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26.09.2006
 
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Central Sindical exige negociação

26.09.06-PRAVDA.RU- (SÃO TOMÉ) O líder da principal central sindical do país, acusa o governo do Primeiro Ministro Tomé Vera Cruz, de falta de diálogo.

João Tavares, diz que o conselho de concertação social não tem funcionado, e que não há qualquer prognóstico de aumento salarial para o próximo ano.

Cenário que o sindicato não aceita, tendo em conta a subida galopante do custo de vida nos últimos meses.

Segundo João Tavares, há um ano que os trabalhadores são-tomenses, estão a resistir ao elevado custo de vida e sem qualquer aumento salarial.

Numa altura em que o ano 2006 entra no último trimestre, o líder sindical não entende o silêncio do governo em relação a questão salarial para o ano 2007. « Se o governo não chamar os parceiros, as centrais sindicais, nomeadamente a ONTSTP e a UGT, assim como a câmara do comércio, para dar um parecer sobre o próximo orçamento, corremos o risco de não ter aumento do salário como aconteceu neste ano. Daí a nossa preocupação », afirmou João Tavares.

O conselho de concertação social, não está a funcionar, denunciou a ONTSTP. A principal central sindical do país, deixou entender que se não houver um acerto para o aumento do salário em 2007, a tensão social poderá explodir.

O custo de vida é insuportável, diz João Tavares. « As coisas estão mais caras e não há um acompanhamento do governo no sentido de minimizar este problema de custo de vida », reclamou o líder sindical.

Para além do sufoco financeiro, a ONTSTP, considera que os trabalhadores são-tomenses estão a ser alvo de injustiça.

A Inspecção de Trabalho, criada para defender a justiça laboral, também não está a funcionar.

João Tavares, diz que quando a instituição funciona é para prejudicar os trabalhadores. « Há muito desemprego sem justa causa. O que acontece é que o próprio ministério do trabalho, é que protege o empregador », declarou para depois acrescentar que « é uma estrutura criada para proteger os trabalhadores, mas acaba por defender o empregador pondo em causa os interesses dos trabalhadores. Temos provas e podemos apresenta-las para mostrar o mau funcionamento da inspecção do trabalho », concluiu o líder da central sindical.

Segundo escandalo financeiro na GGA

26.09.06-PRAVDA.RU-(SÃO TOMÉ) A firma comercial que segundo o relatório da auditoria, feita ao gabinete de gestão das ajudas, é intimada a depositar mais de um bilião e meio de dobras nos cofres do estado, no quadro do último escândalo no Gabinete de Gestão de Ajudas (GGA), diz estar a ser alvo de uma grande calúnia. Uma cabala, garante o porta-voz Juvenal Correia.

No relatório da última auditoria feita às contas do Gabinete de Gestão de Ajudas, no período compreendido entre Setembro de 2005 e Maio de 2006, a equipa de inspectores exige que a firma Irmãos Monteiro Limitada, deposite urgentemente no tesouro público a quantia de 1.513.350.000.00 (um bilião quinhentos e treze milhões e trezentos e cinquenta mil dobras), referentes a um lote de 5130 sacos de arroz que não constam da contabilidade do GGA.

O nome da Firma Irmãos Monteiro Limitada, vem destacado em várias alíneas do relatório da inspecção das finanças.

Preocupada com a situação e na tentativa de defender o bom nome da firma, a administração destacou o seu porta voz, Juvenal Correia, para anunciar que não tem qualquer intervenção na venda do arroz em causa, nem tem nada a ver com o desfalque financeiro superior a 1 bilhão de dobras, mais de 60 mil euros.

Juvenal Correia, na qualidade de porta – voz da firma explicou a imprensa que foi realizada uma operação de compra e venda de arroz de forma legal, e com anuência do então ministro da economia, Gaudêncio Costa. Um recibo exibido por Juvenal Correia, confirma que os Irmãos Monteiro Limitada, venderam e facturaram ao GGA um total de vinte e sete mil sacos de arroz, tendo entregue nos armazéns do Gabinete de Gestão da Ajuda Externa, mais seiscentos sacos, para compensar possíveis perdas, garantiu Juvenal Correia.

O porta-voz admitiu no entanto a prática de coisas incorrectas no GGA. « Existem hábitos que demora tempo a se corrigir », afirmou tendo apelado que as autoridades competentes ponham cobro aos maus hábitos que alegadamente dominam a transacção comercial no GGA.

O relatório da auditoria, atribui toda a responsabilidade do negócio pouco claro entre a Firma Irmãos Monteiro Limitada e o GGA, envolvendo 27 mil sacos de arroz, à então Directora do Tesouro e Património, Joana da Costa Varela, Lê-se no relatório que o pagamento do produto foi feito « sem qualquer conferência física e o termo de entrega e recepção do produto ».

Com o seu nome presente na maior parte das páginas da auditoria, a firma exige que o gabinete de gestão das ajudas e a equipa de inspecção das finanças peçam desculpas públicas.

Caso contrário segundo Juvenal Correia, a justiça será chamada para lavar a honra e o bom-nome que a firma comercial granjeou na praça são-tomense.

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