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Ramos-Horta dizima FRETILIN

12.05.2007
 
Ramos-Horta dizima FRETILIN

Novo ciclo político em Timor-Leste. Com 73 por cento do voto, contra os 27% do candidato Francisco Lu Olo Guterres, da FRETILIN, José Ramos-Horta é, como previsto, confirmado o segundo Presidente de Timor Leste, ocupando o lugar do histórico Xanana Gusmão.

O Prémio Nobel de Paz de 1996 (com o Bispo Ximenes Belo), José Ramos-Horta, Primeiro-Ministro de Timor-Leste, é confirmado como o segundo Presidente do país mais jovem da comunidade internacional com 73% do voto.

Passado a euforia da Presidência de Xanana e passado a nuvem de Alkatiri e a derrota da FRETILIN, começa agora o processo da credibilização deste micro-estado e a viabilização da sua própria existência, pois mais incidentes como se assistiu recentemente, com forças de segurança a lutarem entre si, a comunidade internacional poderá (e bem) perguntar se os indonésios não terão tido razão em invadir o território e mantê-lo sob um regime de terror durante 24 anos (enquanto o resto do mundo olhou para o outro lado e vendia armas a Jacarta).

Ramos-Horta já referiu que a primeira prioridade será a unificação do país (a parte oriental – os distritos de Baucau, Viqueque e Lautem votaram maioritariamente na FRETILIN, enquanto a parte ocidental da ilha deu seu apoio a Ramos-Horta) – e providenciar mais apoio à população pobre. Ramos-Horta falou recentemente na necessidade de Timor-Leste seguir o exemplo da Fiji, em criar uma nação pequena viável, próspero e democrático. Promete trabalhar com todos os partidos para a estabilização do país.

A um mês e meio das eleições parlamentares (30 de Junho), a FRETILIN perdeu o apoio popular depois de uma campanha vergonhosa, utilizando os órgãos do Estado para colocar pressão sobre os votantes, e começa agora um novo ciclo na política em Timor-Leste, cujo povo sempre demonstrou grande carácter e coragem, nunca se vergando a pressões.

Prometendo um “futuro melhor”, Ramos-Horta toma posse no dia 20 de Maio e vai “trabalhar para os pobres e pelos pobres”.

A situação em Timor-Leste é grave. Há milhares de deslocados em Díli, na sequência da violência que grassou sob a liderança de Mari Alkatiri e há a questão da pobreza endémica a resolver. É nestas pessoas que Ramos-Horta acredita para construir um país renovado e revigorado, prometendo ser o Presidente dos Pobres.

Nas eleições legislativas, todos os olhos estarão postos sobre Xanana Gusmão, que lidera o partido CNRT (Conselho Nacional da Reconstrução Timorense) para contestar o sufrágio contra a FRETILIN.

Lao MENDES

PRAVDA.Ru

Dili – Timor Leste


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