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FC Barcelona lança sua «PENYA» em Montevidéu

22.09.2008
 
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FC Barcelona lança sua «PENYA» em Montevidéu

Da mão do Lic. Pablo Martínez Kinder destaque de uma reportagem que ainda está na net como Presidente da Liga Uruguaia de Basquete e parte da Diretoria do Club Nacional de Football de Montevidéu, o F. C. Barcelona, bem mais conhecidos no ambiente como os «culés» acabou de lançar na capital uruguaia sua «PENYA BARÇA» - Héctor Scarone.

Uma política que repete se e também desenvolve o Real Madrid nesta capital tendo como plataforma o Colégio Cervantes, localizado apenas quatro quarteirões do Estádio Centenario e tendo como imã o ex jogador internacional uruguaio José Emilio Santamaría que foi parte de uma turma de sucessos vestindo a camisa «creme» do time do bairro Chamartín, antigo nome do Estádio Santiago Bernabéu.

Apenas dois dias depois deste lançamento feito pelo Barça no Muséu do Futebol uruguaio, localizado na parte exterior da Arquibancada Olímpica do Estádio Centenario e quase na frente, no Estádio Luis Mendez Piana, propriedade do Clube Sportivo Miramar Misiones houve mais um «lançamento madrilista» sem balcão e microfones embora com professores e muitos moleques vestindo o uniforme esportivo azul do Colégio Cervantes andando e brincando pelo gramado sendo o fundo das imagens da tevê no decorrer das reportagens aos destaques adultos do evento.

Mas o alvo desta matéria continua sendo o «Barça» e não o «Madrid».

A «clássico» dos grandões do futebol espanhol joga mais uma edição na rodada «Montevidéu», cidade sede da primeira Taça do Mundo em 1930 mas os «culés» gritam o primeiro gol de placa pois mesmo tendo tido alguns eventos anteriores organizados pelos espanhóis da capital tentando divulgar seu MKT, nunca acabou atingindo tantas pessoas envolvidas no ambiente do futebol. Foi uma comemoração bem mais chique, do jeito que os catalães costumam mostrar que são destaque industrial na Europa.

Foi na segunda 8 de Setembro no eixo das 19 h que ouviu-se o apito inicial da cerimônia no Muséu do Futebol, ainda contornado pelo cheirinho das façanhas e glórias acontecidas nesse Estádio nem só do futebol «charrua» senão dos times argentinos do bairro portenho Avellaneda, Independiente obtendo uma Taça Libertadores e Racing a Intercontinental perante o Celtic de Glasgow, as duas no decênio de 1960.

Também os brasileiros do Mengão tiveram seu dia «H» no Centenario, arvorando o caneco da Taça Libertadores 1981 perante os camisa «laranja» do deserto de Atacama de Chile, que nesses dias estavam no topo da onda, o Cobreloa. Cento e cinqüenta pessoas participaram do evento e conseguiram «matar» os nervos dos organizadores que tinham dúvidas quanto a lotação que poderia alcançar a festinha montevideana dos culé.

Os destaques que participaram do evento foram o Presidente e Secretário da «Penya» de Buenos Aires «Nicolua Casaus». O próprio Presidente da «Penya», Sr. Alberto Calloggero que na «Trobada de Casales» feita em Santiago de Chile em 2007, tinha «assinado» o compromisso de viajar para Montevidéu na hora do lançamento da «Penya» nesta cidade.

Mais um vindo da Grande Buenos Aires foi o representante do Futbol Club Barcelona de Argentina, «Junior Luján», Sr. Daniel Vitali. Não ficaram fora do evento, representantes do Departamento de Turismo da Prefeitura de Montevidéu, o Presidente do Defensor Sporting Clube de Montevidéu, Sr. Fernando Sobral, Diretoria do Panathlon Clube de Montevidéu, familiares do ex futebolista Héctor Scarone, jornalistas, sócios do Casal Catalá (instituição de cunho social que trabalha em prol de tudo quanto é catalão), familiares e amigos.

Segundo os organizadores foi muito grato encontrar o Alcides «Cacho» Silveira, ex futebolista que nasceu no Sudamérica de Montevidéu, logo acrescentou sua fama no Independiente da Argentina e conseguiu vestir a camisa do Barça no período 1962-1963, além de ter participado nas Classificatórias para Inglaterra 1966 com a camisa celeste.

Quanto aos uruguaios que jogaram no Barça, não foram muitos na história mas o Julio Benítez, ex jogador do Racing Clube de Montevidéu foi um dos privilegiados também no decênio de 1960 e tendo falecido faz muitos anos, foi representado nesta reunião pelo irmão.

Aliás, essa turma da famosa «Escolinha» do Racing, que segundo o pai deste correspondente, torcedor da alviverde do bairro Sayago, carimbou o estilo «jogo bonito» do futebol uruguaio dessa época, tinha mais um Benitez como meia, tão conhecido como «Lalo» que os jornais as vezes colocavam o apelido dele esquecendo o nome.

Um «leão» de Maracanã 1950, Julio «Pata Loca» Pérez, teve como berço o time de Racing sendo talvez o maior destaque da gema do clube. Mais logo houveram mais alguns famosos como o guardião Ladislao «Chiquito» Mazurkiewicz, Julio César «Cascarilha» Morales e Rodolfo Ariel Sandoval que foram parte daquela turma que acabou conseguindo a quarta vaga na Taça do Mundo no México 1970.

Mais logo chegaram o centro-avante Fernando «potranco» Morena que tinha iniciado sua carreira como ponta esquerdo e um outro guardião como o Carlos Arias, os dois Campeões de América e do Mundo com o Peñarol 1982.

Encerrando a lista de jogadores que vestiram a camisa culé, o Martin «Careca» Cáceres ainda o faz mas acabou não participando desta reunião pois estava concentrado para o jogo de Uruguai perante Equador em Montevidéu de olho nas Classificatórias rumo á África do Sul 2010.

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