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Pandemia de gripe das aves em Portugal

31.10.2006
 
Pandemia de gripe das aves em Portugal

Uma pandemia da gripe das aves em humanos pode infectar quatro milhões de portugueses e manter em casa 40% dos trabalhadores, indica um estudo realizado pelo Observatório Nacional de Saúde (ONSA), do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA-RJ). A previsão revê em alta o número de possíveis contaminados, acrescentando meio milhão à estimativa anterior.


O documento, apresentado ontem, procura traçar um cenário do impacto de uma eventual pandemia causada pelo vírus da gripe das aves em humanos, sem considerar o efeito da acção de uma vacina contra a doença ou do tratamento com antivirais.


As autoridades de saúde nacionais e internacionais receiam a possibilidade de o vírus que actualmente provoca a infecção gripal em aves - o H5N1 -, poder sofrer mutações que lhe permitam infectar humanos, produzindo uma pandemia de gripe. Desde 2003, indicou o Director-Geral da Saúde, Francisco George, registaram-se em todo o mundo 256 casos de infecção em humanos.

 
Considerando que a futura pandemia se pode processar em duas ondas, Baltazar Nunes, do ONSA, estimou que numa primeira fase, mais branda, cerca de um milhão de portugueses possa vir a ser infectado, um valor que aumenta para três milhões, numa segunda onda pandémica. O investigador adiantou que, durante a primeira onda, o serviço de saúde será solicitado em 1,9 milhões de consultas, e que na segunda fase esta procura vai subir para mais de três milhões. O Observatório vai iniciar um estudo sobre o grau de procura que os hospitais e centros de Saúde podem esperar por parte da população que reside na sua área de influência, no caso de se verificar uma pandemia.

 
Foi igualmente apresentado um estudo sobre o absentismo no trabalho, tomando o exemplo de uma empresa com cerca de 400 trabalhadores, dos quais 81 por cento são mulheres.
Segundo Baltazar Nunes, durante um período de oito semanas em que a epidemia se faça sentir, "é possível prever uma taxa de absentismo de 38 a 40 por cento".

Jornal de Notícias


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