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Fábrica da Peugeot Citroen de Mangualde não vai encerrar

29.12.2006
 
Fábrica da Peugeot Citroen de Mangualde não vai encerrar

A fábrica da Peugeot Citroen de Mangualde não vai encerrar. Pelo contrário, a unidade até vai realizar novos investimentos para aumentar a produção no nosso país. As garantias foram dadas pela direcção da empresa e pelo ministro da Economia.

 
A PSA Peugeot Citroen negou ontem a intenção de fechar a fábrica de Mangualde e disse que está em conversações para adquirir terrenos para expandir a produção. “O futuro de Mangualde está assegurado. É uma unidade muito eficiente e precisamos da sua produção”, disse à Bloomberg Hugues Dufour, porta-voz do segundo maior construtor automóvel europeu.
O responsável da PSA ressalvou, contudo, que o grupo pretende adquirir os terrenos “a preço de mercado, não a 10 vezes esse preço”.

Um dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos e trabalhador da Citroen disse que a Câmara de Mangualde e o Ministério da Economia garantiram que expropriarão os terrenos de que a empresa precisa, se não houver acordo para a venda.

Em declarações à Agência Lusa, Jorge Abreu afirmou que a Citroen continua a negociar com os proprietários a compra dos terrenos contíguos às suas instalações em Mangualde, mas que haverá expropriações se as negociações falharem.

“Temos a confirmação por parte da autarquia de Mangualde e do Ministério da Economia que, se não houver outra solução, avança-se mesmo para a expropriação dos terrenos”, afirmou.
“A Citroen tem os terrenos de que precisa garantidos, de uma forma ou de outra”, acrescentou.
A direcção da Peugeot Citroen Automóveis de Portugal pretende aumentar a unidade de produção de Mangualde e, para tal, é necessário “um total de 80 mil metros quadrados, divido em 20 mil metros quadrados a poente e 60 mil metros quadrados a nascente”, tendo, para isso, solicitado “uma evolução do PDM que facilitasse a disponibilidade dos terrenos”.

Em meados de Novembro, a direcção da PSA de Mangualde alertou a autarquia de que, caso não desse resposta às suas necessidades de terrenos para aumento das instalações, este centro de produção poderia ficar fora do plano de desenvolvimento do grupo francês.
Segundo o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do distrito de Viseu e trabalhador da Citroen de Mangualde há cerca de 11 anos, “há grande empenho para se chegar a acordo com os oito proprietários dos terrenos limites”.

“Temos indicação de que três a quatro estão receptivos. Com os restantes prosseguem as negociações”, referiu.Jorge Abreu salientou que o sindicato está a “acompanhar com alguma preocupação as notícias que vão surgindo, mas pela empresa nunca nos foi dito que haveria a possibilidade de encerrar”. “Pelo contrário, a vontade é de se expandirem, daí pretenderem do terrenos”, alegaю

Primeiro de Janeiro


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