Pravda.ru

Desporto

Alberto Pedro Spencer

07.11.2006
 
Pages: 12
Alberto Pedro Spencer

Como uma grande idéia do uruguaio Washington Cataldi (Ex-Presidente do Peñarol de Montevidéu) nasceu a Taça Libertadores à partir do 1960, ano que foi ganha pelo Peñarol que até hoje continua sendo o clube americano com mais participações.

Peñarol tem ganho três das cinco Libertadores com o equatoriano Alberto Spencer vestindo a camisa 9 além de duas finais Intercontinentais perante duas grandes equipas européias como o Benfica de Portugal e o Real Madrid da Espanha.

Porém é porção importante dos 115 anos de vida do clube uruguaio das onze estrelas.

Foi descoberto no Equador pelo treinador uruguaio Hugo Bagnulo (Campeão da Libertadores 1982) no 1959 com apenas 18 anos.

Ele passou ótimas referências para o Peñarol que acabou comprando-o por apenas 10 mil dólares americanos logo ter viajado para fechar negócio o Presidente dessa década Cdor. Gastón Güelfi (hoje o nome oficial do Palácio Peñarol).

Alguns meses depois o Spencer já mostrava seu primeiro caneco com a camisa preta e amarela vencendo o Club Atlético Cerro de Montevidéu na final do Campeonato Uruguaio de 1960.

Esse foi o primeiro de muitos canecos ganhos pelo “Cabeça Mágica“ até pendurar as chuteiras.

Com duas poderosas e contornadas “molas” em forma de perna começou pular nas pequenas áreas dos estádios do mundo dando as cabeçadas mais precisas da década de 60 que provocaram o pranto das torcidas contrárias.

Durante essa década gloriosa sofreu apenas em quatro partidas perante a outra equipa uruguaia com historia mundial (só à partir do 1971 com o goleiro mundial brasileiro Ayrton Correia de Arruda “Manga”).

Após 46 anos do início da Libertadores continua sendo o maior artilheiro histórico com 54 gols ( 48 Peñarol de Montevidéu. – 6 Barcelona de Guaiaquil ).

Conseguiu um romance ideal com as redes perfurando-as cada final de semana, sendo referência para jogadores mais novos ou dos moleques nos bate-bola das ruas ou “campitos” do país inteiro que tentavam xerocar aqueles movimentos únicos do herói do relvado.

Marcou 326 gols no Campeonato Uruguaio e acima de 500 no global.

Perdeu e ganhou “batalhas” nessas Libertadores dos 60 perante grandes equipas sul-americanas como o Palmeiras y Santos ( do Rei Pelé ) do Brasil e Independiente e River Plate da Argentina, que foram esqueletos das Seleções dos Mundiais do Chile 1962, Inglaterra 1966 e México 1970.

A novidade da morte do Spencer aconteceu durante a XVI Cimeira de Presidentes de Montevidéu porém o presidente equatoriano Dr. Alfredo Palacio junto com toda a imprensa equatoriana e uruguaia visitaram o Museu do Peñarol aonde o Spencer é múltiplo-destaque nas paredes e vitrines.

Spencer tinha sido transportado desde Montevidéu até Cleveland-Ohio-EUA num avião com equipamento especial fretado pelo governo equatoriano tentando aumentar as possibilidades de sucesso numa cirurgia cardíaca.

Logo o aparente sucesso uma infecção apitou o final da partida do “Boneco Elétrico”, nomeação que ganhou do narrador uruguaio Carlos Sole na hora de concretizar o terceiro gol perante o River Plate argentino na final da Libertadores 1966.

O PRAVDA de Moscovo em português conversou com o amigo do Spencer e camisa 4 do Peñarol 66, Pablo Forlán ( pai do Diego Forlán – Pichichi 2005 e dono da camisa 5 no Villarreal da Espanha ).

Segundo o Forlán, Alberto foi um dos dez destaques da história do Peñarol pois além do grande respeito que sente por ele, reconhece que a história do clube é muito importante.

Continuou dizendo que a história do futebol charrúa visualiza vários jogadores destaques do mundo, do Peñarol e Nacional de Montevidéu (até 2006 continuam com o raro privilégio de serem as únicas equipas junto com o Milão e Boca Juniors que conseguiram três Intercontinentais).

Pablo confirmou que a experiência que ganhou sendo o “caçulo” do time do lado dos mais velhos “chefiados” pelo Tito Gonçalves e Alberto Spencer foi intransferível.

O goleiro Ladislao “chiquito” Mazurkiewicz, quase “gêmeo” com o Pablo também foi fundamental nesse Peñarol 66 com apenas 20 anos (Inglaterra 66, México 70 e Alemanha 74).

Voltando ao alvo de hoje, Pablo disse que Alberto jogou junto com ele duas partidas com a camisa celeste perante seu país Equador em Guaiaquil no 1968, para logo jogar mais duas perante o Peru.

Pablo lembrou-se daquela partida no Estádio Nacional de Santiago de Chile o 20 de maio de 1966 no qual Peñarol conseguiu uma façanha dando uma virada do resultado do início 0 x 2 pelo 4 x 2 final.

Especial lembrança do terceiro gol no tempo suplementar com a cabeçada do Alberto após uma bola que colocou com precisão subindo pela faixa direita da quadra.

Pablo acredita que tanto esta partida quanto o Maracanaço naquele 16 de julho de 1950 com o Uruguai também dando uma virada no resultado perante o Brasil de 2 x 1 foram partidas marcantes para o futebol uruguaio.

Com a humildade de sempre o Pablo salienta que houveram muitas outras mas essas duas foram inesquecíveis até para aqueles que nessa data ainda não respiravam o ar deste mundo.

Sempre como eixo o Spencer é bom falar do respeito que até os jogadores do Nacional tiveram pelo grande artilheiro por fora de perder apenas uma das 21 partidas “clássicas” do Campeonato Uruguaio perante o “tricolor”.

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular