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Novo escândalo financeiro no GGA

12.09.2006
 
Novo escândalo financeiro no GGA

11.09.2006-Pravda.ru-(São Tomé) Não há tréguas para os cofres do gabinete de gestão da ajuda externa. O mais recente rombo financeiro perpetrado na instituição que gere os fundos resultantes do apoio alimentar oferecido pelo Japão, ascende aos 3 biliões de dobras, cerca de 2 milhões de euros.

As recomendações do relatório de inspecção das finanças, que o Pravda.ru teve acesso, exigem que o Director Administrativo e Financeiro do GGA, seja procedido criminalmente, pelo uso de fundos públicos em proveito próprio. A firma comercial Irmãos Monteiro Limitada, também assume destaque no novo escândalo financeiro do GGA.

Os resultados da inspecção às contas do gabinete de gestão da ajuda externa, vêm confirmar mais uma vez o que as autoridades são-tomenses já sabem, porque foi dito por várias individualidades nacionais de forma pública. “ GGA é um saco azul ”. Pena é que a justiça ainda não conseguiu em nome do povo, único e legítimo beneficiário de tais fundos, actuar para sancionar os prevaricadores.

As conclusões produzidas pela equipa de inspecção das finanças, que realizou mais uma auditoria às contas do GGA no período compreendido entre Setembro de 2005 à Maio de 2006, não deixam margens para dúvidas. O documento a que o Pravda.ru teve acesso, descreve uma série de irregularidades e desvio de fundos.

O Director Administrativo e Financeiro da instituição Manuel Tomé Santana, é indicado no relatório como tendo utilizado em proveito próprio um total de 73.809.661, DBS (setenta e três milhões oitocentos e nove mil e seiscentos sessenta uma dobra), cerca de 5 mil euros. O montante foi concedido explica o relatório à direcção Administrativa e Financeira do Ministério da Economia para pagamento da factura nº0394/2006 de 17.03.2006 da ENAPORT (empresa de administração dos portos). Mas na prática o dinheiro seguiu para outro destino.

O relatório imputa ao Director Manuel Tomé Santana, por sinal membro da direcção do partido MDFM/PL, total responsabilidade pelo não funcionamento do software de contabilidade da empresa. O mesmo deverá reembolsar ao GGA, o montante de 97.510.227,50 (noventa e sete milhões quinhentos e dez mil, duzentos e vinte e sete dobras e cinquenta cêntimos), referente segundo o relatório, às despesas pagas com reparações das viaturas particulares dos trabalhadores da empresa.

Ainda a respeito do Director Administrativo e Financeiro do GGA, o relatório esclarece que o mesmo deve reembolsar «todos os pagamentos que foram efectuados sem suporte legal, com realce para o aumento dos salários, gratificações, indemnizações sobre férias gozadas no ano 2006 e reajuste salarial, num total de 764.645 .270 (setecentos e sessenta e quatro milhões seiscentos e quarenta e cinco mil e duzentos e setenta dobras).

Os exemplos de alegado desvio de fundos abundam no relatório da inspecção das finanças, a Firma Irmãos Monteiro Limitada, assume grande destaque neste novo escândalo financeiro do GGA. A inspecção exige que os donos da firma, depositem imediatamente no tesouro público o montante de 1.513.350.000.00DBS, (um bilião quinhentos e treze milhões e trezentos e cinquenta mil dobras), mais de 600 mil euros, verba correspondente a 5130 sacos de arroz que estão em falta na contabilidade do GGA.

A mesma firma, que tem como gerentes dois deputados do partido MLSTP/PSD, é convocada pela inspecção das finanças a apresentar guias comprovativas de pagamento do imposto de selo devido pela transacção comercial efectuada.

O relatório obriga ao senhor Gilberto Palhares ao pagamento de 12.685.000.00DBS, (doze milhões seiscentos e oitenta e cinco mil dobras), por causa de 43 sacos de arroz que foram cedidos à firma Irmãos Monteiro Limitada.

A antiga Directora do Tesouro e Património do Ministério do Plano e Finanças, é responsabilizada pelo pagamento de 27.000 sacos de arroz que foram cedidos à Firma Irmãos Monteiro Limitada, «sem qualquer conferência física e o termo de entrega e recepção do produto», lê-se no relatório.

O documento dá conta que os cofres do GGA cederam créditos sem devido controlo num total de 732.990.802.00.DBS, (setecentos e trinta e dois milhões e novecentos noventa mil e oitocentos e duas dobras).

A equipa de auditoria, aconselhou o Governo a criar uma comissão para liquidar o GGA. O Pravda.ru sabe que o processo já está em curso, para permitir o nascimento de uma outra instituição vocacionada para gerir os fundos resultantes da ajuda externa, uma vez que o actual gabinete já se transformou num centro de escândalos financeiros.

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