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Basquete - de olho no pré-olímpico Las Vegas – EUA 2007

13.08.2007
 
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Basquete - de olho no pré-olímpico Las Vegas – EUA 2007

Tendo completado 57 anos é treinador da seleção uruguaia de basquete faz quatro.

Nasceu como jogador no Montevideo Basket-Ball Club da capital uruguaia mais conhecido no ambiente como o “Vermelho do Mercado Agrícola”, num bairro que respira ar poluído “laranja” pois o caçulo da vizinhança fica contornado pelas maiores torcidas do basquete uruguaio, Aguada e Goes.

Professor do ISEF – Instituto Superior de Educação Física, visitou a Praça Vermelha de Moscou tirando benefício duma Bolsa de Estudos mas não foi ele quem aterrizou com aquele aviãozinho que foi destaque nos jornais do mundo.

Nas categorias de base vestindo a camisa do seu clube do peito acabou ganhando o apelido de “manteiga” e cada bola que ele segurou num ginásio ia ser defendida com raça ficando sua cara da mesma cor dessa camisa, “vermelha”.

Já quase “pendurando as chuteiras” foi parte do time da camisa preta do Clube Neptuno de Montevidéu do lado de dois americanos ótimos como o Boby Root e Michael Grey além do grande cestinha do basquete uruguaio Wilfredo “Fefo” Ruiz, contemporâneo do Oscar Schmidt.

Também é membro da ANEBU – Associação Nacional de Entrenadores ( Treinadores ) do Basquete Uruguaio e após o último torneio Sul-Americano em Caracas, capital venezuelana pegou o avião para México sem voltar para Montevidéu para começar uma outra fase na sua vida esportiva treinando as os “falcões” de México alcançando as Semis no torneio azteca sem grandes jogadores no time.

Na segunda 29 de maio com sensação térmica de zero graus no Cilindro Municipal de Montevidéu deram início os treinos da Seleção tentando esquentar o ambiente para o Pan Rio 2007 e o Pre-Olímpico da cidade de Las Vegas nos EUA.

O último papo mantido ao vivo com o treinador da seleção brasileira Aloísio “Lula” Ferreira aconteceu no Ginásio do clube Atenas de Montevidéu no decorrer do Sul-Americano Cadetes Sub-17 na hora que este correspondente do Pravda marcou o encontro do lado do plantão argentino.

Nessa oportunidade o Lula foi Treinador auxiliar do César Guidetti e o Alberto Espasandín acabava de voltar do México para o casamento do seu filho Nacho.

A partir de agora a reportagem do treinador uruguaio.

1 – Quando e porquê aconteceu tua viagem para a Rússia?

Cheguei em Moscovo no mês de Agosto de 1987 ficando lá até o fim de Fevereiro de 1988. Fiz um curso para treinadores de basquete no Instituto Central da Cultura Física de Moscovo, tendo ganho um bolsa de estudos da Federação Uruguaia de Basquete e o Comité Olímpico Uruguaio e com o Mihail Gorbachov como Presidente a União Soviética dava início a Perestroika.

Algumas semanas antes de nós fazer pouso em Moscovo acavaba de acontecer aquele instante marcante na história da Praça Vermelha pois um aviãozinho tinha feito pouso nela. No Uruguai a maioria da população não conhecia nada dessa União Soviética e tudo quanto falava-se ficava envolvido e tingido duma incrível cor política.

No meu caso foi uma experiência maravilhosa que foi extremamente marcante nestes últimos vinte anos da minha fase profissional além da pessoal.

Consigo me lembrar com muito carinho daqueles que foram meus professores nessa experiência, tendo como grande destaque ao Alexander Gomelski.

Também não esqueço dos tradutores e professores de algumas das matérias que acompanhamos como alunos e que foram oferecidas com grande bonomia por eles.

Esse lugarzinho paradigmático que é a Praça Vermelha marcado pelos fatos históricos do século XX atingiu a turma toda pois visitamos-na com bastante frequência.

O ida e volta constante pela cidade de Moscovo fez com que ficasse apaixonado pelo centro histórico, o Kremlin, o rio Moscovo, os parques, o Metrô com estações feitas obras de arte, pela cidade toda,…fica claro que adoraria voltar.

2 – Assistiu ao Mundial de Basquete que aconteceu em Montevideo 1967 no Cilindro Municipal ?

O quê consegue lembrar daquela Seleção Russa Vice-Campeã agora que treina “sua” Seleção uruguaia nessa quadra ?

Um jogador diferente desse torneio ?

Foste treinador pela primeira vez na vida com apenas 16 anos…nessa época dava atenção á táticas dos rivales ainda como jogador ?

Fui sim. Assisti a cada um dos jogos que aconteceram no Cilindro.

Muitos anos passaram daquele torneio mas num abrir e fechar de olhos consigo me lembrar daquela incrível União Soviética, que treinando minha memória tinha o Polivoda, Paulaskas e um gigante de 2,18 m muito magrinho que juro não lembro seu nome.

Não sou muito alto, com apenas 1,73 m, a única possibilidade que a gente tinha para entrar na quadra envolvía tudo quanto tinha a ver com meus conhecimentos táticos sendo extremamente importante para mim o convívio da profissão de treinador nas categorías de base do Montevideo BBC ou o clube Neptuno com essa de jogador adulto.

Nem só acavaba dando uma analisada no time rival sinão que a aprofundava nessa análise no decorrer da partida e segundo comentários desses jogadores, conseguindo incomodá-los bastante por causa dessas dicas que dava para os meus amigos do time tentando ajudá-los.

3 – Mais para frente no tempo nasceram outros russos famosos como os casos do Arvidas Sabonis, que alcançou a NBA, Komicius, Kurtinaitis ou Alexander Volkov.

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