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Futebol: Sonho ou pesadelo?

23.07.2007
 
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Futebol: Sonho ou pesadelo?

Futebol

Argentinos únicos donos de um raro privilégio que mostram para o mundo com orgulho. Os treinadores da seleção adulta foram sempre crioulos. A CBD “estragou” a história ímpar do Brasil. Uruguaios e argentino envolvidos nesta situação. Um tal Brasil na banca perante o brasil academico.

Sonho ou pesadelo ?

Nesse ano 1965 que ia consagrar os “Diabos Vermelhos” (Independiente), da Argentina Campeão da Taça Libertadores de América na final perante o Peñarol uruguaio no Estádio Nacional de Santiago de Chile na terceira partida…

Nesse ano que o conhecido guardião uruguaio da Inglaterra ’66, México ’70 e Alemanha ’74, Ladislao “Chiquito” Mazurkiewicz abria sua carreira numa prova de fogo com sucesso nas Semis dessa Libertadores perante o Santos de Pelé em Buenos Aires…

Nesse ano que o Brasil tinha como alvo classificar para Inglaterra ’66 tentando conseguir a Taça Jules Rimet para exibi-la para sempre nas vitrines da Confederação, concorrendo apenas com a Itália e o Uruguai…

Foi nesse ano que inaugurando-se o Estádio Mineirão, nessa época terceiro no mundo quanto à lotação após o Maracanã, e o Hampdem Park da Escócia a história da Confederação Brasileira dos Desportos foi “magoada”, sentimento que com certeza vai atingir o coração dos torcedores brasileiros da fiel no decorrer da vida.

Fica claro que esporte e neste caso futebol não é guerra mas como se faz para que o fã brasileiro consiga “engolir” que sua seleção adulta vai levar até a imortalidade a mágoa de ter tido um treinador estrangeiro, por incrível que pareça argentino !!

Foi então que a CBD convida o Palmeiras para representar o Brasil num dos jogos da estréia do Estádio Mineirão perante o Uruguai, comemorando também mais um Aniversário do Grito de Ipiranga.

Os verdes da Av. Turiassu de Sampa tinham ganho a nomeação de “Academia” do jeito que também conhecia-se o vizinho do Independiente de Buenos Aires, Racing Club de Avelhaneda que ia obter a Libertadores ’67 perante o Nacional de Montevidéu, e a Taça Intercontinental desse ano perante o Celtic de Glasgow no Estádio Centenario da capital uruguaia vencendo-o de 1 x 0 com gol do “Chango” Cárdenas, com quase todos os uruguaios querendo a vitória dos européios.

Essa grande responsabilidade de comandar a seleção brasileira adulta ia cair acima do treinador argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez (1918-1999) que pela primeira e única vez no histórico dos hoje também “únicos” PENTA ia ficar na frente dos “canarinhos” como treinador principal numa partida só.

Mínimo o Filpo Núñez trouxe o sucesso no jogo e sua chefia vai se lembrar com carinho pelos torcedores dos verdes da Palestra Itália mas quem sabe pelo resto do Brasil ?

Esse timaço feito seleção teve muitos grandes jogadores que brilharam nos gramados do mundo inteiro podendo conferir a lista á partir de agora.

Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia Julinho Botelho ( foi substituido por Germano que deu uma das três furadas na rede uruguaia ), Servílio, Tupãzinho e Rinaldo ( os dois últimos completaram o marcador com um gol cada )

Dos clubes grandões do Brasil o Filpo Núñez acabou treinando alguns desses ícones sendo que no Rio foi responsável pelos treinos cruzmaltinos, na terra dos doces mais saborosos do Cruzeiro, e em Sampa ficou envolvido com a história os donos dos Estádios Oswaldo T. Duarte (Canindé) e Alfredo Shuring do Timão.

Quanto tem a ver com a historia uruguaia dessa partida, tivemos que ler algumas edições do Jornal El Día de Montevidéu que no decorrer desses dias teve comentários vários nascidos da “pena” do jornalista M. Amaral que ajudaram-nos nesta matéria.

O fim de semana anterior da partida e logo dos jogos do domingo do Campeonato Uruguaio, os jogadores que tinham sido escolhidos pelo treinador Juan López ( único sobrevivente do Maracanaço também com treinador ) deram um pulo até a Clínica do Estádio Centenario para verificar sua “saúde” e confirmar sua presença no Mineirão.

Essa parte ficou por conta do médico Roberto Masliah que vistoriou tudo.

O dia 6 de setembro iam viajar para Belo Horizonte saindo do Aeroporto Internacional de Carrasco rumo á Ezeiza (Buenos Aires) ás 10:30 da manhã num vôo da Aerolíneas Argentinas para logo decolar ás 13 h com destino ao Aeroporto O Galeão do Rio de Janeiro chegando lá por volta das 20:45.

Na hora que tudo parecia andar acima dos trilhos os Certificados de Vacinação da delegação foi a travação para continuar a percorrida de ônibus rumo ao Aeroporto Santos Dumond.

O Ministerio da Saúde do Brasil “incomodou” aos uruguaios reclamando esses tais certificados que nunca tinham viajado para o Brasil porém após uma hora de “brigas” dos funcionários da embaixada e o gentleman carioca, Dom João Havelange, resolveu-se tudo.

Poderia acontecer uma outra coisa com Dom João por perto ?

A seleção uruguaia foi recebida pelos torcedores e funcionários da embaixada uruguaia no Rio, além dos jornalistas brasileiros que esperam-na ansiosos. O Sr. Raul Lastra viajou como Gerente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF ), sendo os delegados, o Sr. José P. Canil (clube Cerro) e o Juan A. Ramos.

Os mágicos do lado do gramado que sempre acabam dando um jeito com suas massagens e água benta foram o Carlos Abate (Cerro) e Dante Cocito (Peñarol).

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