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Futebolistas russos que se valorizam na Europa

11.01.2007
 
Futebolistas russos que se valorizam na Europa

A Rússia há tempos deixou de ser considerada uma potência do futebol mundial. Porém, num passado não tão distante, o país representava um temor para qualquer adversário. Desde a chegada de Guus Hiddink ao comando da seleção nacional, aos poucos a equipe vai sendo valorizada, e o mesmo tem acontecido com os jogadores.

Nos tempos da União Soviética, a seleção nacional era forte participante nas Copas do Mundo e faturou duas medalhas de ouro olímpicas (1956 e 1988) e uma Eurocopa (1960), numa equipe fantástica, que contava, entre outros, com Igor Netto e Lev Yashin.

Mais recentemente, nas décadas de 80 e início de 90, era comum achar jogadores russos nas principais ligas européias. Alguns exemplos são Alexei Smertin, Andrei Kanchelskis, Valery Karpin (nasceu na Estônia, mas sempre defendeu a Rússia), Aleksander Mostovoi, Dmitri Alenichev e Yuri Nikiforov. Mas desde o final dos anos 90, o futebol russo caiu em desgraça, apesar de ter conseguido participar da Copa de 2002.

Felizmente, desde o título da Copa Uefa de 2005 ganho pelo CSKA e o aumento do investimento na Premier Liga, tudo isso combinado com a chegada de Hiddink, o futebol russo consegue se reerguer aos poucos.

A contratação do atacante Alexander Kerzhakov pelo Sevilla, junto ao Zenit St. Petersburg, por cerca de 5 milhões de euros, é uma prova disso. Kerzhakov, que assinou contrato de cinco anos no valor de 15 milhões de euros, é um dos grandes nome do futebol russo na atualidade. Pelo Zenit, marcou 64 gols em 159 jogos e se firmou como uma das principais peças da seleção nacional.

Na Espanha, o jogador terá a chance de provar que sua contratação não foi uma aposta jogada fora pela diretoria, já que a equipe conta com uma série de outros bons jogadores para sua posição. De qualquer modo, a camisa número 9, que será usada por Kerzhakov, mostra toda confiança depositada nele.

Para completar, o jogador contou com a sorte e o destempero de Luis Fabiano, que brigou com o lateral uruguaio Diogo, do Zaragoza, na parte entre as equipes, e levou um gancho de cinco jogos. Uma oportunidade para Kerzhakov entrar na equipe.

“Estou muito feliz em me tornar um jogador do Sevilla. Tudo aqui é feito num nível muito profissional e eu nem poderia imaginar como as coisas são boas aqui. Sei que existem muitas expectativas e farei o meu melhor para impressionar o treinador e os torcedores. A competição entre os atacantes é grande no Sevilla e eu entendo que não será fácil para mim. Tenho um grande desejo em jogar e vou treinar duro para provar que posso ser útil à equipe”, garantiu o atacante.

Além de Kerzhakov, o mercado de inverno europeu também têm movimentado alguns outros jogadores russos. No final de 2006, o Arsenal demonstrou interesse na contratação do jovem goleiro do CSKA, Igor Akinfeev. Agora, o Olympique de Marseille está atrás do volante Evgeny Aldonin, também do atual campeão russo e um dos pilares da seleção treinada por Guus Hiddink.

Até mesmo quem já passou pelas grandes ligas européias e retornara para a Rússia tem recebido convites. O experiente volante Alexei Smertin, segundo a nunca confiável imprensa inglesa, teria recebido uma proposta de contrato de dois anos do West Ham.

Tudo isso é um claro indicativo de melhora do nível do futebol russo, algo que tem muito a ver com a contratação de Guus Hiddink. Desde que chegou, o treinador holandês tem privilegiado jogadores com experiência em competições européias e mantido uma base do CSKA na equipe, já que este tem sido o clube russo de maior sucesso na Europa nos últimos anos.

Por Hustavo Hofman, Trivela


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