Pravda.ru

Desporto

Jorge «Traça» Da Silva na procura do Unicaço, do Bi e das Semis da Libertadores

16.06.2009
 
Pages: 1234
Jorge «Traça» Da Silva na procura do Unicaço, do Bi e das Semis da Libertadores

Jogador da última seleção uruguaia Campeã Sul-Americana Sub-20 em Equador 1981, primeiro «Pichichi» uruguaio na Espanha, treinador campeão uruguaio com o Defensor Sporting 2008 e vai na procura do Bi-Campeonato uruguaio e mais uma façanha perante o Estudiantes na Libertadores no Estádio Único da cidade de La Plata.

PRAVDA: Chuta o CV como jogador e treinador?

TRAÇA: Na era jogador, comecei aqui no Defensor em 1980, logo foi a vez do Valladolid da Espanha em 1982; em 1985 fui para o Atlético de Madrid ficando dois anos; de 1987 até 1989 no River Plate argentino, daí para Colômbia no América de Cali ficando até 1995. Nesse ano 1995 tive apenas 5 meses no Millonarios da Colômbia e voltei para Uruguai no Defensor Sporting em 1998 até me «aposentar». Em 1999 deu início minha era treinador também no Defensor Sporting nas Categorias de Base; em 2000 sou o treinador do Liverpool de Montevidéu; 2001 até 2003, na Associação Uruguaia de Futebol, como treinador adito do Víctor Pua na seleção adulta até a Taça do Mundo Coréia-Japão 2002 e daí para frente como treinador e Coordenador Geral de todas as seleções uruguaias fora á adulta. De 2005 para frente mais uma vez no Defensor Sporting até hoje.

PRAVDA: Sendo ainda novo naquele Defensor (hoje Defensor Sporting) compartilhou a concentração com campeões do mundo como Pablo Forlan e Heber Mastrángelo mesmo que no trecho final da carreira profissional. O que conseguiu absorver deles como jogador?

TRAÇA: Foi muito importante para mim. Era muito novo ainda mas ter tido a possibilidade de participar de uma turma com jogadores com muita experiência e qualidade como Pablo, como Heber, fora que ele ficou muito pouco tempo conosco, foi extremamente importante para nós aquele apoio que eles nos deram em tudo quanto tinha a ver com o ambiente esportivo e profissional mas acho bem mais importante o apoio humano. Todos aqueles jogadores mais novos tivemos um bom início e poderia ter sido por causa daqueles conselhos desses veteranos.

PRAVDA: De jeito específico, o que é Pablo Forlan para você, que para os torcedores são-paulinos é um herói.

TRAÇA: Me lembro e saliento agora a qualidade humana do Pablo, um cara incrível, muito simples. Na hora que nós começáramos, ele estava muito perto de pendurar as chuteiras e mostrou que tratava-se de uma pessoal extremamente legal, humilde e simples tentando oferecer nem só a contribuição em campo senão fora dos limites sendo uma espelho importante para os mais novinhos da turma.

PRAVDA: Maracanã 1950 – Uruguai Campeão do Mundo...na Alemanha 1954 fala-se que Uruguai ficou quarto mas teve ainda melhor time do que no Brasil 1950. Essa seleção júnior que você fez parte, fala-se que foi a melhor de todas ficando fora das Quartas da Taça do Mundo perante a Romênia em um jogo inesquecível.

TRAÇA: Vamos ver, acho que ninguém gosta salientar os times dos quais tomou parte mas todos aqueles que conhecem de futebol e vieram as seleções uruguaias de base Campeãs Sul-Americanas confirmam que a nossa geração foi um grande time. Ficamos sem conquistar nosso alvo de Campeão do Mundo acho que tendo grande chance pois para mim foi mesmo um timaço.Foi nossa a vitória perante o Qatar com jogadores do plantão que vestiram-se de titulares e tendo ganho nossa vaga nas fase seguinte com antecedência. Logo Qatar ia ser Vice-Campeão do Mundo. Foi uma injustiça, tenha certeza!! Uma tarde terrível perante a Romênia fez que Uruguai ficasse fora dessa Taça do Mundo.

PRAVDA: Após a sua geração, as seleção uruguaia de base não conseguiram arvorar mais um caneco de Campeão Sul-Americano. Porquê?

TRAÇA: Nem sei, inúmeras razões eu acho. Jogadores continuam surgindo e trabalha-se bem nas categorias de base mas os nossos rivais tem progredido bastante, tudo mundo trabalha de jeito organizado. As seleções de Argentina e Brasil, começam trabalhar com moleques de treze e quatorze anos, então na hora que esses jogadores alcançam a geração Sub-20 tem muitas partidas jogadas no decorrer de seis ou sete anos. Porém, nos acabamos sendo rivais desses jogadores com grande experiência. Mas nas últimas participações Uruguai ficou bem mais perto de atingir o objetivo, acabou de classificar para as próximas Taças do Mundo Sub-17 e Sub-20, negócio que só o Uruguai e Brasil conseguiram em Sul-America. Acredito que daqui a poucos anos Uruguai vai conseguir tirar foto de Campeão Sul-Americano mais uma vez.

PRAVDA: Foi parte da turma uruguaia no México 1986. Segundo um famoso jornalista colombiano, tratava-se de uma grande trilha sonora sem maestro regendo-a?

TRAÇA: Essa turma tinha grandes jogadores que na hora que o funcionamento individual ia além do individual, tratava-se de um time importante. Nada deu certinho. Tudo foi muito mal feito e isso fez que acontecesse que uma seleção que tinha possibilidades de conquistar objetivos importantes deixasse passar uma grande oportunidade. Acho que a grande raiva de todos aqueles que fomos parte daquele time foi não ter aproveitado essa grande chance. Mas foi uma seleção com jogadores fora de padrão, em momentos incríveis e jogando na Europa. Na minha opinião, foi uma pena não ter aproveitado essa oportunidade para dar um mergulho na história do futebol uruguaio moderno.

PRAVDA: Quanto acabou «contribuindo» o árbitro francês Joel Quiniou tendo expulso o José «Charlie» Batista no primeiro minuto do jogo perante á Escócia?

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular