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Brasil quer deixar de ser freguês do México

20.06.2013
 
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Após se dar bem na estreia da Copa das Confederações (3 a 0 sobre o Japão), o Brasil busca espantar seus medos hoje, a partir das 16h, contra o México, no Estádio Castelão, em Fortaleza. O jogo vale muito mais do que a possível classificação antecipada - se vencer e a Itália não perder para o Japão, a Seleção do técnico Luiz Felipe Scolari já garante a vaga na semifinal. O México tem sido a pedra no sapato da equipe verde-amarela.

Thiago Silva

No ano passado, o sonho de conquistar a inédita medalha de ouro olímpica se tornou pesadelo após derrota (2 a 1) para o rival, em Londres, na decisão. Neymar, Oscar, Hulk e Thiago Silva, entre outros, estavam naquele time.

O confronto na capital inglesa não foi o único que o Brasil assistiu aos mexicanos comemorarem. Em dois dos três encontros dos times em edições da Copa das Confederações, o México levou a melhor, com vitórias em 2003 (1 a 0) e 1999 (4 a 3) - a última, inclusive, foi a final. O único jogo que o Brasil venceu foi na de 1997, por 3 a 2.
Os resultados negativos nos últimos 15 anos aumentam com as vitórias mexicanas nas edições da Copa América de 2001 (4 a 3) e 2007 (2 a 0).

Para o atacante Hulk, será uma partida muito complicada para os brasileiros saírem com os três pontos. "Tive a felicidade de estar nos Jogos Olímpicos em Londres. É uma grande equipe, mostrou belo futebol, infelizmente não conseguimos vencer. Foi frustrante, queríamos a medalha inédita. Então, sabemos da seleção que vamos enfrentar amanhã (hoje) e temos consciência de que é forte time", frisou.

Oscar assegurou que o confronto na Inglaterra foi o pior de sua carreira pela Seleção. "Mas também venci o México em uma semifinal de Mundial Sub-20. Perdi na Olimpíada, mas a gente sabe que o time é muito bom, está crescendo e bem", ressaltou.

Segundo o zagueiro David Luiz, os mexicanos aprenderam como se comportar diante do Brasil. "É uma equipe que tem jogadores de grande qualidade, sabem enfrentar o jogo brasileiro. Tiveram sorte e competência em partidas no passado contra a gente. Tenho certeza de que vão nos respeitar, como os respeitamos, mas vão querer ganhar, a exemplo de nós", destacou.

Para evitar outra surpresa hoje, o comandante brasileiro revelou que recebeu dossiê do México e prevê que o rival será muito melhor que o Japão. "É uma proposta de jogo bem diferente, o esquema tático também. Se não trabalharmos a bola rapidamente, teremos muitas dificuldades", destacou o treinador, que vai manter a equipe da estreia.

Felipão diz que viagens pelo País são um inferno
O técnico Luiz Felipe Scolari chamou de 'inferno' a peregrinação da Seleção Brasileira pelo Brasil na Copa das Confederações. Ele criticou o assédio do torcedor a todo instante, os pedidos que chegam à comissão técnica e os mandos e desmandos do COL (Comitê Organizador Local) e da Fifa. Também reclamou que seu time não tem lugar fixo para treinar, uma casa, e que isso provoca desgastes e dificuldades.

"Em 2002, era fácil porque era fora do Brasil. Aqui é um inferno. O grande problema do Brasil na Copa é ter a competição no País. Era muito mais fácil jogar lá fora", disse o treinador no programa Bem, Amigos!, do SporTV.

Por outro lado, Carlos Alberto Parreira também condenou as condições oferecidas ao grupo, como os ônibus com vidros escuros, impedindo contato melhor com o torcedor. "Não fomos nós que pedimos ônibus com vidros escuros, que o torcedor não consegue sequer dar um tchau para os jogadores. Essa condição nos foi imposta", disse o coordenador técnico.

Felipão foi o primeiro a pedir que o povo brasileiro abraçasse a Seleção. Ele pretende mudar algumas regras do COL e da Fifa para estreitar o relacionamento de agora em diante.

Muito provavelmente os treinos do time deverão ser abertos - não todos -, mas pelos menos um deles, e com a participação maior do público nos locais.

A comissão técnica espera com ansiedade pela reforma da Granja Comary, no Rio, onde pretende se fechar com o elenco para a Copa do Mundo. "Precisamos ter uma casa para treinar e, assim, trabalhar melhor. Aí não tem melindre", destacou o treinador.

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