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FIFA: Criméia não afeta Copa

23.03.2014
 
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Por ANTONIO CARLOS LACERDA

 ZURIQUE/SUIÇA - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou a chance de a Rússia perder o direito de sediar a Copa do Mundo de 2018 por causa da crise política com a Ucrânia. Segundo o presidente da Fifa, não existe Já menor chance de a Rússia perder o direito de organizar a Copa do Mundo de 2018 em função da crise política com a Ucrânia derivada da região da Crimeia -anexada pelos russo. "A Copa do Mundo, em votação, foi concedida à Rússia. Vamos seguir adiante com nosso trabalho", disse o dirigente máximo do futebol mundial.

 

Blatter fez questão de lembrar que o ministro russo dos Esportes e presidente do Comitê Organizador do Mundial 2018, Vitaly Mutko, é membro do Comitê Executivo da Fifa.

 

Há duas semanas, dois senadores do Partido Republicado dos Estados Unidos enviaram uma carta a Blatter pedindo sanções à Rússia por causa de seu envolvimento na crise política vivida pela Ucrânia, segundo o diário "The Wall Street Journal". Mark Mirk (Illinois) e Dan Coats (Indiana) cobram que o país presidido por Vladimir Putin seja excluído da Copa do Mundo no Brasil, a partir de junho, e também não sedie o evento em 2018.

 

Citando o estatuto da Fifa quanto à proibição de preconceito contra qualquer nação baseado em origem política ou étnica, os dois parlamentares citam um precedente feito pela entidade magna do futebol mundial quando não deixou a então Iugoslávia participar da Eurocopa-1992 e da Copa-1994.

 

Sobre as informações publicadas a respeito do pagamento de dinheiro ao ex-vice-presidente da entidade Jack Warner, de US$ 1,4 milhão, em troca do apoio à candidatura do Catar como sede da Copa de 2022, Blatter preferiu não tecer comentários.

 

Na reunião do Comitê Executivo, ficou definido, por outro lado, que o presidente da Fifa visitará o país asiático antes da Copa do Mundo de 2014. A ideia é de que a entidade pode ajudar a melhorar as condições trabalhistas no Catar. Além disso, foi divulgado o balanço financeiro da entidade em 2013, que fechou com saldo positivo de US$ 72 milhões (R$ 167 milhões).

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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