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Com carimbo uruguaio - Sofrendo Uruguai ganha última vaga na África do Sul 2010

20.11.2009
 
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Com carimbo uruguaio - Sofrendo Uruguai ganha última vaga na África do Sul 2010

Após a vitória no Estádio Saprissa da cidade de San José de Costa Rica, Uruguai consegue empate com sufoco perante os «ticos» costarriquenses 1 x 1 no Estádio Centenario de Montevidéu e ganha a 32ª vaga na Taça do Mundo África do Sul 2010. Vai ser a 11a participação charrua no maior evento do futebol mundial.

Uruguai junto com o Brasil, são as únicas seleções Sul-Americanas em participar das Taças do Mundo Sub-17 na Nigéria 2009, Sub-20 no Egito 2009 e agora Adulta na África do Sul 2010, que talvez reflitam um processo de trabalho que o Brasil dispõe faz muito tempo mas Uruguai vem montando muito devagar de olho no futuro.

Uruguai acabou participando em dez Taças do Mundo a partir da primeira edição na qual foi anfitrião em Montevidéu inaugurando em 1930 o mesmo Estádio Centenario que ontem foi palco para o jogo uruguaio perante os ticos, vencendo naquela oportunidade á seleção peruana 1 x 0.

A segunda participação foi em 1950 conquistando o maravilhoso Maracanaço tendo na frente a seleção do Brasil que mudou as cores para verde-amarela pelo insucesso desse evento perdendo da final perante os celestes de 2 x 1 suportando uma virada e quanso Brasil precisava apenas o empate para arvorar o caneco de Campeão.

Por enquanto, Uruguai com duas participações nas Taças do Mundo, tinha conquistado dos títulos de Campeão nesses dois evento que só conseguiu atingir a seleção da Itália em 1934 e 1938 como anfitriã e na França, evento que Uruguai desistiu participar tendo grandes chances de continuar nesse roteiro de sucessos que tinha começado em 1930 e continuado em 1950. Por enquanto sanduíche com fatias italianas com pão uruguaio nas quatro primeiras Taças do Mundo.

Em 1954, Uruguai ia conquistar a quarta vaga, perdendo o invicto nas Semis nas Taças do Mundo desde o primeiro jogo perante os incaicos em 1930. Segundo os veteranos uruguaios, a melhor seleção uruguaia da história. Alemanha arvorou o caneco de Campeão pela primeira vez.

1958, na Suécia, ia marcar a primeira ausência uruguaia, perdendo a classificação na primeira Classificatória Sul-Americana perante os paraguaios (pois até a versão 1954 tinha participado como Campeão) e dando o início para o Penta da «canarinha» com a estréia do Edson Arantes do Nascimento (Pelé) com 17 anos.

1962, no Mundial de Chile, Brasil ia repetir o título, se posicionando bem para conquistar em propriedade a famosa Taça Jules Rimet com duas conquistas assim como Itália e Uruguai, que nesse evento cis-andino, não ultrapassaria a primeira fase.

Em 1966, na Inglaterra, Uruguai inaugurou o evento perante os anfitriões empatando 0 x 0 no Estádio de Wembley. O moçambiquenho, «naturalizado português», Eusébio ia ganhar brilho nas Taças do Mundo nesse evento e o Pelé alvo das travas dos rivais sem piedade. Foi em 1966 que o mundo assistiu a uma das maiores vergonhas do futebol até essa data. Nos jogos das Quartas, Uruguai do goleiro Ladislao Mazurkiewicz, do meia Nestor «Tito» Gonçalvez e do artilheiro logo palmeirense Héctor «Lito» Silva jogou perante a Alemanha do «Kaiser» Beckembauer com árbitro inglês e a Argentina do centro avante Luis Artime (bem conhecido no Palmeiras do Brasil á partir de 1967), perante a Inglaterra do Bobby Charton com árbitro alemão. Os europeus saíram vitoriosos com arbitragens que prejudicaram com extrema clareza aos Sul-Americanos. Os ingleses conseguiram a Taça do Mundo nessa edição.

Em 1970, ainda com dezesseis participantes, Uruguai ia ficar mais uma vez com a quarta vaga perdendo a chance de progredir na Final perante o Brasil 3 x 1 que acabou dando uma virada no resultado conquistando o empate no finalzinho do primeiro tempo e mudando o evoluir do jogo. As Semis foram uma maravilhosa vitrine para o evento em si próprio pois três dos quatro membros dessa grade tinham dois canecos ganhos faltando apenas um para conquistar a Taça Jules Rimet em propriedade levando-a nas vitrines da Associação Uruguaya de Football, Federazione di Giocco Calcio ou na Confederação Brasileira dos Desportos que acabou sendo o destino final assim que Brasil derrubou a Itália de Borissegna 4 x 1 num jogo que nem sequer tingiu-se final de nada. Foi a última grande participação uruguaia que nessa época foi julgada como ruim pela imprensa charrua. O treinador foi o cordobês argentino, naturalizado uruguaio, Juan Eduardo Hoberg que como jogador foi o grande destaque na Taça do Mundo Alemanha 1954, chutando uma bola nas Semis que ia vencer a Hungria no final do tempo reglamentar (até esse instante 2 x 2) e na hora que tudo o mundo percebeu que o chute raso ia furar a rede magiar e começavam comemorar o gol, a bola foi amarrada pelo lodaçal na linha de fundo no centro do gol. Logo com jogadores machucados, titulares importantes fora do jogo, os húngaros iam vencer os uruguaios em tempo suplementar 4 x 2. Ainda ouço emocionado com voz rouca e estrondosa ao narrador uruguaio que ainda arrepia minha pele, Don Carlos Solé, narrando os gols do Hoberg nesse jogo, repetindo uma e mil vezes...gol uruguaio, gol uruguaio, Hoberg, Hoberg, Hobeeeerg empatando o jogo logo ter começado 0 x 2.

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