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Sul-americano de basquete feminino adulto – Seleção uruguaia na procura duma vitória façanhosa em Santiago de Chile

11.08.2010
 
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Sul-americano de basquete feminino adulto – Seleção uruguaia na procura duma vitória façanhosa em Santiago de Chile

A seleção uruguaia feminina adulta de basquete foi despedida na Federação Uruguaia de Basquete no eixo das 19 h da Quinta 05 de Agosto pela Vice Ministra do Ministério de Turismo e Esporte, Sra. Lilián Kechichián, autoridades do basquete e pequena porção da imprensa. A cerimônia foi oportunidade para entrega da flâmula uruguaia que vai receber a aragem santiaguense no decorrer do torneio. Uruguai tem como alvo uma façanha nos Sul-Americanos Femininos Adultos na sua quarta participação, conquistar a primeira vitória após 19 derrotas.

Com amplíssima vantagem da seleção brasileira neste tipo de eventos pois trata-se de uma potência mundial e quase fora do alcance das seleções sul-americanas todas, Uruguai tem um grande alvo no próximo Campeonato de Santiago de Chile 2010, conquistar a primeira vitória depois de 19 derrotas em cachoeira que fizeram que o basquete uruguaio estivesse afastado dos eventos do continente em 28 das 31 edições.

Apenas três participações tiveram a camisa celeste em quadra e infelizmente para os fãs do basquete uruguaio foram inesquecíveis pois as três gerações de mulheres uruguaias receberam um soco acima do outro por conta das rivais.

O roteiro feminino uruguaio no histórico dos Sul-Americanos detalha-se á seguir:

Em 1962, na nona edição na capital paraguaia, Assunção, foi a estréia uruguaia nos eventos, desta vez no Estádio «Comuneros» que tinha sido montado e batizado para o XIV Sul-Americano Masculino Adulto em 1949 que acabou tendo a seleção uruguaia campeã fora que ia segurar a segunda engrenagem daquele TETRA também inesquecível que deu início no Rio de Janeiro 1947, logo veio Assunção 1949, Montevidéu 1953 e Cúcuta na Colômbia 1955, tendo perdido o invicto no último torneio no jogo perante a seleção argentina do famoso cestinha Oscar Furlong.

O nome do Estádio surgiu como iniciativa da Federação Paraguaia de Esportes que montou um concurso aberto para o povão todo pedindo que batizassem o novo Estádio, seja em castelhano ou até guarani que é a outra língua oficial dos paraguaios. Mais ainda, nessa data em cidades importantes como Encarnación, falava-se guarani e os pedidos dos estrangeiros castelhanos não tinham resposta.

Também acabaram sendo batizadas as quatro arquibancadas do estádio feito de madeira tentando fazer bem mais fluente o ingresso do público no interior dele. Por enquanto, as arquibancadas receberam os nomes das três cidades que sediaram os Sul-Americanos que receberam o Paraguai até 1949 e Assunção, que foi sede da quarta participação guarani nos Sul-Americanos Masculinos Adultos, numa época que a camisa oficial dos paraguaios era diferente á listrada vertical alternada branca e vermelha que usa hoje pois foi branca com duas listras horizontais, uma azul e outra vermelha quase abraçando os números. Porém, os nomes das tais arquibancadas foram: Montevidéu (primeira participação nos Sul-Americanos na quadra que houve na Arquibancada Olímpica do Estádio Centenario em 1940), Mendoza – Argentina em 1941 (tendo perdido os jogos todos) e Lima – Peru em 1943, conquistando a primeira vitória até essa data perante a Bolívia.

Fora que a organização daquele Sul-Americano Masculino Adulto em 1949 tentou até alguns dias antes do início do evento ter «cristal» importado dos EUA, não acabaram dando um jeito e uma madeira branca sem aquele desenho do retângulo preto ainda como referência para os arremessos dos jogadores, ia agüentar os rebotes e a sujeira das bolas.

Do jeito que fala o colega José «Pepe» Fernández desde o estúdio da Rádio Universal de Montevidéu a cada oportunidade que os jogos da rodada do basquete uruguaio encerram dando início ao «Quinto Quarto» para o resumo da rodada com os comentários das testemunhas da rádio nas diferentes quadras, «arremessamos a bola» de novo para o ano 1962 pois nesse ano o cristal já era parte do enfeite do Estádio Comuneros e até com retângulo branco aí quase do lado da argola.

A campanha uruguaia nesse ano refletiu assim: 24 de Abril, Chile 61 – Uruguai 18; 27 de Abril, Peru 57 – Uruguai 40; 28 de Abril, Paraguai 75 – Uruguai 29; 30 de Abril, Equador 51 – Uruguai 34; 04 de Maio, Brasil 81 – Uruguai 21; 08 de Maio, Argentina 35 – Uruguai 30.

A turma uruguaia nesse torneio foi a seguinte: Antonia Torres, Eva Jureidini, Mabel Lima, Nita Prato, Olga Torres, Teresa Burgos, Celina Terín, Elizabeth Sarran, Ninoska Machado, Ana Oddone, Irma Perdomo y Sofía Elmasian e o treinador o Washington Cárdenas.

Uma dúzia de anos depois a famosa altitude de 3600 e tantos metros recebeu o XV Campeonato Sul-Americano da categoria, com mais uma atuação fraca das «celestes» que fizeram a estréia o dia 17 de Fevereiro de 1974 perante as peruanas perdendo de 105 – 29, logo foi a vez das anfitrioas que não perdoaram as uruguaias vencendo-as 87 – 17, na terceira rodada as ainda poderosa paraguaias conquistaram a vitória 73 – 34, dia 21 de Fevereiro as uruguaias levaram mais uma sacudida das brasileiras: 117 – 44, chegando logo as transandinas que venceram as charruas de 116 – 42 e a última rodada e derrota uruguaia ficou nas mãos das argentinas que também ficaram perto de ultrapassar os cem pontos, 97 – 36.

As jogadoras de mais um fracasso uruguaio foram: Susana De León, Graciela Rodríguez, María Fernández, Olga González, Silvia Da Rosa, Silvia Carreño, Ramona Báez, Ana Russo, Alicia Cánepa, Alejandrina Aguear, María Retta, Alicia Pedrozo sendo que o treinador foi o Mario Marletti.

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