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Ernesto Cherquis Bialo fala de Maradona, Di Stéfano e Pelé

02.12.2008
 
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Ernesto Cherquis Bialo fala de Maradona, Di Stéfano e Pelé

PRAVDA: Quando deu início seu roteiro como jornalista esportivo?

CHERQUIS: Como jornalista amador foi de 1961 até 1962. Lembro ter acompanhado a campanha do clube Lanús. Logo comecei andar acima dos trilhos do profissionalismo conseguindo uma vaga no Jornal Clarín (www.clarin.com) em 1962. Sendo aluno da Escola do Círculo de Jornalistas Esportivos naquela primeira turma que houve. Pediram os CV dos alunos que eram projetos de jornalistas, e trabalhei no Jornal Clarín um ano, logo do Clarín fui para «Notícias Gráficas» que foi um tablóide com tiragem de 400 mil exemplares, concorrente do Jornal La Razón (A Ração) com 650 mil exemplares e Crónica que estava querendo entrar no mercado com 420 mil exemplares, ou seja, os jornais da tarde na cidade de Buenos Aires distribuíam acima de um 1.400.000 exemplares, mostrando que uma grande porção dos leitores matavam sua sede de informação á tarde, sendo que o turno da manhã não atingia nem sequer a metade.

Bem mais para frente, deixei «Notícias Gráficas» pelo «Clarín» (veja o que foi, é e vai continuar sendo Clarín) pois neste jornal eu montei matérias nem só de futebol, senão do segmento esportivo em geral. Em Notícias Gráficas, Mauro Galli – Chefe de Esportes me confirmou que ia fazer futebol mas logo comecei com moto-náutica, pólo, ciclismo, equitação. Premutei «Clarín» por «Notícias Gráficas» até que o Mauro aposentou e continuei mexendo com Esportes em geral. Mas saiba que os meus esportes preferidos são futebol e boxe e nessa época houve uma revista «Mundo Esportivo» que «morreu» cedinho e em março de 1963, o Gráfico tomou avaliação a uma turma de jornalistas de Círculos de Jornalistas Esportivos da segunda geração e ficamos o Héctor Vega Onesime e eu, continuando logo no decorrer de três decênios. No meu caso entrei como colunista, redator, pro-secretário, secretário, redator chefe, chefe de redação, sub-diretor, diretor, diretor editorial, gerente de Telefe que era a mesma empresa. Acho que foi uma carreira maravilhosa,

Minha carreira foi bem mais importante que tudo quanto a gente sabia deste negócio.

Superior aos meus conhecimentos, cultura...e como filho de imigrantes fico feliz pela carreira. Meu pai foi boxeador, porém desde criança o pai me levava sempre aos ringues de boxe Para progredir no Gráfico, no segmento Futebol precisava-se de um decênio. Tinha como referências jornalistas extremamente conhecidos como o Ardizone, Juvenal, Héctor Vega Onesime, José Maria Otero, e para fim de março de 1963, ocorreram os Jogos Panamericanos de São Paulo - Brasil, e o jornalista que seguia de lado o boxe, o Piriz García foi o correspondente e ficou uma vaga para jornalista no Luna Park aos sábados...apenas com um mês no Gráfico, me ofereceram os comentários de boxe e a partir dessa data continuei até o dia da minha saída desse meio.

P: Falando deste esporte que apaixona o Cherquis? Os ídolos?

CH: Quanto a ídolos, Nicolino Locce, sem dúvida....o melhor Campeão do Mundo argentino foi Carlos Monzón pois mais um que poderia ter concorrido com ele, Pascual Pérez, o físico dele tinha 49 kg e não dava para colocá-lo no pódio dos heróis do boxe argentino.

Quanto ao «Ringo» Bonavena, um cara estranho, que exprimia admiração, um paradigma da nova cultura que nasceu desde Buenos Aires para a Argentina toda. Ele copiou alguns jeitos de agir dos gringos que foi conhecendo lá e os fez estourar nos meios de um jeito ímpar nesse ambiente do decênio de 1960, com apenas três redes de tevê (sem cabo), e com grande força das rádioemissoras e jornais...hoje o Ringo seria um destaque incrível...alcançando alvos que não tivesse imaginado, ele poderia ter atingido.

Ele manobrava seu próprio MKT. Ele «inventou» a luta com Cassius Clay, com o Goyo Peralta em Buenos Aires que lotou o Luna Park...chutando cobras e lagartos dos rivais que fez com que esse tal MKT fosse perfeito...Foi ele que começou «ameaçar» os colegas tendo como plataforma a imprensa que refletia tudo quanto ele diz. Nessa época era incrível ouvir esses comentários...aqueles que não acreditavam nisso e o resto que admiraram-no...mas os «membros» das duas escolhas, pagavam o ingresso e lotavam o palco no qual ia se apresentar o Ringo.

«Ringo» quer dizer...o início da Revista Gente, tudo quanto é banal, uma classe de «requintado falso» que moravam dentro de uma gaiola até esse instante. Logo esses caras pela gestão do «Ringo» começaram misturar-se com o «jet set» da Argentina pois temos que levar em consideração que ele foi um produto da classe média argentina.

Logo foi a hora daquela lenda do boxe argentino...o José María Gatica. Ele carimbou frases celebérrimas como ter cumprimentado o Gl. Juan Domingo Perón, apertando a mão dele e falando assim: Seu Perón, bonitão quanto você é e com minha grana...puxa de time que montaríamos, não é?

P: Diego é Deus para os argentinos, não é? Foi essa a razão pela qual foi convocado pela Igreja da AFA?

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