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Entrevista: Alejandro Pérez, escritor do livro dos 80 anos dos sul-americanos de basquete masculino adulto

10.07.2009
 
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Entrevista: Alejandro Pérez, escritor do livro dos 80 anos dos sul-americanos de basquete masculino adulto

Hoje, Chefe de Imprensa da Associação de Clubes e da Liga Nacional Argentina de Basquete; até ano 2007 com cargo idêntico na Confederação Argentina de Basquete. Uma gaveta lotada de pesquisas do passado tornou-o o escritor do livro dos 80 anos dos Sul-Americanos de basquete masculino adulto sob pedido da FIBA AMÉRICA.

PRAVDA: Alejandro, quanto tempo na frente da Imprensa das seleções argentinas de basquete? Percebeu que acabou gozando uma época maravilhosa do basquete argentino?

ALE: Trabalhei desde metade de 2005 até final de 2006. Ano e meio como Coordenador de Imprensa da Confederação Argentina de Basquete (www.cabb.com.ar) e claro, reconheço que foi uma época incrível do basquete argentino pois tive a possibilidade de trabalhar e ter tido aquele convívio único bem pertinho dessa geração ímpar que acabou tendo a história do basquete argentino como a dos Campeões Olímpicos e fora isso em uma turma que tinha todos os figurinos, os grandes destaques que logo participaram do Mundial de Japão. Nem sei, ter tido a possibilidade de fazer parte de um torneio desse tamanho, em um país como o Japão, uma Taça do Mundo e ter sido parte da delegação, de uma delegação com chances de arvorar o caneco como a argentina foi uma experiência muito rica.

Compartilhar a concentração e curtir uns 45 dias com Ginóbili, Scola, Oberto, Nocioni, como esses destaques todos foi muito importante para mim nem só na área profissional senão para entender que tudo quanto essa turma acabou conquistando não foi só por acaso pois mereceram e trabalharam muito para atingir aquele alvo.

P: Seja sincero comigo...acabou caindo alguma lágrima nas bochechas ouvindo o hino na hora que o flâmula argentina ia na procura do mais alto do mastro?

ALE: Chorei não. Reconheço que não. Veja só, essas situações todas caíram na minha vida como profissional porém fora que sou torcedor e tanto da seleção argentina pois é o único time que consegue que o meu coração desse uma batida forte, tinha que manter esse posicionamento e bem nos Jogos Olímpicos quanto o Mundial de Indianápolis, como nos últimos Jogos Olímpicos tive que fazer minha tarefa profissional e além disso tive que trabalhar na emissão da tevê, então, infelizmente não dava para mudar de faixa, tinha que me manter nessa de profissional. Mas pode ter certeza que foi extremamente emotivo para mim.

P: Quanto tem a ver com as emissões da tevê e sua tarefa, no decorrer desses torneios foste parte das redes...?

ALE: Vamos ver...na Taça do Mundo Indianápolis 2002 foi para ESPN; os Jogos Olímpicos 2004 fui parte da turma da América TV, agora canal aberto e em 2008 para Canal 7 que é a rede do estado argentino. Mas reconheço que nesse instante e ainda hoje, quase cinco anos depois continua me causando muita emoção, olhar essa imagem dos doze jogadores argentinos subindo no pódio de Atenas 2004 pois é o máximo que no ambiente do basquete uma seleção pode alcançar.

Todos aqueles que estamos inseridos neste ambiente sabemos que isso aí é a cimeira, não tem nada por cima dessa cume esportiva. Conquistar a Medalha de Ouro Olímpica é o máximo e Argentina acabou conquistando-a com extrema justiça. Mas para aí...sabe o que...no mínimo ao meu ver, foi mais «chocante» ainda o que acabou fazendo a seleção em Beijing 2008 conquistando o Bronze. Da para entender? Aquele time da Atenas 2004, foi um timaço, eles ganharam o Ouro pois sua qualidade de jogo foi única, derrubando quanta barreira tivesse na frente e tivemos o grande privilégio (tiveram, desculpe...eu não participei na quadra) de vencer ao Dream Team quase sem suar, não foi simples mas também não tiveram sufoco nenhum. Privilégio e tanto que conseguiu essa geração argentina.

Embora, o time que participou em Beijing 2008, na hora que eles venceram pode ter certeza que suaram mesmo, deve ter pedaços da pele deles espalhados acima do parquê ainda hoje. Foi bem mais emocionante a tarefa da última turma Olímpica argentina mas fica claro que para mim esse pulo rumo ao pódio em 2004 é a cimeira mesmo.

P: Na hora que o Manu Ginóbili e sua geração acabem pendurando as basqueteiras acabaram os pódios para a seleção ou tem pessoal no plantão que está chegando para manter essas conquistas?

ALE: Dando uma lida rápida, não tem reservas para essa turma dos sucessos. Acho que nós, os argentinos e aqueles que ficam de olho em nós de fora a divisa, não teríamos que reclamar para o basquete argentino que produza um Ginóbili, um Scola ou um Nocioni já-já. Não vai produzi-los. O melhor exemplo para fazer refletir tudo mundo é o do próprio futebol argentino. De Maradona até o Messi passaram 30 anos e fala-se de futebol. Um ditado popular fala que os jogadores nascem embaixo das pedras e não houve substituto para o Maradona no decorrer de três decênios. Então pedir para o basquete argentino que apareça em quadra mais um Ginóbili seria um exagero, um abuso para com o basquete argentino.

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