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Desporto

Peñarol 1 - Liga de Quito 0

10.03.2011
 

Canhotaço do Luis Aguiar fez explodir o Centenário de Montevidéu: Peñarol 1 - Liga de Quito 0 - Escanteio planejadíssimo na concentração do Peñarol pelo treinador Diego Aguirre deixa o time jalde-preto na cimeira da classificação do seu grupo da Libertadores. Pela paralela à linha de fundo do goleiro quitenho Domínguez, o Matías Mier chuta alto ultrapassando as cabeças todas de atacantes e defesas na área equatoriana. 

Escanteio planejadíssimo na concentração do Peñarol pelo treinador Diego Aguirre deixa o time jalde-preto na cimeira da classificação do seu grupo da Libertadores. Pela paralela à linha de fundo do goleiro quitenho Domínguez, o Matías Mier chuta alto ultrapassando as cabeças todas de atacantes e defesas na área equatoriana.  O Luis Aguiar subindo pela faixa esquerda do ataque já dentro da grande área balança a perna hábil enchendo a chuteira e as malhas da Liga de Quito. 50 mil pessoas comemoraram o canhotaço do Aguiar.

Quarta, 09 de Março de 2011

20:15 h (uruguaia de verão) (19:15 h - Brasil).

Clima: 20ºC. - Lotação: 53 mil

Árbitro central: Víctor Rivera; bandeirinhas: César Escano e Johnny Bossio (os três peruanos). Árbitro no plantão: Advogado Líber Prudente (Uruguai)

 Uniforme dos árbirtros: Camisa e meias vermelhas; calção preto.

Vistoria anti-dopagem: Dres. José Veloso e Gonzalo Gaiero Genta.

ESCALAÇÕES

PEÑAROL: (01) Sebastián Sosa (goleiro); (15) Matías Corujo;  (23) Carlos Valdez; (22) Darío Rodríguez; (04) Alejandro González, (05) Nicolás Freitas; (14) Luis Aguiar; (17) Jhonatan Urretavizcaya; (18) Matías Mier; (08) Antonio Pacheco (Capitão) e (19) Juan Manuel Olivera.

PLANTÃO: (21) Leandro Gelpi (goleiro); (03) Emilio Mac Eachen, (09) Diego Alonso; (10) Alejandro Martinuccio; (11) Fabián Estoyanoff; (24) Emiliano Albín e (25) Nicolás Domingo.

TREINADOR CHEFE: Diego Vicente Aguirre. TREINADOR ADITO: Edinson Machín. TREINADOR GOLEIROS: Enrique Carrera; Preparador físico: Fernando Piñatares; Médico: Alfredo Rienzi; KINESIOLOGOS: Germinal López e Miguel Domínguez; ROPEIROS: Jorge Delgado e Pablo Méndez.

Uniforme: Camisa listrada vertical alternada amarelo e preto, meias amarelas e calção preto.

Goleiro: Meias amarelas, calção preto, camisa verde fluo com número preto.

LIGA DEPORTIVA UNIVERSITARIA DE QUITO: (22) A. Domínguez (goleiro); (03) G. Caicedo; (14) D. Calderón; (18) N. Reascos; (06) J. Gulgur; (04) V. De la Cruz; (20) E. Vera; (18) F. Hidalgo; (16) H. Barcos; (11) E. González e (05) L. Ambrossi.

PLANTÃO: (01) F. Cevallos (goleiro); (24) J. Valencia; (21) C. Luna; (07) N. Calderón.

TREINADOR CHEFE: Edgardo "Patón" Bauza. TREINADOR ADITO: José Dilec; Preparador físico: Alejandro Mor; Médico: Marco Lascano.

Uniforme: Camisa, calção e meias brancas com números pretos. Goleiro: Calça preta e camisa verde com números brancos.

No decorrer dos primeiros 3 minutos e tanto a grande área da Liga de Quito ficou sitiada pelo ataque do Peñarol que teve até duas chances por conta do Johathan Urretavizcaya (bem mais famoso como Urreta) quase dentro da área pequena...numa oportunidade e após pifar a bola no último chute acabou olhando para o céu e segurando a cabeça com as mãos. Inacreditável.

Alcançando os 6 minutos, a Liga tentou surpreender de fora a grande área na própria faixa central do campo mas o goleiro Sebastián Sosa agüentou a bola com as mãos, deixou ela quicar na sua frente, segurando-a logo.

Mais um minuto depois, um lance vindo da faixa direita do ataque do Peñarol tendo com o alvo  a chuteira direita do centroavante Juan Manuel Olivera (19), que já começava o reboleio dessa perna para chutar para o gol encontrou um dos zagueiros da Liga pulando alto dentro da grande área e caindo logo acima do artilheiro jalde-preto.  Foi pênalti!!!

