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Ráguebi – O chefe francês Pierre Paparemborde dirige o carro Verde-Amarelo

05.05.2009
 
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Ráguebi – O chefe francês Pierre Paparemborde dirige o carro Verde-Amarelo

Após compartilhar alguns dias com o ambiente Sul-Americano do ráguebi, o francês Pierre Paparamborde, treinador principal da seleção brasileira bateu um papo descontraído com o PRAVDA e nós gravamos para que os amantes do esporte saibam dos planos e projetos dele e a Associação Brasileira de Rugby nos próximos meses.

No entretempo do jogo Uruguai perante o Chile em um cantinho da Arquibancada Principal do Estádio Charrúa, «José Nassazi» e após a vitória do Brasil encima do Paraguai teclamos o botão vermelho da nossa gravadora.

Eis aqui o conteúdo da fita e neste primeiro trecho envolve uma reportagem que gravamos do lado do microfone direcional, gigante e cinza da ESPN após o final da primeira vitória brasileira no torneio a ainda no interior do campo na hora que uruguaios e chilenos esquentavam os corpanzis rumo ao jogo final.

Qual foi a razão para que acabasse acontecendo esta vitória hoje?

Tudo quanto vocês viram é a confirmação de um trabalho que começamos faz dois anos e Francis chegou para reforçar este ano mas trata-se de uma mudança no ráguebi brasileiro, trabalhamos, organizamos as coisas, os jogadores sacrificam-se muito e ráguebi é um esporte que acarreia resultados para todos aqueles que trabalham.

Quanto ao jogo que acabou de acontecer perante o Paraguai, acabou sendo uma vitória lógica, tivemos uma rival difícil. Acho que teríamos ter ganho o jogo com maior conforto mas temos que aprender do melhores do Sul-Americano «A» e vamos ter como próximo objetivo jogar estes partidos bem mais sossegados, com maior tranqüilidade, experiência e sabedoria no momento de atacar o jogo.

Qual foi a maior qualidade do Brasil para obter a vitória neste jogo?

Ehhhh, vamos ver...amizade. Só pra começar Francis e eu somos amigos e transportamos nosso sentimento para a turma. Aliás compartilhamos momentos ótimos com a turma toda, sempre da para tirar risada, no ônibus, no hotel, na cantina. Somos um grande bocado de amigos e para no ráguebi obter resultados tudo tem que começar assim deste jeito. Somos amadores, trabalhamos, o Francis deixou a família porém a vida dele na França, eu sou Diretor de «xxxx» no Brasil e exprime muito sacrifício mas tudo isso pode valer unicamente se no final tem uma aventura humana, uma aventura organizada.

Uma pergunta para o Francis Ntamack (que ficou do lado do Pierre no decorrer da reportagem da ESPN).

Francis, agora você vai voltar na França mas está querendo se manter envolvido com o ráguebi do Brasil?

Houve tradução do Pierre para ele responder logo.

Vamos jogar contra França «A» em agosto e setembro, caso a poupança permite que isso aconteça. Jogadores, técnicos e dirigentes brasileiros vamos continuar trabalhando.

PRAVDA: Pierre, está querendo mesmo a seleção brasileira participar do Torneio Uruguaio?

PIERRE: Talvez não seria a seleção brasileira mas uma seleção de São Paulo, dos times de São Paulo, uma associação dos times de São Paulo que se juntaria para disputar o Campeonato Uruguaio mas ainda estamos discutindo com a União Uruguaia de Ráguebi. Nós temos um grupo financeiro brasileiro que está trabalhando para reunir uma verba e patrocínios e sabemos que nosso progredir passa por Uruguai ou Argentina e temos a firme intenção de jogar mais jogos na região e acho que com a ajuda da URU vamos ver se temos a possibilidade e lançar uma seleção são-paulina ou paulista no Campeonato de Abertura e Clausura do ano que vem no Uruguai.

PRAVDA: Você acha que a URU não vai querer?

PIERRE: Veja, a URU já se pronunciou verbalmente de forma positiva. Sabemos que eles tem nove clubes hoje no Campeonato Uruguaio e nós poderíamos ser o décimo para fechar mais partidas e temos um time de nível para disputar o torneio, seria interessante para nós não ia deixar como até agora um time uruguaio sem jogar num fim de semana. Aliás, acho que trata-se de uma solução que poderia contribuir com as duas partes, as duas associação e nós gostamos muito da idéia. Já recebemos um buquê de parte da URU.

PRAVDA: Já tem planejado tudo isso aí, não é? Como vão viajar para Montevidéu?

PIERRE: Ainda, não, ainda não pois não temos garantido os recursos financeiros, por isso continua sendo um projeto. Nós temos um grupo de apoio, de pessoas, de executivas de grandes empresas, São Paulo é uma cidade que é muito rica e existe necessidade de muitas empresas brasileiras de anunciar, de comunicar, vincular a marca deles no Uruguai e na Argentina. Um dos maiores apoios é o Presidente do Grupo Alpargatas, que é o Grupo Havaianas, e estamos já discutindo com eles para ver se nós conseguimos viabilizar esse projeto o ano que vem.

PRAVDA: Não passa nem por uma parceria com uma linha aérea?

PIERRE: Sim, com certeza uma linha aérea seria das primeiras parceiras, a GOL, a PLUNA, e a BRITISH AIRWAYS que tem um vôo que para em São Paulo e vai para Buenos Aires depois. Tudo isso precisa ser aprofundado, não tem nada definitivo ainda mas é bom a gente ter pessoas de qualidade no Brasil para planejar isso, nós temos tempo para planejar e vontade. Então agora é só trabalhar, encontrar os recursos mas acredito que seja um projeto viável para 2010.

PRAVDA: Percebeu que ás 14:45 h, na hora que vocês deram a última virada de 24 x 21 para ganhar o jogo perante o Paraguai um avião da GOL acabou dando um vôo raso sobrevoando o Estádio? Talvez estava querendo fazer pouso para assinar essa tal parceria?

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