Pravda.ru

Desporto

Futebol: Sonho ou pesadelo?

23.07.2007
 
Pages: 1234

A partida ia começar ás 16:20 da tarde e os jogadores uruguaios que sairam do vestiário desde o início foram o seguintes:

Walter Taibo (Wanderers – subsituído por Carlos Bogni – Fénix no minuto 74), Jorge Manicera (Nacional), Luis A. Varela (Peñarol), Héctor Cincunegui (Nacional), Raúl Núñez (Rampla Jrs. – subsituido por Homero Lorda – Colón no minuto 71) e Omar Caetano; Horacio Franco (Rampla Jrs.), Héctor “chinês” Salvá (Danubio), Sergio S. Silva (Wanderers), Vladas Douksas (Danubio) e Víctor Rodolfo Espárrago (Cerro).

Na reserva, Horacio Troche (Cerro), René Brasil (Colón), Miguel M. de Britos (Danubio) e Julio César Morales (Nacional).

O árbitro da partida acabou sendo o Eunápio Queiroz, com uns 60 mil pagantes nas arquibancadas e arrecadando uns Cs. 49.162.000 de Cruzeiros ($u 1.600.000 – pesos uruguaios).

Nas fotos que enfeitam as páginas da cor antiga do jornal uruguaio El Día foram várias.

Uma aérea do novo Estádio Magalhães Pinto vitorioso, uma outra das celebridades na arquibancada Preferêncial desse 7 de Setembro de 1965, o zagueiro cebedense Campeão do Mundo, Bellini, um dos engravatados mineiros foi o Sr. Ney Alonso tendo do lado ao Gerente da CBD Sr. Mozart Di Giorgio e o famoso treinador Vicente Feola.

Uma outra do Víctor Espárrago (Uruguai) dando uma cabeçada na área brasileira que sem tanto sucesso assim ia se asemelhar com a que quase cinco anos depois ia furar a rede russa, classificando aos “charrúas” nas Semis do México ’70 para se encontrar de novo com o Brasil.

A última dos dois times alinhados (com certeza ouvindo os hinos nacionais) e com os árbitros dividindo-os ao centro. Essa foto foi fundamental para conferir que Uruguai perdeu essa partida perante o BRASIL e não perante o Palmeiras pois o time acabou vestindo com o uniforme da CDB e não com a verde palmeirense.

As manchetes de jornal El Día mostravam que Uruguai ia ter na frente a camisa verde palmeirense mas isso não acabou acontecendo logo. Desses comentários deste jogo que poderiam causar risada hoje, o jornal uruguaio confirma que a AUF acabou agradecendo o Gerente Geral do Banco de Crédito de Montevidéu pois deu seu visto para que seu funcionário, o jogador Horacio Franco viajasse para o Belo Horizonte.

Que o Brasil jogasse perante o Brasil é notícia mesmo !!!

O jogador uruguaio René Brasil do clube Colón de Montevidéu ficou a partida toda na reserva “celeste” esperando sua oportunidade perante os “parentes” ou mínimo homônimos (o clube acabou de comemorar um século de vida o 12 de março de 2007) sempre com a sede e ginásio poli-esportivo na Av. San Martín com a travessa Fomento,

“ A esquina do movimento” segundo o conhecido jornalista uruguaio, Julio César Gard.

Quanto ao Mineirão e sua estréia não é tudo pois o dia 6 de setembro houve mais um jogo que é bom lembrar.

A seleção mineira, com o Tostão na quadra, ia vencer o River Plate argentino 1x0.

Os mineiros sofreram bastante para ganhar a partida pois o Sarnari (R. Plate) chutou um pénalti fora e logo ter falhado três chances quase do lado do goleiro Fábio, conseguiram a vitória com gol do meia Boglé no minuto cinco da segunda metade após uma das primeiras maluquices do laçudo guardião argentino, Hugo Orlando Gatti, que logo ia ser destaque da torcida do Boca Juniors.

Esse time argentino ia ser a base daquele que perdeu a final da Taça Libertadores de América perante o Peñarol uruguaio em Santiago de Chile um ano na frente.

Esses que iam ganhar o apelido de “galinhas” foram treinados pelo Renato Cesarini, tendo alguns famosos como o Lallana, o Luis Artime e “Pinino” Mas, completando a turma dois uruguaios que jogaram a Semis do México ’70 perante o Brasil, Luis Cubilla e Roberto Matosas.

Quanto tem a ver com o Tostão, Roberto Rivelino, Jairzinho e muitos outros craques desse TRI do México ’70, colocamos á par que foi super importante na montagem desta matéria um cara humilde uruguaio que colocou ao dispor da gente tudo aquele material de imprensa que fica até hoje com ele percorrendo sua carreira internacional, que acabou vestindo a camisa da Seleção Mineira e do Galo mineiro, o Héctor Cincunegui que neste sábado 28 de julho completa apenas 67 anos.

Ele vai ser alvo de mais uma matéria pois mesmo que as intrigas não são parte de nosso agir no dia a dia, temos uma notícia para compartilhar com os leitores que só aquele brasileiro do ambiente do futebol da década do 60 e inícios dos 70 poderiam se lembrar.

Talvez nem saibam !!!

O Rei Pelé não podia ficar fora deste evento e além de ter tido participação na divulgação na imprensa da época, pois já era o craque da camisa dez do Santos e da CBD, ia ser mais uma vez destaque o dia 15 de setembro desse ano na hora que fosse inaugurada a iluminação do estádio na partida que iam manter o Santos perante a seleção mineira, sendo o alvo dos fachos das luminárias encarregadas de salientar seu corpo na escuridão.

Então a lembraça desta matéria é sem dúvida para o treinador argentino Filpo Núñez mas sem testemunhas da época tivesse sido impossível montar esta pequena homenagem para um apaixonado pela música típica do Rio da Prata.

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular