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"Pan consolida integração na segurança pública", diz secretário

16.08.2007
 
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"Pan consolida integração na segurança pública", diz secretário


"Pan consolida integração na segurança pública", diz secretário

O saldo do conjunto das ações do governo federal nos Jogos Pan-Americanos foi extremamente positivo. Em destaque, ficou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública, além da herança para o Rio de Janeiro de moderno aparato tecnológico de combate à violência. Em entrevista para o Em Questão, o Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, 48 anos, comenta o desempenho da sua área no evento, assim como as próximas ações da pasta.


Em Questão - Como funcionou o sistema integrado de segurança mobilizado para os jogos Pan-Americanos?


Luiz Fernando Corrêa - O sistema integrado decorreu da política do governo federal nos últimos três anos, que estabeleceu nova relação com os estados e municípios e também com as instituições de segurança pública de cada uma dessas esferas. Isso permitiu que as instituições federais, estaduais e municipais da área de segurança pública atuassem de forma integrada no centro de operações de segurança da competição.


EQ - Em termos de segurança, qual o legado tecnológico que o governo federal deixará para o Rio de Janeiro?


L.F.C - Pensado também para o período pós-jogos, o legado consiste no monitoramento da cidade com 900 câmeras novas e instaladas, que somadas às já existentes dão cobertura muito ampla à cidade. Ela ficará também com sistema de radiocomunicação moderno, criptografado, digital, que é seguro para todo o sistema de segurança e não só para as duas polícias, mas também para o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal. O Rio ficará ainda com central de inteligência que o coloca em destaque na América do Sul, pois é a maior dessa natureza montada na região, com o mesmo nível tecnológico da Polícia Federal.


EQ - Além do legado tecnológico, quais os demais equipamentos que ficarão com o Rio de Janeiro?


L.F.C - O Rio de Janeiro também receberá viaturas. Algumas delas são especiais, como um ônibus refeitório para o policiamento ostensivo e unidades móveis que atuam como delegacias. Também ficarão na cidade veículos onde atuarão unidades de comando e controle para grandes eventos ou para atuações regionalizadas, além de motos e equipamentos de proteção individual (coletes, capacetes e armamentos). Mas, de todo o legado, o mais significativo é a capacitação dos agentes públicos no manejo dessas tecnologias, além da integração entre as instituições no estado do Rio de Janeiro.


EQ - Foram desenvolvidos oito programas sociais dentro do plano de segurança. Qual era o objetivo desses programas?


L.F.C - O objetivo principal desses programas foi o de aproximar o cidadão da questão da segurança pública. Dentro desses projetos, há a polícia comunitária, por exemplo, com o objetivo de fortalecer os atores sociais locais. Desenvolvemos dois programas de capacitação de jovens, que atuaram durante as competições como guias cívicos e brigadas socorristas em apoio ao trabalho dos bombeiros e da Defesa Civil. Além disso, foram instalados núcleos de mediação pacífica de conflitos para fortalecer a idéia de comunidade dentro das favelas do Rio de Janeiro.


EQ - Há demonstrativos sobre queda nos índices de violência durante a competição?


L.F.C - Contatos preliminares com as unidades de polícia indicaram redução sensível nas ocorrências policiais e no perfil desses registros. O que nós tivemos como marcante nesse período foi sensação de segurança espontânea por parte da sociedade e isso só acontece quando há percepção da atuação do serviço da segurança e, também, da redução das ocorrências de casos de violência.


EQ - Que lição os Jogos Pan-Americanos deixam para o País em termos de ação conjunta entre os três níveis de governo para o combate à violência urbana?


L.F.C - Consolida o conceito de Sistema Único de Segurança Pública, que é a integração entre as três esferas no enfrentamento da violência e da criminalidade, não só no aspecto repressor, mas também no preventivo.


EQ - Com as ações promovidas anteriormente pelo País e agora com o Pan, o Ministério da Justiça já tem como avaliar o trabalho da Força Nacional de Segurança Pública?


L.F.C - A Força Nacional teve seu maior desafio nos Jogos Pan-Americanos. O mais expressivo efetivo foi mobilizado e ela demonstrou qual é o seu papel, que é o de uma força não federal e sim, de cooperação federativa. Nós tínhamos evento de repercussão internacional, a ocorrer no Rio de Janeiro, e as demais unidades da Federação liberaram efetivos para que ele transcorresse com tranqüilidade.


EQ - Quais experiências a Secretaria Nacional de Segurança Pública acumula agora depois da atuação no Rio de Janeiro?

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