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Liga uruguaia de Basquete 2007-2008

24.10.2007
 
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Liga uruguaia de Basquete 2007-2008

O campeão 2006-2007 - Malvín acabou devastando no clássico - Malvín 95 x Unión Atletica 60 - O 5 de fevereiro deste ano, o clube Malvín de Montevidéu, acabou atingindo o alvo que procurou no decorrer dos 69 anos de vida esportiva.

Tentando mostrar aos nossos leitores tudo quanto conhecemos do clube, é bom fazer uma descrição, das ruas, da praia, da história e até dos lugarzinhos mais aconchegantes que o Bairro Malvín (deu o nome ao clube) tem. Para isso, deixamos voar nossas lembranças da época de menino que curtimos por ter morado nessa vizinhança nos decênios de 1960 e 1970.

O clube localiza-se num dos bairros de Montevidéu que ficam acima da areia das praias, “montando” uma orla sempre movimentada que é privilégio daqueles que vem de fora Uruguai desde o Aeroporto até o centro ou até dos próprios vizinhos da cidade que nem só no verão, pegam o cimarrão, do jeito que poderia-se encontrar no Rio Grande do Sul e Santa Catarina no Brasil para descontrair algumas horas o estresse da semana de olho na batida sossegada das ondas beijando a beira, seja areia ou rocha.

Levando em consideração que a famosa orla é privilégio dos montevideanos todos, há “brigas” nos diferentes bairros querendo “vender” á sua como o melhor trecho de todos.

Nessa briga, Malvín apresenta seu crachá com um código de barras que mostra-o como o único com uma ilha na frente da praia. Apenas uns 700 metros das quadras de futebol desenhadas pela imaginação dos jogadores amadores do bairro acima da areia. A natureza fez sua obra, inserindo no Rio da Prata a Ilha das Gaivotas, que é destino dos “golfinos” malvinenses assim que as ondas descansam.

Quanto tem a ver com o bairro e o basquete, divide-se em duas metades, os “azuis” de Malvín com uma gaivota como “logomarca” na camisa e a azul-grana com faixas alternadas horizontais de Unión Atlética (bem mais conhecido com a UA ou simplesmente União) com um farol com logo.

Brigas que surgiram desde que foram fundados, mesmo que por muitos anos diminuiram deixando apenas lembranças pois a UA ficou muito tempo um degrau por baixo dessa primeira categoria que hoje chama-se Liga Nacional Uruguaia e Malvín quase sempre nessa elite do basquete uruguaio, naquele Torneio Federal, hoje LUB.

Felizmente faz alguns anos que as “quedas de mãos” voltaram para o bairro e muito tiveram á ver as novas gerações de torcedores que planejam tudo a cada dia tentando deixar bravos os vizinhos do time rival, tornando o bairro bem mais colorido, bem como as ruas, as lojas e a praia que são de um e dos outros.

São apenas quinze quarteirões que dividem os ginásios dos rivais do bairro Malvín sendo que a praia e a orla, acabam sempre atraindo os torcedores feitos cidadões seja no inverno na hora da “academia” ou com o sufoco que provoca o sol deixando seu bronze e as marquinhas na pele do pessoal.

Foi essa praia que até o verão 2006 conseguiu trair sempre os jogadores da camisa azul do Malvín que de um jeito amador concorreram na procura do sucesso no Torneios que iam acontecendo sem arvorar o caneco nem uma vez na historia.

O espírito amador e a juventude dos jogadores dos decênios passados de mãos-dadas com a belíssima “praia” foram responsáveis pelos insucessos constantes das turmas “azuis” pois tendo partida oficial ás nove da noite, no decorrer da tarde, tinha sempre alguns bate-bolas ou vôlei-praia derrubando a muralha do sucesso.

A praia, desgraçada e ímpar mas linda pra caramba !!

Praia única em Montevidéu, tem e terá Ilha na frente e teve Cinema com tela gigante de cimento dando de costas para o Rio da Prata e poltronas também de cimento debruçando para essa tela que nem sempre mostrava as pré-estreias que aconteciam nas grandes salas montevideanas.

Nessas noitadas mornas e com uma aragem super agradável com cheirinho incrível que provoca á maré, as vezes as poltronas desse tal cinema ao ar livre ficavam com alguns pagantes curtindo o filme em cartaz do dia mas como sempre acontece nestes países sul-americanos, os muros da orla ficavam lotados de cimarrões segurados pelos os braços dos malvinenses todos.

No caso específico do clube Malvín, foi berço dos craques mais importantes do basquete uruguaio nas últimas três décadas mas o a verba tipo “flash” vinda dos poderosos concorrentes do antigo Federal, acabava tirando fotos desses jogadores com as camisas do outros times e levando o caneco para um outro bairro da capital uruguaia.

A dúvida sem fim vai continuar por sempre mas clubes como o Malvín, Trouville e Bohemios (do bairro Pocitos também com namorada linda chamada “praia”) iam na frente até a metade do torneio (início do verão) mas muito devagarinho iam perdendo sua força perante essa “assassina” quente feita de graõzinhos creme e água salgadinha que acavaba matando as ilusões dos fãs.

Sempre com lembranças do passado, Malvín assinava a cada ano uma aliança com um vento feito “furacão” que vinha direto desde a praia do Cinema (uns 4 quarteirões) até a quadra ao ar livre que foi a sede das partidas do clube pelo torneio oficial uruguaio.

O vento “azul” mergulhava na quadra pelo lado de um dos cristais (um dos poucos acrílicos da época que nasceram translúcidos virando foscos por causa das batidas que dava a laranja neles), tornando-se amigo do time do bairro, e inimigo dos rivais que só conseguiam furar as redes arremessando do interior do garrafão.

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