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O inferno para Weinstein, Obama e os Clinton

16.12.2017
 
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O inferno para Weinstein, Obama e os Clinton

O Presidente Donald Trump havia prometido limpar os estábulos de Augias. Foi exactamente o que começou em Hollywood com o escândalo Weinstein. Por sua iniciativa ou simplesmente com o seu apoio, os principais magnatas de Hollywood estão em vias de cair levando na sua queda os puritanos do Partido Democrata. Colocado no contexto político dos Estados Unidos, este assunto precede uma operação similar que será lançada contra Silicon Valley e terminará no Calexit.

Alfredo Jalife-Rahme

 

Harvey Weinstein tinha brilhado aquando das campanhas dos dois Clinton e de Barack Obama, e angariou enormes somas para o Partido Democrata.

Não é um assunto menor. Hollywood, um dos principais feudos de poder nos EUA, com os seus hábitos eróticos subterrâneos acaba de sofrer um assalto simultâneo do New York Times [1] e do New Yorker.

Resumindo, este mega-escândalo sexual envolvendo um lendário produtor de cinema, reportando a 64 mulheres violadas ou assediadas durante cerca de meio século, é muito conveniente para Trump, o qual quase perdia a investidura do Partido Republicano por causa da sua mão atrevida com as damas; e causa grande dano ao Partido Democrata para o qual Hollywood é uma espécie de bosque sagrado; isto emporcalha ao mesmo tempo os Clinton (Bill, Hillary e a sua filha Chelsea) e o casal Obama.

Embora pouco bruto, Harvey, de 65 anos, atacou estrelas, desde Jane Fonda e Angelina Jolie até Gwyneth Paltrow, que guardaram um silêncio corporativo muito estranho até que a actriz Rose McGowan teve a coragem de destapar as bíblicas Sodoma e Gomorra que são os reinos hollywoodescos onde reina Weinstein.

Rose Mc Gowan não se coibiu de assinalar que o patrão da Amazon e filantropo, Jeff Bezos (o homem mais rico do mundo, com quase 90 mil milhões de dólares), que é proprietário do Washington Post, é um bastião de protecção para a pedofilia; ela viu imediatamente a sua conta do Twitter censurada. E, ele tinha ganho um Óscar, em 1999, pelo seu Shakespeare Apaixonado; Ele tinha brilhado durante as campanhas de Clinton e Barak Obama, e recolhido somas enormes de fundos para o Partido Democrata.

Tudo isso parece uma vingança divina para Trump, tão duramente atacado por Hollywood. De facto, o escândalo ajuda-o, e Steve Bannon, mais "trumpista" que o próprio Donald, vê o seu sítio Breitbart.com atingir uma popularidade frenética. Mas há qualquer coisa que não bate certo : as infâmias dos «perversos em série» foram reveladas pelo New York Times, que é praticamente o órgão oficial do Partido Democrata, e onde a cabala de George Soros goza de uma influência colossal.

Tratar-se-ia então de "fogo amigo"? Ou, melhor, de um ajuste contas entre grupos israelo-americanos, na altura em que entram em colisão os interesses do duo Netanyahu / Adelson, os máximos aliados do supremacismo trumpista, e os de Soros, o mais anti-trumpista no mundo, de quem um dos vassalos no México exigiu o assassínio público de Trump?

Isso revelaria um ajuste de contas sangrento no cerne do liberalismo israelo-americano, onde se vê mesmo Bob, irmão e sócio de Harvey Weinstein, reclamar a sua liquidação, de forma canibalesca ? Ou, uma ferida sangrenta no seio do grupo Soros? Em breve se saberá.

A depravação sexual de Hollywood, exposta desde há mais de cinquenta anos e ligada às máfias do poder, não é uma novidade. Agora ela emprega o seu outsourcing, a sua deslocalização, na medida em que é indissociável do mundo financeiro (os investimentos cinematográficos), do entretenimento e da informação, tanto quanto do domínio político.

Já em 1959, o cineasta maldito e escritor controvertido, Kenneth Anger, havia publicado Hollywood Babylon, espalhando os mais sórdidos segredos deste meio, ao ponto de ser interdito nos EUA, o que violava a primeira Emenda da Constituição dos EUA; O livro tinha então sido levado para fora e publicado em França. Vinte e cinco anos mais tarde, o mesmo Kenneth Anger publicava Hollywood Babylone II, que cobria o período dos anos 1920 até aos anos 1970. Ele tentou, em seguida, publicar um Hollywood Babylon III com uma vasta investigação sobre as depravações de Tom Cruise e da Igreja da Cientologia. Mas parece ter sido travado pelo medo de ser assassinado.

Em suma, a lenda paleo-bíblica de Sodoma e Gomorra assemelha-se a um conto de fadas quando em comparação com o nojento Hades hollywoodiano, do qual Harvey Weinstein está em vias, sem a menor intenção, de levantar o véu.

Alfredo Jalife-Rahme

Tradução 
Alva

Fonte 
La Jornada (México)

Fonte : "O inferno para Weinstein, Obama e os Clinton", Alfredo Jalife-Rahme, Tradução Alva, La Jornada (México) , Rede Voltaire, 14 de Dezembro de 2017, www.voltairenet.org/article198998.html

 


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