16´ - Cartão amarelo para o (03) Caicedo na Liga. Embora, o goleiro do time visitante, Domínguez (22) ia começar fazer cera tentando que os "ponteiros" do relógio do Estádio Centenario andassem bem mais rápido.

Dos 20´até 24´- Houve duas jogadas de risco na grande área da Liga.

34´- Mais uma tabelinha do ataque de Peñarol entrando pela faixa direita o (17) Urretavizcaya e o capitão auri-negro, Antonio Pachedo que enfiou uma bola precisa. O Urreta bateu raso e forte mas a bola saiu pela linha de fundo. Desde a arquibancada foi mais simples gritar o gol que pifar desse jeito.

35´- O Antonio Pacheco recebeu uma bola apenas fora da divisa da grande área da Liga mas chute foi subindo até sair por cima da trave horizontal. Acabou sendo chute fraco o dele.

Já no final da primeira metade, houve mais uma tabelinha entre o Pacheco e o centroavante Juan Manuel Olivera que amortece com os mamilos um lance vindo da faixa lateral direita dando uma bola com qualidade extrema para o Pacheco que mais uma vez chuta canhoto e ruim. O guardião quitenho encaçapou a bola, ajoelhando-se.

No início do segundo tempo, tendo andado 3´30", o Luis Aguiar chuta de fora a grande área d a Liga uma bola que o goleiro Domínguez segura deixando-a cair primeiro na sua frente. Após aquele quique, o goleiro acabou segurando-a.

54´- Um dos laterais do Peñarol perde uma bola incrível "brigando" com o Fernando Hidalgo (16) da Liga sob a vistoria atenta do 1º. bandeira quase do lado. O Hidalgo fuge dessa bagunça com a bola um passo na frente das chuteiras até que entrando  pela faixa direita do ataque equatoriano, chuta forte e alto...fez explodir o travessão do Peñarol.

56´- Mais uma tabelinha do Peñarol pela faixa lateral direita, encontra o Matías Corujo (15) escalando e chutando raso para o epicentro da grande área. Sobrou um dos zagueiros da Liga que chuta para o lateral encontrando a cabeça de um colega da defesa, que manda a bola no escanteio.

57 ´- O Matías Mier chuta belíssimo, percorrendo uma trajetória paralela à linha de fundo dos equatorianos para bem mais para lá que a maioria das cabeças de todos os jogadores no aguardo dessa bola, da um passe preciso para a chuteira canhota do Luis Aguiar que acabou enchendo sapato, cadarços e tudo, incluindo as malhas da cidadela dos quitenhos. O Estádio Centenario explodiu...ergueram-se 100 mil braços dando-lhe graças a Deus. A vantagem já era do Peñarol.

59´- Alteração na Liga de Quito, mergulhando no gramado o (15) na vaga do (11) Barcos.

64 ´- Mais uma alteração dos equatorianos que de jeito tímido iam na procura de  uma bola só que lhe desse o empate e o topo da classificação do grupo junto com o Peñarol. Entrou o (21) Luna pelo (18) Fernando Hidalgo.  Aos poucos, cartão amarelo para o meia do Peñarol (05) Nicolás Freitas.

70´- Contiuaram as mudanças no time visitante. Entrou em campo o (24) P. Armassi. Foi mais cedo para o vestiário o (05) J. Valencia.

74´ Cartão amarelo para o (14) J. Calderón na Liga.

77´- Alteração no Peñarol. Foi a hora do maior bate-palmas da torcida jalde-preta para o capitão, Antonio Pacheco. O cantinho dele no gramado ia ficar sob vistoria do argentino (10) Alejandro Martinuccio.

78 ´- Cartão amarelo para o goleiro da Liga (22) que já não agiu com até o primeiro gol. A cada oportunidade que a bola saia pela linha de fundo, ele ia na procura dela dando uma de F1 pois os ponteiros do relógio agora andavam rápido demais.

86 ´- Última alteração para a Liga. O treinador Bauza, manda em campo o (08) Patricio Iglesias e pede para o (11) D. Urrutia ficar sentado nas poltronas celestes do plantão.

Do bolso da camisa do árbitro peruano, um cartãozinho amarelinho e curioso da uma de espião e logo fica firme na frente dum jogador da Liga. Além disso o Diego Aguirre da uma esfriada típica mandando no gramado o (24) Emiliano Albín tentando que mais um bate-palmas caisse acima do (17) Urretavizcaya.

O jogo chegou ao fim. Peñarol, único time em ter vencido fora de casa até agora no Grupo, ganha mais três pontos e fica no topo da classificação até que fechem a 3ª. rodada os times argentinos, Independiente e Godoy Cruz.

O árbitro Víctor Rivera, de jeito específico, teve uma noite bem fraca, falta de categoria para "organizar" um jogo pela Libertadores.

Eis aqui os comentários do treinador do Peñarol, Diego Vicente Aguirre e o meia artilheiro, Luis Aguiar, no decorrer da coletiva após o final do jogo.

