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AC Milan: Magia brasileira, experiência italiana

23.05.2007
 
AC Milan: Magia brasileira, experiência italiana

AC Milan: Magia brasileira, experiência italiana

AC Milan 2 – Liverpool FC 1 Clube britânico ameaçou por instantes repetir o feito de há dois anos atrás mas durante os 90 minutos, a grande experiência do AC Milan brilhou, tornando um dos plantéis mais velhos (em termos de idade) mais hábil, melhor posicionado e mais frio, ao longo do jogo. 7º titulo da Liga dos Campeões merecido pelo AC Milan.

Inzaghi 45’, 82’ Kuyt 89’

Aos 22´, com o jogo a percorrer o campo como um yô-yô, Stephen Gerrard deveria ter feito melhor – tinha a bola aos pés no limite da área e em vez de tentar criar espaço, rematou por cima. Quatro minutos mais tarde, seu colega Alonso rematou ao lado a cinco metros da grande área: Liverpool dominou a primeira parte, sendo capaz de colocar jogadores rapidamente na defesa atrás da bola e proferindo ataques rápidos e incisivos que não tinham problemas em chegar à área milanesa.

Porém o último reduto dos italianos tinha uma muralha composta por Nesta e Maldini, dois experientes centros, e atrás deles, a torre do brasileiro Dida. Incólumes, como gelo, desfizeram os furacões que a equipa de Benitez ia semeando.

A experiência do AC Milan foi crucial no primeiro golo: a equipa conseguiu estancar a pressão inglesa e aos 43’, Kaká sofreu falta de Alonso na linha da grande área (22 metros do golo). O livre de Pirlo sofreu uma deflexão de Inzaghi. 1-0 mesmo no final da primeira parte.

O treinador Carlo Ancelotti deve ter dito aos seus jogadores no intervalo para controlarem o jogo e apostar no contra-ataque, com quase onze homens sempre atrás da bola. Foi isso que aconteceu e ao Liverpool FC, não restaram quaisquer espaços para penetrar.

Rafael Benitez fez entrar Kewell por Zenden aos 58’ mas o efeito imediato foi um livre para AC Milan no limite da área. Pirlo atirou por cima. Gerrard ameaçou duas vezes, aos 62’, sozinho frente ao Dida, que fez uma belíssima paragem da bola, e aos 71’, quando o número 8 inglês atirou ao lado.

Com o jogo congelado, os dois treinadores tentaram algo: Benitez fez entrar o avançado gigante Peter Crouch, substituindo o argentino Mascherano aos 77’ e Ancelotti respondeu com uma troca, o georgiano Kaladze por Jankulovski. Logo a seguir, aos 79’, Inzaghi se encontrou frente à baliza com a bola aos pés, mas ficou tão surpreendido pelas facilidades concedidas pela defesa do Liverpool que deixou passar o esférico por entre as pernas, quando poderia ter enterrado o jogo.

Porém, tinham passado três minutos quando Kaká fez um belo passe da direita e Inzaghi, controlando a bola com uma perícia, frieza e calma próprias aos seus 33 anos, lidou com Pepe Reina como se duma tourada se tratasse, passando-o e rematando dum ângulo difícil para fazer o 2-0.

Liverpool respondeu: Crouch forçou o Dida a intervir aos 85’ e aos 87’, Kewell conseguiu o canto que resultaria no golo da formação britânica, depois de Benitez interromper o lance com a substituição de Finnan por Arbeloa. Kuyt converteu o canto de cabeça, reduzindo para 2-1.

Gilardino rendeu Inzaghi, Favalli substituiu o Seedorf mas desta vez o Liverpool nem tinha pernas, nem ideias, para virar o resultado aos veteranos da AC Milan. Benitez tentou pouco demais, tarde demais e a noite e a época pertencem, com justiça, à formação italiana.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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