pegar'”, diz Russo.


A irmã de Ryan conta que, depois de ser medicado pelo psiquiatra particular no Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito, o lutador ficou alterado. “Ele não estava mais quase andando. Tivemos que segurá-lo”, conta. Para ela, os remédios causaram o problema. Os parentes dizem que, por volta das 9h de 15 de dezembro, receberam a ligação de um policial dizendo que o atleta estava passando mal. “Nós não sabíamos que ele já estava morto”, lembra Flávia.

Perguntada quem responsabiliza pela morte do lutador, Flávia é categórica: “O estado. O Ryan estava sob a responsabilidade do estado.”

A morte está sendo investigada. O Conselho Regional de Medicina apura as ações do psiquiatra Sabino Ferreira Farias Neto, que atendeu o atleta. Já a Corregedoria da Polícia quer saber se houve corrupção ou falta de socorro. O Ministério Público, por sua vez, investiga se o que aconteceu no 91º DP pode ser considerado um crime.


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