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Revolta na Ilha do Príncipe

14.06.2006
 
Revolta na Ilha do Príncipe

O grupo assaltou mesmo o poder e promete não parar enquanto não houver uma decisão para o problema. Diz que a ida ao voto terá que acontecer a todo custo na data já fixada pelo presidente da república.

A agitação tomou conta da ilha do Príncipe no dia 3, por volta das 19 horas. Tudo começou quando um grupo de populares encabeçado pela União Para a Mudança e Progresso do Príncipe saiu a rua protestando contra a decisão do tribunal de primeira instância que rejeitou todas as candidaturas às regionais e autárquicas de 9 de Julho próximo.

O protesto ganhou dimensão de revolta e o grupo confiscou todas as viaturas do estado que circulam na ilha, arrombou as portas do edifício de paços de conselho onde está a sede do governo, ergueu barricadas queimando pneus na cidade de Santo António, arrombou igualmente as portas da casa do presidente do governo regional, Zeferino dos Prazeres, bem como do secretário da assembleia regional e partiu também o vidro traseiro da viatura do presidente da referida assembleia.

O movimento promete não desistir enquanto não houver uma decisão favorável ao processo de votação de 9 de Julho. Interpreta a rejeição das candidaturas pelo tribunal como sendo o não às eleições regionais já marcadas.

Para tentar acalmar os ânimos uma equipa governamental deslocou-se este sábado à região. O “PRAVDA” apurou que a equipa composta pelos ministros da Administração pública reforma do estado e da administração Territorial, Armindo Aguiar e o da justiça, Justino Veiga em representação do titular da pasta da defesa reuniu-se com a comissão dos revoltosos na tentativa de encontrar uma saída para o problema e acima de tudo devolver a tranquilidade e sossego, que aliás sempre foi característico na região.

A equipa que só regressou a capital depois de termino das negociações e normalizado os tumultos na região autónoma do príncipe.

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