COLETIVA: Vitória importante perante a Liga de Quito?

AGUIRRE: Sem dúvida, vitória importante. Precisávamos atingi-la. Aproxima a gente ao  objetivo e fora que está faltando bastante era fundamental tendo um grande time na frente. Acho que a nossa tarefa foi boa, o resultado final exprime justiça fora que acho poderíamos ter conquistado mais alguns gols. Mais uma vez saliento que aquilo que foi importante é ter conseguido os três pontos pela vitória.

COLETIVA: Os três pontos ficaram contigo sendo que é bem mais importante na hora de viajar para Quito no jogo bem complicado da semana que vem nesta espécie de mata-mata, com a Liga. O que foi que mais gostou do Peñarol fora ter falhado na hora do chute final?

AGUIRRE: Gostei mesmo ter feito um jogo sério, com a cabeça no jogo, jogando pressão acima dos rivais, procuramos sempre, tivemos várias oportunidades, tentando pela faixa central do campo ou até pelas laterais, como estilo de jogo rápido. O time teve raça na hora de procurar soluções, mostrando para tudo mundo que o Peñarol está firme no Grupo, pois após a nossa estréia difícil perante o Independiente em Buenos Aires, uma derrota que magoou a gente, quem sabe, ninguém acreditava neste Peñarol e agora fora que está faltando bastante ainda, ficamos na cimeira do grupo.

COLETIVA: Achou que o rival ia ser mais difícil? Ficou surpreso pelo esquema desenvolvido pela Liga?

AGUIRRE: Poderia ter acontecido e acabou acontecendo. A posse de bola deles è bom, é difícil para eles sair da cidade de Quito, trata-se de dois times diferentes, aquele que joga em casa e o outro que sai fora. Agora temos que ficar no aguardo de um jogo bem mais difícil lá em Quito pois a Liga em casa è torna se um time muito forte. Foi tudo dentro daquilo que tínhamos imaginado.

COLETIVA: O Urretavizcaya acabou agindo do jeito que você anseia?

AGUIRRE: Vamos ver...já tínhamos falado do assunto. Os jogadores precisam de tempo para se re-adaptar, fora que ele já conhecia o clube. Nem sei, mergulhar de novo no futebol uruguaio, conhecer aos colegas mas tinha certeza que os rendimentos desses jogadores iam começar aparecer. Fpi o caso do Urreta, o próprio Luis Aguiar, o Nicolás Freitas, o Carlos Valdez, todos eles jogadores que chegaram no final do período de adaptação.  Na hora de fazer o balanço, os jogadores que têm chegue no clube, devagar mas vão concretizando todos eles.

COLETIVA: A torcida na arquibancada foi incrível, não é?

AGUIRRE: Nooossa, incrível mesmo. Era difícil não emocionar-se n hora de olhar para as arquibancadas e perceber a torcida toda dando uma forcinha boa lá. Acredito que a torcida tem muito a ver nestas vitórias pois impede que a gente apanhe o boné, mandam você sempre na frente não conseguindo se guardar nada. A bem-vinda que nos deram hoje foi maravilhosa e ficamos feliz pois conseguimos que todos eles voltaram felizes pra casa.

REPORTAGEM DE UM COMENTARISTA DESDE A CABINE DA RÁDIO.

AGUIAR: Na segunda metade a gente ficou bem mais calmo mas além dessa calma, de olho nesse nosso objetivo. Acho que a vitória poderia ter chegue antes mas felizmente o gol chegou numa jogada planejada.

AGUIAR: Chutei sempre com as duas pernas. Felizmente hoje acabei dando aquela furada nas malhas e conseguimos a vitória. Gostaria salientar que não sou canhoto. Mas a bola entrou na cidadela e o Peñarol venceu.

AGUIAR: Joguei em Calama (Chile) no deserto de Atacama mas não da para comparar com ada cidade de Quito (2.850 m) de altura.  Essa foi a única oportunidade da gente na altura. Vai ser um jogo complicado e pode ter certeza que a altura vai fazer sua tarefa.

AGUIAR: Houve rodízio de jogadores nesta turma tentando alcançar rendimento bom nem só no plano internacional senão no torneio uruguaio. Todos nós fomos parte desse rodízio e acho que conseguimos bons rendimentos. O importante agora é ficar de olho no jogo do domingo que vem perante o Clube Cerro e o negócio perante a Liga lá em Quito vai ser um outro capítulo. A partida perante o Cerro é muito difícil no Estádio "Luis Tròccoli". Vamos tentar vencer pra continuar nessa cachoeira de vitórias que é tudo quando o Peñarol está precisando e faz parte do nosso trabalho no dia-a-dia.

Gustavo Espiñeira

JORNAL PRAVDA

Montevidéu - Uruguai

 


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